A Eko Market ampliou sua operação em Curitiba com a inauguração de duas novas unidades na última semana. Com as aberturas no bairro Ecoville, na zona Oeste da capital, a rede passa a operar cinco minimercados autônomos instalados em condomínios residenciais, consolidando seu plano de expansão na região.
As novas operações reforçam a estratégia de crescimento baseada na instalação de unidades compactas dentro dos empreendimentos residenciais. A próxima inauguração já está prevista para maio, em Araucária, dando continuidade ao plano de expansão da empresa ao longo de 2026.
O modelo de negócio é baseado na oferta de mercados autônomos com funcionamento 24 horas, permitindo que moradores realizem compras de forma prática, sem necessidade de deslocamento. O acesso é feito por meio de tecnologia, com liberação de entrada e pagamento automatizados, garantindo operação contínua das unidades.
O avanço desse formato acompanha transformações recentes no padrão de moradia nas grandes cidades. Dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2024, mostram que a proporção de brasileiros vivendo em apartamentos cresceu de 8,5% em 2010 para 12,5% em 2022, refletindo o avanço da verticalização urbana e da demanda por serviços integrados ao ambiente residencial.
Ao mesmo tempo, o varejo alimentar segue entre os principais destinos de consumo das famílias brasileiras. Segundo dados do Ranking ABRAS 2025, elaborado pela Associação Brasileira de Supermercados em parceria com a NielsenIQ, o setor supermercadista faturou R$ 1,067 trilhão em 2024, valor equivalente a 9,12% do PIB brasileiro.
No Paraná, o segmento também apresenta forte relevância econômica. Dados apresentados durante a ExpoApras 2026, realizada na Região Metropolitana de Curitiba, apontam que o setor supermercadista paranaense reúne mais de 25 mil lojas, atende cerca de 1,8 milhão de consumidores por dia e movimenta mais de R$ 65 bilhões ao ano.
O evento também destacou tendências ligadas à automação, conveniência e novos formatos de consumo no varejo alimentar, movimento impulsionado pela busca crescente por proximidade e agilidade no dia a dia.
Em regiões com forte presença de empreendimentos verticais, o modelo se integra à rotina dos moradores pela proximidade e facilidade de acesso, funcionando como alternativa complementar ao varejo tradicional.
Um dos principais diferenciais da operação está na curadoria personalizada de produtos, desenvolvida a partir do perfil e dos hábitos de consumo dos moradores de cada condomínio. Antes da implantação das unidades, a Eko Market realiza pesquisas para entender as preferências e necessidades dos residentes, permitindo adaptar o mix de produtos à rotina de cada local.
A proposta vai além de um modelo tradicional de conveniência, priorizando itens que realmente fazem parte do consumo cotidiano dos moradores. A proximidade da operação com os condomínios também permite ajustes frequentes no sortimento, acompanhando demandas específicas de cada público. As unidades ainda contam com acesso controlado e reposição frequente de produtos.
Apesar da operação baseada em tecnologia, a rede mantém um dos principais diferenciais da marca: a proximidade com os moradores. Em todas as unidades, um caderno de anotações fica disponível para que clientes registrem sugestões, pedidos e impressões sobre o funcionamento do mercado.
O espaço funciona como um elo de humanização da operação, permitindo que a Eko Market acompanhe de perto a rotina dos condomínios e realize ajustes constantes no mix de produtos e na dinâmica de cada unidade a partir das demandas dos próprios moradores.
“A expansão da Eko Market está diretamente ligada à forma como as pessoas organizam o dia a dia. Existe uma demanda crescente por conveniência, mas também por soluções que estejam próximas e integradas à rotina. Nosso modelo permite crescer de forma distribuída, acompanhando esse movimento dentro dos próprios condomínios”, afirma a sócia-fundadora da Eko Market, Luciane Gomes.
A empresa projeta ampliar sua presença ao longo de 2026, com foco na implantação de novas unidades em condomínios residenciais e na consolidação do modelo em diferentes regiões da capital e entorno. A estratégia prioriza crescimento gradual, acompanhando a adesão dos empreendimentos e a adaptação do formato à rotina dos moradores.