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PR é o Estado do Sul que mais gera empregos no setor de eventos

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Foto: freepik

O estudo “Do Palco ao PIB: Como os Eventos Impulsionam a Economia do Sul”, elaborado pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), revela que Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina somam 20.831 empresas ativas no setor, o que representa 17,2% do mercado nacional (120.707).

Elaborado com base em dados do IBGE, Ministério do Trabalho e Receita Federal, o levantamento destaca, ainda, que essa força produtiva também se reflete no mercado de trabalho, concentrando 35.286 empregos formais, o equivalente a 19,1% de todas as vagas do segmento no país.

Outro dado chama a atenção: as três capitais figuram entre as 12 cidades com maior número de empresas de eventos no país: Curitiba (5ª), Porto Alegre (6ª) e Florianópolis (12ª), o que não se repete em outras regiões.

O interior também demonstra grande vigor econômico em cidades como Londrina (498 empresas), Maringá (449), Joinville (447),  Blumenau (312) e Caxias do Sul (438). Em uma análise global da região, O Rio Grande do Sul lidera em número de empresas, com 7.943 estabelecimentos ativos (6,6% do total nacional), seguido pelo Paraná, com 6.922 (5,7%), e Santa Catarina, com 5.966 (4,9%)

A força também se reflete na geração de postos de trabalho. Em 2024, o Sul alcançou o maior patamar de sua série histórica em representatividade de empregos formais no setor: 19,1% de todas as vagas do Brasil estão concentradas nos três estados.

No total, são 35.286 trabalhadores com carteira assinada, com o Paraná liderando a lista estadual (12.939 vagas), seguido pelo Rio Grande do Sul (12.445) e Santa Catarina (9.902).

Entre 2019 e março de 2026, o estoque de empregos formais (total de vagas disponíveis em um mercado de trabalho) no núcleo do segmento apresentou crescimento nos três estados. O Rio Grande do Sul registrou aumento de 154,2%, o Paraná de 124,4% e Santa Catarina de 92,6%, todos acima da média nacional de 86,1% no período.

Para Eliza Pierim, diretora regional da ABRAPE no Rio Grande do Sul, o desempenho do estado está diretamente ligado à capacidade de mobilização do setor diante de sucessivas crises enfrentadas nos últimos anos.

“Realizamos um movimento muito grande no setor de turismo e eventos para reagir à pandemia e, na sequência, à enchente de 2024. Diante de uma nova e imensa crise, com muitas perdas e a necessidade de voltar a movimentar a cadeia produtiva do estado, o setor encontrou forças no associativismo”, salienta. 

A Lei 14.917/2024 (que estabeleceu medidas emergenciais destinadas aos setores de turismo e de cultura do RS no período das enchentes) é um exemplo disso.  aponta, assim como o Instituto RSNasce, que representa a união de empresas e instituições de turismo e eventos para reconstruir um segmento fundamental para a geração de emprego e renda no estado.

No consumo, a região soma R$ 26 bilhões em 2025, o equivalente a 18,3% do total nacional (R$ 142,8 bilhões). O Paraná responde por R$ 9,74 bilhões (6,9%), o Rio Grande do Sul por R$ 8,95 bilhões (6,3%) e Santa Catarina por R$ 7,33 bilhões (5,2%).

A estimativa tem como base o item Recreação no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado mensalmente pelo IBGE, associada à massa de rendimento real de todos os trabalhadores com 14 anos ou mais de idade, conforme a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).

Para Eveline Orth, diretora regional da ABRAPE em Santa Catarina, os números refletem o avanço da economia criativa no Sul do país.

“Os dados demonstram a força de setores como cultura, entretenimento, turismo e gastronomia, que vêm se qualificando e se profissionalizando cada vez mais. Esse movimento amplia a geração de empregos e reforça o papel dos eventos na oferta de experiências, vivências e emoções, tão importantes para a sociedade”, destaca. 

O presidente da ABRAPE, o empresário Doreni Caramori Júnior, salienta que estes dados são emblemáticos pois mostram que a região responde por praticamente um em cada cinco empregos gerados pelo setor no Brasil:

“Isso é fruto de um ecossistema amadurecido e de uma cadeia produtiva que irriga desde o pequeno prestador de serviço até grandes redes de hotelaria e gastronomia. O segmento movimenta a economia, transforma destinos e cria oportunidades reais de renda onde quer que ocorra”.

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