Economia PR - Mentoria discute passos para mulheres organizarem rotina

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Mentoria discute passos para mulheres organizarem rotina

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Foto: Divulgação

A organização da rotina de uma mulher que empreende, lidera equipes ou administra diferentes responsabilidades começa antes da agenda e das decisões relacionadas a dinheiro.

Para a empresária, Beatriz Machnick, especialista em gestão financeira, a forma como uma profissional, dona de negócio ou executiva compreende a própria identidade interfere diretamente nos papéis que ela assume na vida adulta, especialmente quando precisa conciliar trabalho, casa, liderança, maternidade, casamento ou empreendedorismo.

Esse será um dos pilares da mentoria on-line “12 Passos para ser uma Mulher que Anda em Propósito, Ordem e Leveza”, projeto que integra o braço de capacitação da entidade social Instituto Machnick. Com início previsto para 28 de maio, o curso contará com seis encontros quinzenais entre maio e julho.

A arrecadação com valores das matrículas será destinada ao Instituto, iniciativa sem fins lucrativos criada para apoiar mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade.

A proposta do treinamento dialoga com um cenário em que a presença feminina nos negócios cresce, mas ainda convive com desafios relacionados à gestão, renda e sobrecarga.

O Brasil concentra 10,4 milhões de mulheres donas de negócios, segundo levantamento do Sebrae com base na PNAD Contínua do IBGE, o maior número da série histórica. Mesmo com esse avanço, muitas empreendedoras seguem acumulando funções operacionais, familiares e administrativas, sem planejamento do negócio, gerenciamento de tempo e compromete a qualidade das decisões.

Segundo Beatriz, a primeira atribuição de um ser humano é ser filho e distorções vividas nesse papel durante a infância podem influenciar a vida adulta, a tomada de decisão e a forma como a mulher se posiciona nas demais responsabilidades que assume ao longo da vida.

A partir dessa reflexão, a mentoria pretende mostrar como a ordem na identidade pode trazer mais clareza para a atuação profissional, para a gestão da casa, para as relações familiares e para o empreendedorismo.

“Isso reduz a culpa, melhora decisões e ajuda a distribuir melhor tempo, energia e responsabilidades”, afirma.

Para a empresária, parte das dificuldades enfrentadas por mulheres empreendedoras não está ligada apenas à falta de conhecimento técnico, mas à ausência de uma estrutura de rotina que permita organizar prioridades, delegar tarefas e tomar decisões com base em critérios objetivos.

“Muitas mulheres crescem profissionalmente sem uma base de organização para lidar com tempo, recursos e emoções. Quando tudo depende da força individual, o negócio pode até avançar, mas a mulher tende a pagar um custo alto na saúde, nas relações e na própria clareza de gestão”, explica.

O conteúdo da mentoria se baseia no Método MAC, metodologia desenvolvida por Beatriz ao longo de mais de uma década de atuação com empresários, gestores e escritórios de advocacia.

Na versão voltada a mulheres, a formação aborda clareza, ordem e leveza aplicadas à rotina, à liderança, à administração do tempo, às relações e à condução das responsabilidades profissionais e pessoais. A especialista explica que o objetivo é oferecer ferramentas práticas para que a participante consiga avaliar seus papéis, estruturar a rotina e reduzir o desgaste causado pelo acúmulo de decisões.

Além da capacitação, a mentoria amplia a responsabilidade social ligada ao Instituto Machnick. Nos últimos meses, Beatriz e a BM Finance Group destinaram, por meio da entidade, cerca de R$ 50 mil a instituições como o Lar Antônia, orfanato que recebe bebês e crianças pequenas, o Hospital Adauto Botelho, referência em saúde mental no Paraná, e o Instituto Pedro Gabriel, ligado à clínica Celep, que atende crianças com doenças raras e demandas contínuas de cuidado.

A iniciativa também apoia projetos voltados a mulheres em situação de vulnerabilidade, com foco em acolhimento, desenvolvimento e acesso a recursos.

Para Beatriz, vincular a arrecadação da mentoria ao Instituto é uma forma de conectar formação, gestão e impacto social.

“Quando uma mulher aprende a organizar trabalho, tempo e recursos, o efeito não fica restrito à rotina dela. Ele chega à família, à equipe e à comunidade. O Instituto nasce para ampliar esse impacto com prestação de contas e destinação responsável dos recursos”, conclui.

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