A Investeendo, startup paranaense que ensina educação financeira por meio da gamificação, ficou em segundo lugar na primeira edição do Elevator Pitch Brasil, reality de empreendedorismo exibido pela RECORD NEWS. A empresa foi selecionada entre mais de 2 mil inscrições de todo o país.
A Investeendo integrou o grupo de 70 empreendedores de regiões periféricas e comunidades que disputaram uma vaga na competição. O vencedor receberia até R$ 1 mi em investimentos para acelerar o crescimento do negócio.
Como funcionou a competição
Os participantes passaram por provas voltadas ao empreendedorismo. A primeira era apresentar, em um minuto, um pitch para convencer investidores, chamados de “Titãs”. Os melhores colocados avançaram para etapas eliminatórias, até a definição dos 4 finalistas.
O painel de investidores reuniu Natalia Beauty, fundadora do Natalia Beauty Group, e Nina Silva, CEO do Movimento Black Money. Também participaram Dayane Titon, diretora comercial e de marketing da Baly Energy Drink, e Ricardo Bellino, idealizador do reality e empreendedor. Completou o grupo João Lucas Brasio, CEO da Elytron Cybersecurity.
A apresentação foi de Danni Suzuki, com apoio do investidor de inteligência artificial Caio Maia, responsável por análises estratégicas.
Proposta apresentada na final
Na final, realizada em setembro, o CEO da Investeendo, o professor Sam Adam Hoffmann, pediu um investimento de R$ 800 mil. O objetivo é acelerar a expansão da startup e levar a metodologia a mais de 100 mil estudantes até o fim de 2027.
A empresa projeta faturar R$ 2,5 mi em 2026. Entre os clientes estão Rumo Logística, Sebrae e Sicredi.
Metodologia da Investeendo
A metodologia cria uma microeconomia dentro da sala de aula. Os estudantes acessam suas contas por meio de um cartão, em totens que simulam caixas eletrônicos ou em tablets fornecidos pelas escolas.
Ao longo da jornada, os alunos cumprem missões, acumulam moedas fictícias e as trocam por benefícios ou itens físicos. Professores de outras disciplinas podem integrar seus conteúdos à plataforma.
Experiência no reality
Para Sam Adam, chegar à final foi um reconhecimento do trabalho da startup. Segundo ele, um dos maiores desafios foi reunir toda a proposta em um pitch de um minuto.
“É sempre um desafio tentar condensar todas as informações relevantes sobre uma empresa inteira em um pitch de um minuto, mas existem técnicas que deixam o processo mais fácil. No caso do programa, o ambiente de gravação, as câmeras, o pessoal do estúdio, tudo isso acaba deixando a gente um pouco mais nervoso. Por isso, me preparei bastante para chegar lá e conseguir entregar”, lembra Sam.
“O que mais me surpreendeu foi a interação com os titãs. É bem interessante perceber como existem diversos perfis de empreendedores e de liderança”, complementa o CEO.
Para ele, o reconhecimento teve peso maior que a premiação.
“É sempre muito bom ter uma validação de que estamos no caminho certo, especialmente de pessoas tão renomadas no mercado e, ainda mais, em um ambiente de competição com profissionais tão competentes. Além disso, poder ter uma porta aberta com os titãs ainda possibilita contatos e negócios que só o prêmio não garantiria. Especialmente o Ricardo Bellino, que nos presenteou com um programa de mentorias diretamente com ele”, explica Sam.
“A prova da venda surpresa, em que a gente tinha cinco segundos para descobrir um tema e montar um pitch de vendas de 30 segundos. Pura pressão. E fui o vencedor da prova que me levou a ser o líder da prova seguinte”, afirma Sam.