Economia PR - Imóveis perto de transporte têm ágio de até 18%

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Imóveis perto de transporte têm ágio de até 18%

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Foto: Divulgação: Vanguard

A proximidade com sistemas de transporte coletivo de alta capacidade passou a ser um dos principais vetores de valorização no mercado imobiliário brasileiro. Um estudo recente do DataZap mostra que imóveis localizados próximos a esses eixos registraram um ágio de até 18,2% no preço de venda em apenas 12 meses — quase três vezes acima da valorização média do mercado no período, que ficou em 6,56%.

O dado evidencia uma mudança estrutural no comportamento urbano: mais do que metragem, o fator decisivo passou a ser tempo de deslocamento. Em grandes e médias cidades, a mobilidade transformou-se em um ativo escasso, criando o que especialistas chamam de prêmio de localização e conectividade.

Esse cenário valida a estratégia de hipercentralidade, conceito adotado por incorporadoras como a Vanguard, marca do Grupo Plaenge, voltada a um público contemporâneo e altamente conectado à dinâmica urbana.

Diferente do modelo tradicional que concentra valor apenas em áreas centrais históricas, a hipercentralidade parte da escolha de bairros bem conectados, com oferta de transporte, serviços e infraestrutura, reduzindo a dependência do automóvel.

Para investidores que buscam liquidez e proteção patrimonial, esse tipo de localização reduz o risco de vacância e obsolescência. O imóvel deixa de ser apenas um espaço físico e passa a operar como um ativo funcional, alinhado às novas rotinas de trabalho, mobilidade e consumo.

A tese ganha ainda mais força quando se observa o desempenho das tipologias. Segundo o mesmo levantamento, apartamentos de um dormitório lideraram a valorização do mercado, com alta de 7,77% acumulada em 12 meses.

Esse movimento é impulsionado por transformações demográficas, como o crescimento de lares unipessoais e a busca por eficiência de custos. Atenta a esse perfil, a Vanguard prioriza plantas flexíveis, com menos paredes estruturais e maior integração de ambientes, ampliando a adaptabilidade dos imóveis ao longo do tempo.

A aplicação concreta dessa estratégia pode ser observada nos principais mercados da incorporadora. Em Curitiba, cidade referência em políticas de desenvolvimento orientado ao transporte (TOD), a Vanguard concentra seus projetos em bairros que funcionam como polos logísticos e culturais.

No bairro Rebouças, o empreendimento Mindse7 ofereceu unidades compactas entre 23 e 40 metros quadrados em uma região em acelerado processo de revitalização urbana. Já no Água Verde, o Pulse conecta o morador a um dos eixos comerciais mais consolidados da capital paranaense.

Em Londrina, projetos como Madá e Blu.ink refletem a alta absorção da Gleba Palhano, combinando localização estratégica com metragens de um a três dormitórios, o que acelera o giro patrimonial.

No Centro-Oeste, a mesma lógica se repete em empreendimentos como o Liven, próximo ao polo institucional do CPA, em Cuiabá, e o Muv.in, em Campo Grande. A combinação entre arquitetura inteligente e proximidade de eixos de mobilidade transforma eficiência logística em rentabilidade concreta.

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