Como se sabe, o lado social sempre dita a comunicação. A maneira que ela é feita, a maneira que ela é “envelopada” e, até mesmo, a maneira que ela é falada.
A publicidade, o marketing e a comunicação estão sendo confundidos com um conteúdo em uma mídia social. Não que a publicidade não esteja lá, mas ela já é confundida por milhões de brasileiros, inclusive os formados na área.
Mas como vai ser a publicidade em 2027?
Ainda é preciso ir a eventos?
Eventos sempre são ótimos espaços de mídia. Eventos de tecnologia sempre têm um grande público de empresas e isso serve, também, para os outros segmentos.
As marcas estão enxergando isso como publicidade e ativação de marca?
Em sua maioria, não. E vou explicar o motivo.
Produzir eventos é caro. Principalmente quando você tem a Meta, responsável por conteúdos e anúncios nas mídias Facebook e Instagram, cobrando um valor que ainda está entre 6 e 10 reais, para você realizar anúncios. E esse pensamento afasta muito uma marca de se expor em um evento.
E aqui está um GRANDE ERRO.
Em um evento, a pessoa não tem tanto estímulo sendo “entregue” ao mesmo tempo como no celular ou no desktop. Eu tenho certeza que você se lembra de uma ativação que viu no último evento que você participou, e não se lembra da última publicidade que recebeu em seu Instagram ou Facebook.
O fator longo prazo se perde, já que as marcas preferem “estar na mão das pessoas” ao invés de “estar na cabeça” e, em alguns casos, no coração delas.
Mídia OFF ainda existe?
Existe! E, pegando um gancho do último tópico, quando sua marca aparece em uma mídia física, ela está mandando um simples e singelo recado de: “eu existo e estou aqui para te servir”.
Um grande exemplo disso é a empresa Nomad, uma empresa que oferece serviços de gerenciamentos de contas e investimento em dólar. Ao realizar a campanha global, tendo o Will Smith como testemunhal da marca, ela diz ao mundo: “chegamos”.
Quando ela desdobra (o que chamamos de micro-campanhas que dão sequência a campanhas maiores, de uma maneira bem resumida), ela avisa para seu público que, além de existir, ela faz parte do dia das pessoas, já que hoje a grande maioria tem seu dinheiro em bancos digitais.
E sobre as mídias sociais?
As mídias sociais têm o papel de desdobrar as grandes campanhas, mas, diferente do que se pratica na parte de mídias off line, aqui podemos incluir criadores de conteúdo e praticar o EGC (Conteúdo Gerado por Colaboradores) para compartilhar a mensagem da marca.
Muitas pessoas não entendem como isso pode alavancar uma marca, mas a conta é simple:. exposição.
Muitas marcas ainda estão presas às mídias da meta, como Instagram e Facebook. Mas temos o LinkedIN, o Tik Tok e o YouTube, que é a mais importante de todas.
Quanto mais exposição sua marca conseguir “gratuitamente” em uma mídia, mais consciência ela cria em um decisor de compra.