Economia PR - Recurso da Meta entrega mais retorno para anunciantes

Pesquisar

Recurso da Meta entrega mais retorno para anunciantes

click to economiapr
Foto: freepik

Os anúncios Click-to-WhatsApp, recurso da Meta Platforms que leva o usuário diretamente para uma conversa no WhatsApp, já representam cerca de 40% das campanhas nas plataformas como Facebook e Instagram, segundo o último Relatório de Publicidade Digital da empresa.

Dados da Meta indicam que soluções de business messaging (estratégia e uso de plataformas de mensagens instantâneas) geram, em média, 62% mais leads do que canais tradicionais. Isso ajuda a explicar por que empresas passaram a olhar para o WhatsApp como parte do processo comercial, e não apenas como canal de atendimento.

“Ao percorrer a tela do celular, o usuário vê fotografias, notícias e, de repente, um serviço em promoção, perto de casa e a um clique de distância, literalmente. Para se comunicar com a empresa sobre preços, disponibilidade e agenda, basta clicar e iniciar a conversa, sem a necessidade sequer de salvar o número do celular. E esse é apenas o primeiro trunfo de um recurso da Meta disponível aos usuários do WhatsApp Business: o WhatsApp deixou de ser só um lugar para tirar dúvidas. Passou a ser entrada de venda, qualificação e relacionamento”, destaca Luan Mileski, Head de Produto & Negócios no IRRAH Tech, grupo brasileiro com presença internacional focado no desenvolvimento de soluções para gestão de relacionamento com clientes.

Com uma base de mais de 70 milhões de empresas no WhatsApp Business, o Click-to-WhatsApp encontra no comportamento dos usuários uma área para ampla exploração: são, em média, 19 horas online por mês no aplicativo e uma preferência pela comunicação por mensagens entre cliente e empresa para 72% dos consumidores.

O impacto não está apenas no formato, mas na economia da jornada. Campanhas com Click-to-WhatsApp vêm registrando, em média, ROAS (Retorno sobre o Investimento em Publicidade) até 2,8 vezes superior ao de modelos tradicionais.

“A jornada encurtou. O usuário não precisa mais passar por páginas, formulários ou múltiplos cliques. Ele vê, se interessa e já inicia uma conversa. Isso significa menos desperdício de mídia e mais conversão dentro do próprio canal”, afirma o Head da IRRAH Tech.

Esse encurtamento muda a lógica operacional. Se antes o desafio era gerar tráfego, agora passa a ser organizar e escalar o atendimento que vem dessa interação direta. O impacto do Click-to-WhatsApp aparece na combinação de três fatores: menos atrito, resposta mais rápida e maior capacidade de qualificar o lead. O WhatsApp ganha força porque aproxima o momento de interesse do momento da conversa.

A estratégia de Click-to-WhatsApp pode gerar ótimos resultados, principalmente pela proximidade e agilidade no contato com o cliente. Mas, conforme o volume de conversas aumenta, surge um desafio operacional importante: manter a capacidade de responder, qualificar e conduzir esses atendimentos com eficiência.

É aqui que surgem leads que esfriam, oportunidades que se perdem e um canal que performa abaixo do potencial.

“O problema não está mais em atrair, está em processar essa demanda com velocidade e inteligência”, resume Mileski.

O especialista explica que uma boa saída para lidar com esse novo cenário é contar com tecnologias que possibilitam uma camada operacional sobre o WhatsApp. Trata-se de uma proposta de organizar toda a jornada do cliente dentro desse canal e conectá-lo a CRMs e outras plataformas, com o intuito não apenas de responder, mas também de coletar e registrar informações.

“Mais do que automatizar respostas, estamos falando de atendimento inteligente com registro de conversas, fechamentos e relacionamento para futuras ativações.”

Tudo pode ser estruturado em soluções tecnológicas inteligentes, como a Dispara Aí, da IRRAH. Não se trata de respostas genéricas, mas de um processo estruturado de qualificação, segundo o Head da empresa. E, quando o time comercial assume, o cenário já é outro: o lead chega com contexto, tem histórico registrado e, assim, maior probabilidade de conversão.

O efeito direto aparece na operação. Empresas passam a trabalhar com equipes mais enxutas, menos etapas e maior previsibilidade de resultado. Sem formulários, sem redirecionamentos, sem perda de contexto. O cliente entra, conversa e decide dentro do mesmo ambiente.

“Estamos eliminando fricções que antes eram consideradas normais no processo de venda. Isso reduz o tempo de decisão e aumenta a taxa de fechamento”, diz Mileski.

O próximo passo do mercado, adianta o especialista, é tratar o WhatsApp como parte da operação comercial.

“A disputa não vai estar só em quem gera mais cliques. Vai estar em quem responde melhor, qualifica melhor e transforma conversas em receita de forma mensurável.”

De acordo com estimativas de mercado para o período entre 2025 e 2027, o WhatsApp Business deve se consolidar como uma das principais fontes de receita da Meta nos próximos anos, podendo ultrapassar a marca de US$ 15 bilhões em faturamento, impulsionado pela crescente adesão de empresas ao canal.

O avanço acompanha o ritmo acelerado de expansão da base corporativa: a expectativa é que o número de negócios ativos na plataforma alcance 100 milhões até 2027.

O que vem depois?

“A próxima etapa é transformar cada conversa em uma experiência única, quase preditiva. Não será apenas responder rápido, mas responder certo, no momento exato”, projeta Luan.

Ele não descarta a possibilidade de que não haja mais conversas para a decisão de uma compra online. Os sistemas inteligentes terão a capacidade de prever intenções com alta precisão, sugerindo abordagens e ofertas antes mesmo da manifestação concreta do cliente.

Compartilhe

Leia também

Curitiba adimplência crédito Economia PR

Com orçamento doméstico estruturado, Curitiba desponta como referência em adimplência e impulsiona busca por crédito consciente no Sul

futuro constroi economiapr

A força da união constrói o futuro

madeiramadeira shopee economiapr

MadeiraMadeira e Shopee oferecem montagem de móveis em loja oficial