Economia PR - Como apoiar o adolescente na 1ª experiência profissional e nos estudos

Pesquisar

Como apoiar o adolescente na 1ª experiência profissional e nos estudos

programa aprendiz economiapr
Foto: Divulgação

O Programa Aprendiz, do Centro de Integração Empresa Escola do Paraná (CIEE/PR), combina formação teórica e prática profissional em uma empresa. A proposta é permitir que o jovem desenvolva habilidades e conheça o ambiente de trabalho enquanto estuda. A entidade orienta as famílias sobre como apoiar essa etapa sem prejudicar o desempenho escolar.

O ingresso no mercado de trabalho costuma gerar dúvidas entre pais e responsáveis. Entre elas estão como conciliar trabalho e escola, qual a idade adequada para começar e como garantir uma experiência positiva.

Quantos jovens atuam como aprendizes no PR

No Brasil, o número de jovens aprendizes com carteira assinada ultrapassou 664 mil em 2026, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

No Paraná, são 27,7 mil aprendizes ativos. O estado lidera a inserção de adolescentes de 14 a 18 anos no mercado de trabalho na Região Sul.

Estudo e trabalho podem caminhar juntos

Para Carlos Roberto Oliveira de Almeida Santos, gerente de Aprendizagem do CIEE/PR, o receio de muitos pais de que o emprego prejudique o rendimento escolar é natural. Ele afirma que a Lei da Aprendizagem estabelece condições específicas para proteger o desenvolvimento do aprendiz.

“A frequência escolar é um requisito para quem ainda não concluiu o Ensino Médio, e a jornada reduzida, de até seis horas diárias e até 30 horas semanais, busca favorecer a conciliação entre as atividades profissionais e os estudos”, explica Santos.

Segundo o gerente, o contrato prevê registro em carteira, salário, vale-transporte, férias e formação profissional. A legislação proíbe horas extras e determina que as férias do aprendiz menor de 18 anos coincidam com as férias escolares.

“Além da qualificação, a experiência pode contribuir para o amadurecimento dos adolescentes. Ao integrar uma equipe, eles aprendem a cumprir horários, assumir responsabilidades, lidar com diferentes pessoas e trabalhar em conjunto. O primeiro salário também representa uma oportunidade de desenvolver autonomia financeira e aprender a economizar e planejar gastos”, ressalta Santos.

O papel da família é apoiar, não pressionar

O primeiro passo para os pais e responsáveis é conversar com o adolescente sobre seus interesses, expectativas e objetivos. O programa deve ser apresentado como possibilidade de aprendizado, e não como obrigação.

“A família também pode ajudar na organização da rotina, definindo horários específicos para as aulas, o trabalho, as tarefas escolares e o descanso. Acompanhar as notas e manter diálogo com a escola são medidas importantes para identificar eventuais dificuldades e ajustar a rotina sempre que necessário”, orienta Santos.

Outra dica é orientar sobre o uso do salário. Incentivar o jovem a guardar parte do que recebe, se possível, para um objetivo, como fazer um curso ou investir na própria formação, ajuda a desenvolver responsabilidade e planejamento financeiro desde cedo.

Quem pode participar e como se inscrever

Podem participar jovens de 14 a 24 anos incompletos que estejam cursando o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio, ou que já tenham concluído essa etapa. Para pessoas com deficiência (PcD), não há limite máximo de idade. É necessário ter Carteira de Trabalho.

Para ingressar, o interessado deve cadastrar o currículo gratuitamente no site do CIEE/PR, onde também é possível consultar as oportunidades disponíveis.

Compartilhe

Leia também

compactos economiapr

Compactos já são quase 70% dos lançamentos verticais no PR

Lojsa MM varejo Economia PR

Lojas MM é a 61ª maior empresa do PR no ranking 500 Maiores do Sul

debate hotmilk economiapr

HOTMILK PUCPR debate agentes de IA na operação das empresas