Entre 26 e 28 de agosto, Curitiba recebe o II Encontro dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil, promovido pela Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob).
O encontro reúne representantes de instituições que atuam na produção pública de medicamentos e vacinas no país para discutir os desafios da produção nacional diante das transformações demográficas, tecnológicas e sanitárias. A Alfob reúne 24 laboratórios farmacêuticos oficiais localizados em nove estados, entre eles o TECPAR, Instituto de Tecnologia do Paraná.
Orientada pelos temas da Inovação, Sustentabilidade e Transparência, a programação aborda questões que impactam diretamente a capacidade brasileira de desenvolver, produzir e disponibilizar medicamentos e vacinas, incluindo a transição demográfica, os avanços tecnológicos e a necessidade de adaptar a produção nacional às novas demandas de saúde.
Entre os temas discutidos nas palestras estão automação, indústria 4.0, customização dos processos de produção, transferência de tecnologia e práticas ESG. A participação feminina nos laboratórios oficiais e na indústria farmacêutica será tema de abertura, em uma mesa-redonda composta por mulheres que ocupam posições de liderança nas instituições participantes.
O encontro é oportuno para analisar a produção nacional e a relação do Brasil com fornecedores e com cadeias internacionais no acesso a medicamentos e vacinas.
Segundo a associação, o setor passa por um período de transformação em que é necessário manter a capacidade de produção, o que envolve a economia e a garantia do fornecimento de insumos, além da autonomia do país diante de crises sanitárias e de interrupções nas cadeias globais.
Há, ainda, o desafio de conciliar a produção local, a inovação tecnológica, o avanço da indústria farmacêutica e a transferência de tecnologias necessárias para promover a capacidade brasileira de desenvolver e fabricar medicamentos e vacinas.
Realizado no Bourbon Curitiba Business Hotel, o evento reúne representantes de instituições de referência na área, como Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Fiocruz, Butantan, Korea Health Industry Development Institute e Grupo FarmaBrasil, colocando em contato experiências brasileiras e internacionais sobre produção, tecnologia e desenvolvimento farmacêutico.
Para os jornalistas, o encontro oferece a oportunidade de acompanhar presencialmente discussões sobre a produção de medicamentos e vacinas, a segurança do abastecimento, a inovação e a preparação do país para futuras emergências sanitárias.
Representantes das instituições participantes estarão disponíveis para entrevistas, que podem ser agendadas previamente com a assessoria.
TEMAS DE PAUTA
- A capacidade do Brasil de produzir medicamentos e vacinas face à soberania e segurança do abastecimento de medicamentos
- Dependência de cadeias internacionais e os riscos para a produção e o acesso a medicamentos
- O papel dos laboratórios oficiais na produção nacional e na resposta a emergências sanitárias
- Transição demográfica e aumento da demanda por medicamentos para doenças degenerativas
- Doenças infectocontagiosas, pandemias e capacidade de resposta da produção nacional
- Transferência de tecnologia e desenvolvimento da capacidade produtiva brasileira
- O desafio de conciliar produção nacional, inovação tecnológica e competitividade da indústria farmacêutica
- Automação, indústria 4.0 e customização dos processos de produção farmacêutica
- Práticas ESG nos laboratórios oficiais e na indústria farmacêutica
- Maior participação das mulheres nos laboratórios oficiais e na indústria farmacêutica