Um levantamento da Anatel e do Ministério das Comunicações mostrou que 82,8% dos municípios brasileiros melhoraram seus indicadores de conectividade no último ano, e na zona rural não foi diferente.
Dados da ConectarAGRO, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), indicam que a cobertura de conectividade em áreas agrícolas avançou significativamente entre 2023 e 2025, elevando a área agricultável conectada de 18,7% para 33,9%.
Segundo o estudo, o avanço reflete a expansão da infraestrutura digital no campo, considerada essencial para ampliar o uso de máquinas modernas, sensores e práticas de agricultura de precisão.
O avanço é impulsionado por uma nova demanda técnica: a operação de frotas autônomas e sistemas de telemetria em tempo real. Segundo relatório da consultoria McKinsey, a conectividade rural pode injetar mais de US$ 500 bilhões no PIB global até 2030, sendo que apenas a operação online de máquinas autônomas deve representar um mercado de até US$ 60 bilhões.
Para Pedro Reinaldo, CEO da LOViZ, a conectividade tornou-se o principal insumo de gestão do produtor moderno.
“O campo vive uma transformação acelerada onde drones, telemetria e irrigação inteligente exigem troca de dados contínua. Sem infraestrutura digital, o produtor perde eficiência operacional e capacidade de tomada de decisão, resultando em desperdícios que impactam a margem do negócio“, explica o executivo.
Apesar dos avanços nos indicadores da Anatel, a geografia das propriedades rurais ainda impõe barreiras físicas à cobertura tradicional. Áreas afastadas e topografias acidentadas criam instabilidades que interrompem processos críticos de automação. É neste cenário que soluções de conectividade personalizada têm ganhado espaço frente às ofertas padronizadas de telecom.
De olho nesse gargalo, a LOViZ desenvolveu o Agro Connect, solução voltada a estabilizar a rede em propriedades remotas através de projetos que consideram o relevo e a demanda tecnológica específica de cada operação.
“Cada fazenda exige um desenho de rede diferente para garantir que a inteligência artificial e os sensores IoT operem sem latência. O agro brasileiro será totalmente orientado por dados, e essa automação depende diretamente da estabilidade do sinal”, afirma Pedro.
Além do ganho produtivo, a interiorização da banda larga robusta promove um efeito colateral positivo: a integração social. O acesso à internet de alta performance melhora a qualidade de vida das famílias e colaboradores residentes nas propriedades, auxiliando na retenção de talentos no campo, um dos grandes desafios atuais do setor.
Com a expansão da Inteligência Artificial aplicada ao manejo, a expectativa é que a demanda por redes de alta capacidade siga em ritmo acelerado, consolidando a infraestrutura digital como fator decisivo de competitividade para o agronegócio brasileiro nos próximos cinco anos.
“O agro brasileiro será cada vez mais orientado por dados, automação e inteligência operacional, mas nada disso escala sem uma infraestrutura de conexão sólida. Quando uma propriedade rural investe em conectividade, ela não apenas eleva sua competitividade econômica, mas também promove a integração social e a qualidade de vida das famílias que vivem nessas regiões, garantindo que o avanço tecnológico caminhe junto ao desenvolvimento humano”, finaliza o CEO da LOViZ.