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Quanto sua empresa perde quando os dados não têm qualidade

Foto: Divulgação

Há uma cena que se repete com frequência nas empresas brasileiras de médio e grande porte. O diretor financeiro recebe três versões do mesmo relatório em uma semana, cada uma com um faturamento diferente para o mesmo período, e nenhuma das áreas envolvidas consegue explicar por que os números não batem.

Uma planilha vem do comercial, outra do sistema de controle, a terceira é montada manualmente por um analista que tenta reconciliar tudo. Os três números estão errados em algum nível, e a empresa segue tomando decisões em cima de uma média entre eles, definida na intuição da liderança disponível naquele momento.

Esse cenário é mais comum do que a maioria dos executivos imagina, e revela um problema que costuma ser mal diagnosticado. Na prática, o que falta às empresas não são dados, é qualidade.

A maior parte das organizações de porte relevante já investiu em ERP, CRM, sistemas de estoque e ferramentas de automação, e acumulou um volume enorme de informação ao longo dos anos. O problema é transformar esse volume em base confiável de decisão, e a falta dessa confiança custa caro, ainda que raramente apareça de forma direta no balanço.

O que são dados sem qualidade

Dados sem qualidade são informações que parecem corretas, mas que carregam inconsistências quando comparadas com outras fontes da mesma empresa. Registros duplicados, campos preenchidos de jeitos diferentes em cada sistema, valores desatualizados, regras de negócio aplicadas de forma divergente entre áreas, integrações parciais que deixam lacunas no fluxo de informação.

Tudo isso compõe um cenário em que a informação existe, está disponível, e ainda assim contradiz outra informação igualmente disponível em outro ponto da operação.

Quando isso acontece, a decisão de negócio deixa de ser baseada em dados e passa a ser uma escolha entre versões diferentes do mesmo dado, feita pela pessoa mais experiente da sala naquele momento. A empresa pode até ter a percepção de que está sendo orientada por evidências, quando, na verdade, está só formalizando intuições com a aparência de relatório.

O custo, em números

Um estudo da MIT Sloan Management Review, em parceria com o Insurance Research Council, mostrou que empresas operando com dados de baixa qualidade podem perder entre 15% e 25% da receita em decisões comprometidas, retrabalho operacional e correções recorrentes.

O Gartner estima que o custo médio anual da má qualidade de dados gire em torno de 12,9 milhões de dólares por organização em empresas de grande porte, somando perdas diretas, custo de oportunidade e ineficiência sistêmica.

Esses indicadores foram produzidos em contextos internacionais, mas refletem uma dinâmica que se repete em qualquer lugar, inclusive nas realidades brasileiras proporcionais ao porte e à complexidade de cada operação. A causa raiz é a mesma, e os efeitos também, independentemente do mercado ou do setor.

O que esses números não capturam, e talvez seja o ponto mais relevante para quem decide, é o custo de oportunidade. Decisões tomadas em cima de informação inconsistente até podem estar certas em alguns casos, mas ninguém na empresa sabe afirmar quais delas estão, e isso mantém a organização presa a uma confiança que ela mesma não consegue checar.

Onde a qualidade se perde

A perda de qualidade nos dados raramente acontece por incompetência das equipes. Acontece por estrutura, ou pela falta dela. Conforme a empresa cresce, cada área adota os próprios sistemas, cria as próprias convenções e estabelece regras de cadastro que fazem sentido dentro daquele recorte.

O comercial registra o cliente de uma forma, o financeiro, de outra, a logística aplica um terceiro padrão, e o marketing trabalha com uma quarta versão para campanhas. Cada uma dessas escolhas é razoável dentro do próprio contexto, e todas, somadas, criam um ecossistema fragmentado em que a verdade integral não existe.

Sem uma camada de engenharia que padronize, consolide e valide essa informação de forma contínua, a empresa vira uma colcha de retalhos analítica. Cada área tem razão dentro do próprio recorte, nenhuma delas tem a fotografia inteira, e a liderança, que precisaria operar com a visão integrada, recebe sempre uma versão parcial da realidade.

Em organizações que atendemos nos setores industrial, de distribuição e de serviços financeiros, esse padrão se repete com regularidade. Sistemas bons, dados em volume, e confiança baixa no que a informação mostra. Confiança baixa nos dados se traduz em decisão lenta, porque cada etapa exige uma validação extra.

O diretor pede explicação antes de usar o número, o gerente confere antes de apresentar, o analista reconcilia antes de enviar, e essa cadeia de verificação consome tempo que, no fim das contas, é margem.

Qualidade de dados é tema de liderança, não de tecnologia

Existe uma percepção comum de que qualidade de dados é problema técnico, tema da área de TI, questão operacional que se resolve com a ferramenta certa. Essa leitura ajuda a explicar por que o problema persiste em tantas empresas, mesmo depois de investimentos relevantes em tecnologia.

O equívoco está em confundir o sintoma, que aparece nos sistemas, com a causa, que está na forma como a informação é tratada dentro da organização.

Qualidade de dados é tema de liderança porque o custo dela recai sobre decisões de negócio, e essas decisões são tomadas no nível executivo.

Quando o CEO decide expandir uma linha de produto com base em dados imprecisos, o impacto aparece no resultado consolidado da empresa, não no relatório da área técnica.

Quando o diretor comercial define meta a partir de histórico fragmentado, a consequência se distribui por toda a equipe, que passa o ano tentando bater um número que já nasceu desalinhado com a realidade do mercado.

Empresas que tratam qualidade de dados como prioridade estratégica decidem mais rápido, com mais margem de acerto, e desenvolvem ao longo do tempo uma capacidade analítica que vira vantagem competitiva.

Passam a enxergar padrões do próprio mercado que os concorrentes ainda estão tentando montar manualmente, e operam com clareza sobre indicadores que, em outras organizações, ainda dependem de revisão semanal da liderança.

O caminho para uma operação confiável de dados

Resolver de forma estrutural o problema da qualidade de dados exige construir uma fundação que reúna arquitetura, engenharia, governança e análise em uma operação contínua e integrada. Isso passa por integrar sistemas, padronizar regras, monitorar consistência, manter ciclos permanentes de correção e melhoria, e definir responsabilidades claras sobre cada parte da informação dentro da empresa.

A ferramenta isolada, por mais robusta que seja, não dá conta dessa complexidade, porque o problema não é de software, é de operação.

Essa fundação não se constrói em sprint, e exige um conjunto de competências que dificilmente está concentrado em um único profissional. Engenharia de dados, ciência de dados, análise de negócio, governança e inteligência artificial são especialidades distintas, cada uma com profundidade própria, e precisam operar em conjunto para que a qualidade se sustente ao longo do tempo.

A maior parte das empresas, mesmo as de porte relevante, não tem estrutura interna para sustentar essa operação com a profundidade que ela exige, e montar esse time internamente demanda investimento, tempo e uma combinação de talentos que o mercado de dados cobra cada vez mais caro.

É nesse contexto que cresce a busca por modelos de área de dados terceirizada, operados por equipes especializadas que funcionam como extensão da estrutura interna, com profundidade técnica e responsabilidade contínua pelos resultados.

A ROQT atua nesse modelo, como equipe de Dados e IA completa, cobrindo arquitetura, engenharia, análise e inteligência artificial em uma operação que se integra à rotina da empresa atendida e responde pela evolução da qualidade dos dados ao longo do tempo.

Sua empresa não precisa conviver com dados que se contradizem entre áreas. Acesse roqt.com.br, conheça os cases e fale com nosso time para avaliar como construir uma operação de dados que sustente decisão executiva com confiança.

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