Guaratuba deu início a um novo pacote de intervenções contra alagamentos, com investimento de R$8,1 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). As obras de micro e macrodrenagem vão melhorar o escoamento das águas pluviais em uma das regiões mais afetadas pelas chuvas e tornam o município o primeiro do Paraná a empregar recursos do fundo de calamidades em ações preventivas, e não apenas reparadoras.
A intervenção, chancelada pela Prefeitura e pela Defesa Civil, ocorre em área historicamente crítica: nos últimos dez anos, cerca de 6.400 pessoas e 1.241 residências foram atingidas por ocorrências ligadas às chuvas. O projeto prevê mais de 1,9 km de galerias de drenagem nas avenidas Foz do Iguaçu e Rio Grande do Sul, além do desassoreamento de trechos dos rios Bacamarte e da Praia.
Com localização estratégica e forte vocação turística, Guaratuba vive uma mudança de perfil: deixa de ser apenas destino de temporada para se firmar como polo de moradia, investimento e novos negócios, movimento que tende a impulsionar toda a economia local.
Para Marco Vieira, diretor de Franquias e Expansão Brasil da Apolar Imóveis, investimentos em infraestrutura redefinem a percepção de valor de uma cidade e ampliam sua capacidade de atrair moradores, investidores e empreendimentos.
O cenário ganha ainda mais força em um momento aquecido para o setor: o franchising brasileiro faturou R$ 273 bilhões em 2024, alta de 13,5%, e manteve crescimento de dois dígitos no início de 2026, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).
“Quando problemas históricos passam a ser resolvidos por obras estruturantes, a cidade oferece mais segurança e previsibilidade a quem deseja investir. Guaratuba atravessa exatamente esse momento, com um cenário promissor para o mercado imobiliário. Foi esse potencial que motivou a estruturação e melhoria de uma nova unidade da Apolar na cidade”, afirma.
A expectativa é que as melhorias reduzam os riscos de inundação, aumentem a eficiência da drenagem urbana e qualifiquem as condições de circulação e ocupação da região.
Segundo Vieira, em municípios litorâneos intervenções como essa costumam acelerar o crescimento urbano e elevar a atratividade para investimentos de médio e longo prazo.
“O comprador avalia o contexto em que o imovel está inserido. Infraestrutura, qualidade urbana e perspectivas de desenvolvimento pesam cada vez mais na decisão de compra”, destaca.