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O influenciador vai estragar sua experiência nos eventos

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Vou começar essa coluna corrigindo esse título. Os influenciadores já estragam sua experiência nos eventos. Sejam eles presenciais ou online.

Fica uma pergunta no ar: esse movimento é culpa dele?

Na minha opinião não, e vou te explicar o porquê.

Os eventos não são mais para você

Quando comecei a participar de eventos como espectador ou palestrante (e entenda eventos como shows, festivais e cursos presenciais também) a experiência de chegar, sentar e assistir o conteúdo era algo único.

Hoje, com o entretenimento sendo “necessário” para a maioria das pessoas, basta você olhar para a Bienal do livro 2026, os eventos estão “inovando” com o conteúdo criado por terceiros.

Isso não é necessariamente ruim. O que torna a sua e a minha experiência um pouco “chatinha”, foi o que aconteceu no US Open, por exemplo.

Na última edição, a direção do evento fez o que a maioria das empresas de eventos fazem e contrataram influenciadores para fazer a curadoria de conteúdo para vender as marcas que tinham produtos dentro do evento (serviços de gastronomia, entre outros).

Ao todo, 100 criadores fizeram essa ação, mas um acontecimento deixou uma coisa bem clara para os organizadores: se você não colocar limites, seu produto pode sair manchado.

Durante o jogo de uma das tenistas mais famosa do mundo, a Naomi Osaka, um grupo de influenciadores que, provavelmente, não sabiam sobre a maior regra de um jogo de tênis, que é não fazem nenhum barulho durante o jogo, gravaram, gritaram e atrapalharam o jogo de um modo tão chato, que o árbitro precisou interromper a partida.

Com isso, a comunidade fez bastante reclamações sobre como a organização do evento não delimitou momentos para que as ações dos influenciadores fossem feitas e os , também, pela empresa não delimitar os locais.

Vamos imaginar um cenário, trazendo isso para uma realidade mais próxima.

Você é dono de uma empresa que vai realizar um evento para empresários. Hoje temos várias pessoas que compartilham o seu conhecimento (ou não conhecimento) sobre esse tema.

Você contrata esses influenciadores e deixa “eles soltos”, no sentido de não delimitar nada.

Como fica o seu produto? 

No caso do US Open, o produto que a comunidade adquire para assistir é o jogo. Os restaurantes, as lojas de acessórios, os museus e tantas outras coisas que estão em um ginásio de tênis, é o que chamamos de overdelivery.

Se no seu evento, durante as palestras, têm pessoas tirando a atenção do produto, como fica a experiência do seu cliente?

Os eventos não são mais pensados para que o produto seja a melhor experiência. Eles são pensados para vender o evento do ano que vem como uma ação de reativação de audiência.

No livro “A Vaca Roxa”,  do Seth Godin, o autor explica que cada vez que abrimos mão de um produto de qualidade, estamos abrindo mão de fidelizar um cliente que tem potencial para ser vitalício.

Isso é culpa dos influenciadores?

Assim como escrevi em meu livro, Mídias Sociais sem Frescura, criadores de conteúdo e influenciadores fazem parte de uma estratégia de marketing. 

Neste exemplo do US Open, não é, necessariamente, uma culpa deles. A equipe do US Open sabe muito bem quem fala sobre tênis e quem fala sobre outros segmentos. Essa era uma ação que precisa ser feita para a comunidade, e não para o grande público.

Como já disse, uma experiência que não é 100% para seu público e para sua comunidade, começa a ser espalhada e sabemos que quando alguma coisa pega uma “má fama”, o custo para renovar sua comunidade é infinitamente maior do que quando seu público atual passa a cultura, as regras não escritas e todo o “porquê” de se adquirir um produto ou serviço.

Infelizmente, o influenciador vai “continuar estragando a sua e a minha experiência”, se a curadoria das empresas só olharem para possíveis vendas futuras, e não para o como seu produto pode continuar fidelizando um cliente atual.

Dados para Publicação no WordPress

Resumo para site WordPress (Excerpt)

A contratação desenfreada de criadores de conteúdo sem alinhamento de comunidade e produto está degradando a experiência de quem paga para consumir eventos. De festivais a conferências corporativas, o problema não está no influenciador, mas na curadoria de organizadores que sacrificam o cliente atual em busca de alcance efêmero.

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Descubra por que a falta de limites na curadoria de influenciadores prejudica a experiência do cliente em eventos corporativos e esportivos, e como proteger o valor da sua marca.

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Marcos Santos é Publicitário, consultor de marketing para as mídias sociais com 10 anos de carreira, podcaster, escritor e criador de conteúdo.

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