Economia PR - IA e análise preditiva transformam a logística brasileira

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IA e análise preditiva transformam a logística brasileira

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Foto: Divulgação/HOTMILK

Reduzir custos, otimizar operações e cumprir prazos cada vez mais apertados estão entre os principais desafios enfrentados pelo setor logístico. Nesse cenário, tecnologias como Inteligência Artificial, análise de dados, automação e conectividade deixam de ser apenas apostas de futuro e passam a fazer parte das estratégias das empresas para aumentar a eficiência.

A transformação acontece em diferentes etapas da cadeia, da gestão de frotas e planejamento de rotas à manutenção preventiva, gestão de estoques e acompanhamento de cargas. Com milhões de informações geradas diariamente pelas operações, o uso de dados para identificar padrões, antecipar problemas e apoiar decisões ganha relevância.

Na prática, ganhos aparentemente pequenos podem ter impacto significativo nos resultados. Reduções no consumo de combustível, otimização de rotas, diminuição do tempo de operação e aumento da disponibilidade de veículos são alguns dos pontos em que a tecnologia pode contribuir diretamente para a eficiência logística.

A busca por essas soluções também tem aproximado empresas do setor de ambientes de inovação aberta. Em vez de desenvolver todas as tecnologias internamente, companhias têm recorrido à conexão com startups, universidades e centros de pesquisa para encontrar soluções para desafios específicos e acelerar processos de desenvolvimento e validação.

Um exemplo dessa aproximação é a HOTMILK, hub de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), que reúne entre seus 27 membros corporativos empresas com atuação nos setores de mobilidade e logística, como Unidas, MOb7 e BBM Logística, além de cerca de 200 startups conectadas ao ecossistema.

A diversidade de empresas e soluções presentes no hub amplia as oportunidades de conexão com startups e pesquisadores e favorece o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias voltadas a desafios reais da operação. 

“A logística é um setor onde a tecnologia precisa estar conectada a problemas reais. Existe um volume enorme de dados sendo gerado diariamente, mas o desafio está em transformar essas informações em decisões que melhorem a operação. A inovação aberta ajuda justamente a aproximar quem conhece a dor do negócio de quem está desenvolvendo novas soluções”, afirma Marcelo Moura, diretor da HOTMILK.

A Unidas atua nos segmentos de mobilidade e gestão de frotas, enquanto a MOb7 desenvolve soluções relacionadas à mobilidade e tecnologia. Já a BBM Logística possui atuação em transporte e operações logísticas integradas. A diversidade de negócios permite que diferentes demandas do setor sejam levadas ao ambiente de inovação e trabalhadas em conjunto com empresas de tecnologia e pesquisadores.

Além da conexão com startups, ambientes de inovação podem apoiar empresas na estruturação e no desenvolvimento de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), aproximando desafios corporativos do conhecimento produzido no meio acadêmico.

Esses ecossistemas também contribuem para a adoção de práticas de inovação aberta, a capacitação de equipes e lideranças e a transformação da cultura e das estruturas internas necessárias para inovar. 

Para o setor logístico, essa aproximação ganha importância à medida que a eficiência operacional se torna cada vez mais determinante para a competitividade.

Em um mercado no qual decisões sobre rotas, frota, manutenção e transporte precisam ser tomadas com rapidez, transformar dados em informação útil e informação em decisão pode representar uma diferença relevante no desempenho das operações.

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