O consumidor brasileiro ampliou suas compras nos marketplaces no primeiro semestre de 2026 e diversificou ainda mais sua presença no ambiente digital.
Dados do AN3YMARKET mostram crescimento de 30,3% no número de pedidos e de 36,4% no volume bruto de mercadorias (GMV) em relação ao mesmo período do ano passado. Os números revelam mudanças importantes no comportamento de consumo, combinando produtos de rotina com categorias de maior valor agregado.
Entre janeiro e junho, o ranking dos produtos mais vendidos foi liderado por cápsulas de café, seguido por camisetas, tênis, cervejas, tratamentos capilares, perfumes, pneus, armários, sabonetes e sandálias. A diversidade das categorias mostra que os marketplaces se fortaleceram como um ambiente de consumo para diferentes necessidades do dia a dia, indo muito além das compras ocasionais.
Embora o ranking reúna itens bastante distintos, ele revela que o consumidor continua valorizando conveniência e preço competitivo, mas também utiliza o comércio eletrônico para compras mais planejadas e de maior valor.
Segundo André Pereira, diretor comercial do ANYMARKET – hub de integração do Grupo DB1 que movimenta aproximadamente 15% do GMV dos marketplaces brasileiros -, os dados mostram uma evolução no perfil de consumo.
“Os produtos mais vendidos contam uma história que vai além do volume de vendas. Eles mostram um consumidor que compra mais no ambiente digital, mas que também pesquisa melhor, compara opções e distribui seu consumo entre diferentes categorias”, afirma.
Um dos destaques do semestre foi o avanço dos eletrônicos. A categoria registrou crescimento de 138% no volume de pedidos, impulsionada principalmente pelos televisores, cuja demanda mais que triplicou na comparação com o primeiro semestre de 2025.
Ao mesmo tempo, notebooks registraram aumento de 19% no ticket médio, enquanto smartphones avançaram 26%, indicando que muitos consumidores estão investindo em produtos de maior valor agregado.
O segmento de Beleza também ganhou protagonismo. Produtos da categoria aparecem entre os dez mais vendidos do semestre. Entre eles, perfumes que cresceram 168% em volume de pedidos e sabonetes que registraram alta de 227%, reforçando a tendência de cuidados pessoais e conquistando espaço cada vez maior nas compras digitais.
Na avaliação do ANYMARKET, os dados mostram que dois perfis de consumo convivem atualmente nos marketplaces. De um lado, estão os produtos de rotina e baixo ticket, como cápsulas de café, que lideram em volume pela conveniência e frequência de compra.
Do outro, aparecem categorias de maior valor, como eletrônicos, em que o consumidor demonstra disposição para investir mais depois de pesquisar e comparar alternativas.
“Hoje o consumidor não escolhe apenas pelo menor preço. Ele busca conveniência nas compras recorrentes e, quando decide adquirir produtos de maior valor, faz escolhas mais criteriosas. Isso mostra um amadurecimento importante do comércio eletrônico brasileiro”, explica Pereira.
Para os sellers, esses dados funcionam como base de planejamento para o segundo semestre. Ler o comportamento por categoria – o que gira por conveniência e o que exige pesquisa antes da compra – permite dimensionar estoque, revisar portfólio e ajustar preço com antecedência.
O desafio está em transformar essa leitura em operação: acompanhar estoque, pedidos, anúncios e preço em dezenas de marketplaces ao mesmo tempo, sem ruptura e sem venda sem estoque, justamente quando a demanda se concentra em poucos dias.
É nesse ponto que o ANYMARKET atua. Como hub de integração, o ANYMARKET centraliza estoque, pedidos, catálogo e anúncios de todos os canais em um só lugar, o que dá ao seller controle para reagir rápido às mudanças de consumo e escalar nas datas del pico sem aumentar a estrutura na mesma proporção.
“O desempenho do primeiro semestre é um termômetro para os próximos meses. Datas como Dia dos Pais, Black Friday e Natal concentram grande parte das vendas do ano, e quem chega preparado vende mais. Os dados mostram para onde o consumo está indo e dão ao seller tempo de organizar estoque, portfólio e operação antes do pico”, afirma Pereira.