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Empresa apresenta solução com IA durante evento na Alemanha

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Foto: Divulgação

O uso de inteligência artificial na saúde e segurança do trabalho começa a ganhar escala no Brasil, especialmente em áreas historicamente marcadas por análises subjetivas, como a ergonomia. Nesse cenário, uma empresa de Curitiba levou ao mercado internacional uma solução que automatiza esse tipo de avaliação com base em dados.

A Kinebot, especializada em automação da ergonomia, apresentou o Kineflow durante a Hannover Messe, o maior evento industrial do mundo. A ferramenta utiliza inteligência artificial para analisar as ações técnicas de trabalhadores a partir de vídeos e gerar dados estruturados sobre a sua produtividade.

A curitibana, que tem sede no Câmpus da Indústria, viajou à convite da Confederação nacional das Indústrias (CNI), após ter sido selecionada entre os três melhores projetos de 2025 a partir do programa Smart Factory, Plataforma Inovação para a Indústria, realizado em parceria com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – MDIC.

“Aqui, em Hannover, tivemos a oportunidade de apresentar o Kineflow para diferentes profissionais de diferentes países presentes na feira, além da conexão com outras empresas expositoras na feira. Essa foi uma grande oportunidade de posicionar a Kinebot mais uma vez a nível global, expandindo suas aplicações a nível europeu e levando a tecnologia de ponta desenvolvida em Curitiba para o mundo”, celebrou Cauê Marinho, CEO e cofundador da Kinebot.

A plataforma permite identificar padrões de movimento, mapear inconformidades e acompanhar indicadores ao longo do tempo, contribuindo para planos de ação mais eficientes. O uso de dados também facilita a integração com áreas como compliance, produtividade e saúde ocupacional.

“Tradicionalmente, as avaliações ergonômicas enfrentam desafios como alto custo operacional, dificuldade de acompanhamento contínuo e baixa capacidade de correlação de dados, muito em função da subjetividade das análises manuais”, explica o ergonomista e cofundador da Kinebot, Alison Alfred Klein.

Segundo ele, esse cenário tem impulsionado o desenvolvimento de tecnologias capazes de tornar o processo mais objetivo e escalável.

“A proposta é transformar a ergonomia em dados concretos, que apoiem decisões mais assertivas dentro das empresas”, afirma o ergonomista.

Além da análise ergonômica, o sistema automatiza processos como a cronoanálise em diferentes setores industriais.

“Conseguimos identificar gargalos e problemas ergonômicos em tempo real, transformando dados em decisões rápidas e planos de melhoria mais eficientes”, afirma Cauê Marinho, cofundador da Kinebot.

A adoção desse tipo de tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho técnico, mas amplia a capacidade analítica dos profissionais.

“A IA funciona como suporte à tomada de decisão, trazendo mais consistência e rastreabilidade para as análises”, completa.

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