Economia PR - Mesmo acima da média, turismo do PR recua no primeiro bimestre

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Mesmo acima da média, turismo do PR recua no primeiro bimestre

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Foto: Flavio_Santos de pixabay/Canva

O turismo paranaense iniciou 2026 em ritmo mais moderado. Conforme aponta o Boletim do Desempenho das Atividades Turísticas, elaborado pela Fecomércio PR com base nos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor registrou retração de 2% no primeiro bimestre do ano, refletindo perda de fôlego na comparação com o desempenho mais robusto observado ao longo de 2025.

Em fevereiro, o volume de atividades turísticas no Paraná caiu 0,8% em relação a janeiro, movimento semelhante ao cenário nacional, que registrou recuo de 0,9%. O resultado reforça um início de ano mais contido para o setor.

Apesar da perda de ritmo no primeiro bimestre do ano, o Paraná preserva desempenho superior ao nacional ao longo dos últimos 12meses, período em que as atividades turísticas cresceram 4,6% no estado, acima da média brasileira, de 4,2%.

O resultado posiciona o Paraná na 7ª colocação nacional e demonstra que, embora o setor tenha iniciado o ano com retração, a base construída ao longo do último ano ainda sustenta desempenho competitivo.

A expansão acumulada foi impulsionada principalmente pelo crescimento das receitas em segmentos como catering, bufê, alimentação preparada, restaurantes, transporte aéreo de passageiros, hotéis e serviços de reservas relacionados à hospedagem.

O levantamento da Fecomércio PR também evidencia desaceleração no ritmo de crescimento turístico tanto no Paraná quanto no Brasil, indicando um ambiente mais desafiador para o setor neste início de ano.

Para o economista e assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o cenário exige atenção, mas preserva fundamentos positivos.

“O turismo paranaense apresenta perda de ritmo neste início de 2026, acompanhando um movimento de desaceleração mais amplo. Ainda assim, o desempenho acumulado em 12 meses mostra que o estado mantém uma base sólida, sustentada por um setor de serviços forte, expansão da renda e investimentos em infraestrutura turística. O desafio agora está em preservar competitividade e estimular a continuidade desse crescimento em um ambiente mais moderado”, avalia.

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