Economia PR - Estados do Sul discutem segurança energética na Smart Energy 2026

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Estados do Sul discutem segurança energética na Smart Energy 2026

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Foto: Divulgação

A transição energética, a segurança do abastecimento e o fortalecimento das fontes renováveis estarão em discussão na Conferência Smart Energy que ocorre nos dias 22 e 23 de setembro, em Curitiba. O evento é dos mais longevos da área e importantes da região Sul.

Um dos destaques da programação será o painel com representantes dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para discutir resiliência, crescimento e segurança energética na região Sul.

O debate será coordenado pela Superintendência de Energia do Paraná (Supen), contará com integrantes do Fórum Nacional dos Secretários de Minas e Energia e abordará estratégias conjuntas para fortalecer o setor energético diante dos novos desafios econômicos e climáticos.

“Trataremos da resiliência energética, do crescimento e da segurança energética nos estados do Sul, trazendo para o debate os responsáveis por essas áreas. Essas discussões são fundamentais para avaliarmos os desafios, aprofundarmos as questões e discutirmos soluções viáveis”, diz o superintendente da Supen e membro representante do Paraná no Fórum Nacional dos Secretários de Minas e Energia (FNMSE), Sandro Vieira.

Durante a Smart Energy, a Supen também abordará as ações desenvolvidas pelo Governo do Paraná para estimular a produção de biogás, biometano e hidrogênio de baixo carbono, além de políticas públicas voltadas à expansão dessas cadeias produtivas e à descarbonização da economia.

No segmento de biogás e biometano, a Superintendência apresentará medidas de estímulo à produção, incluindo incentivos tributários e projetos em desenvolvimento no estado. Entre eles estão empreendimentos em Carambeí e Fazenda Rio Grande, além de iniciativas voltadas ao setor sucroenergético para ampliar a produção de biometano.

O Paraná vem se destacando nacionalmente na produção de biogás. De acordo com o Panorama do Biogás no Brasil, elaborado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CI Biogás), o estado possui 525 plantas cadastradas, o maior número do país, de um total de 1.803 unidades existentes no Brasil até dezembro de 2025.

Em volume produzido, ocupa a terceira posição nacional, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro, estados cuja produção é fortemente baseada em resíduos urbanos e na cadeia sucroenergética.

Segundo projeções do CI Biogás, o mercado brasileiro de biometano deverá crescer cerca de 175% em volume produzido até 2028, enquanto o número de plantas produtoras poderá aumentar aproximadamente 270%, indicando a expansão de empreendimentos de diferentes portes.

Entre os principais programas conduzidos pela Supen estão o Plano Estadual de Biogás e Biometano e o Plano Estadual do Hidrogênio Renovável (hidrogênio de baixo carbono). As iniciativas contemplam ações estruturadas para estimular a oferta e a demanda, ampliar infraestrutura, promover capacitação técnica, aperfeiçoar políticas públicas e facilitar o acesso ao financiamento.

A conferência Smart Energy também apresentará casos práticos de utilização do biometano no setor produtivo. Empresas de transporte, como a Cetrilog e a Bioköhler, já utilizam o combustível renovável em operações de carga.

Na indústria, a Aesa, fabricante de molas automotivas localizada em Cambé, substituiu o gás natural por biometano em parte de sua produção para atender exigências de descarbonização de clientes internacionais, como a Scania.

No campo do hidrogênio renovável, um dos principais destaques será a planta-piloto instalada na Universidade Federal do Paraná (UFPR). O projeto produz hidrogênio de baixo carbono a partir do biogás gerado pelos resíduos orgânicos do restaurante universitário, utilizando tecnologia de reforma catalítica seca.

A iniciativa tornou-se referência nacional e internacional no aproveitamento energético de resíduos orgânicos.

A Smart Energy 2026 será realizada no Campus da Indústria do Sistema Fiep e reunirá especialistas, pesquisadores, representantes da indústria, das universidades e gestores públicos para discutir soluções voltadas à transição energética, inovação, competitividade e segurança energética.

Promovida pela Fiep e organizada pela Rede Paraná Tecnologia e Metrologia, a conferência consolidou-se como um dos principais fóruns brasileiros dedicados ao desenvolvimento de uma matriz energética mais limpa, eficiente e sustentável.

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