Seminários e encontros de líderes unindo as experiências do esporte (com palestrantes famosos do futebol) aos pontos que o negócio deseja evoluir (na liderança, no trabalho coletivo, na performance); adereços por toda parte nos tons da bandeira nacional brasileira… estes são alguns dos cenários que estão mais comuns neste período, às vésperas da Copa do Mundo 2026, que será sediada nos EUA, no Canadá e no México.
E aí, como você vai gerenciar esse tema na sua organização?
Pouco importa se você tem 10 ou 10 mil colaboradores, este assunto também será pauta em algum momento, isso se já não foi discutido.
Por mais que os jogos da seleção brasileira não estejam previstos para o horário comercial (o seu negócio pode ter turnos, ou funcionar normalmente no período noturno, por exemplo), surge aquele burburinho na equipe: “é a seleção brasileira em campo, não vamos assistir?” ou ainda “vão disponibilizar alguma televisão só para podermos acompanhar o andamento da partida…?”
Especialmente se você exerce um cargo de liderança, algum posicionamento a respeito deverá ser tomado. Antes, convido a refletir:
- Vale reunir a equipe para assistir aos jogos? É uma prática da instituição a reunião/celebração?
- Disponibilizar meios para que possam assistir aos jogos durante o trabalho é viável para o negócio? A equipe tem maturidade para tal ação?
- Se for inviável para a dinâmica do negócio, haveria alguma outra alternativa?
- Fazer algo visual na empresa, como alguma decoração verde e amarelo, faz parte da cultura da empresa? Isso pode influenciar positivamente o clima organizacional?
Trouxe perguntas simples, como ponto de partida, para que possa aprofundá-las ao olhar para a sua equipe, para as particularidades do seu negócio, assim como para dois pontos importantíssimos da organização: o clima e a cultura organizacional.
Quais pilares culturais fundamentam a atuação de vocês? Quais foram as experiências anteriores, semelhantes à “liberdade para assistir a um jogo”, que vocês já praticaram? Cabe este tipo de experiência para o momento atual do seu time e dos negócios?
Essa decisão é multifatorial e as respostas poderão ser construídas com seu time de gestão, a fim de tomar posições mais assertivas. Use as percepções coerentes sobre o clima na empresa, lance mão de ferramentas como pesquisas rápidas (caso caiba isso para seu negócio) para “medir a febre” sobre a Copa e observe a sustentação dos valores da sua cultura para ‘linkar’ ao assunto, caso seja pertinente.
Aliado a isso, o momento pode ser muito oportuno para ressaltar a coletividade: assim como no esporte, em uma empresa, o trabalho em equipe é que dá vazão a muitos processos e procedimentos. Se a “bola está na área sem ninguém para cabecear”, o negócio enfraquece. Então, os prejuízos à empresa seriam significativos se não celebrassem os jogos da Copa?
Por outro lado, gestores insatisfeitos com o cenário atual podem comentar que “bola na trave não altera o placar”, ou seja, não seria o momento de oportunizar a abertura para os jogos da seleção brasileira, uma vez que a equipe não está com a entrega devida. O esporte também ensina: o treino, as tentativas e as técnicas são para levar a bola ao gol, para obter novas conquistas. A bola na trave é parte do processo de evolução de qualquer profissional. Como você tem acompanhado e incentivado o desenvolvimento coletivo?
Ao compreender que um time coeso, alinhado e forte sustenta decisões e movimenta a engrenagem, o assunto futebol pode ter sinergia com o que se aplica diariamente.
Deixo a bola rolando para inspirações e reflexões.
Ah, se interessar: A seleção brasileira de futebol está no grupo C e terá como primeiros adversários Marrocos, Haiti e Escócia. A estreia do Brasil será dia 13 de junho (sábado), às 19h (horário de Brasília) contra os marroquinos. O segundo embate será dia 19 (sexta), às 22h (horário de Brasília) com o Haiti e o confronto com a Escócia, no dia 24 (quarta-feira), às 19h, também horário de Brasília.