O Grupo Marista promove em 14 de outubro, em Curitiba, a segunda edição do ESG em Movimento. O encontro é gratuito e reunirá especialistas para discutir como incorporar o ESG de forma mais consistente à gestão das organizações.
Estratégia e prática ainda estão distantes
A sustentabilidade já faz parte da estratégia de 59% das empresas brasileiras, segundo o Panorama Sustentabilidade 2026, da Amcham/Humanizadas. Apenas 34% conseguem medir de forma estruturada o retorno financeiro das ações.
O encontro parte dessa distância entre estratégia e prática. A proposta é aproximar diferentes perspectivas e mostrar como a agenda ESG vem sendo incorporada à estratégia das organizações.
Grupo Marista atualizou matriz de dupla materialidade
O encontro acontece em um momento de avanço da jornada do Grupo Marista. A instituição concluiu neste ano a atualização de sua matriz de dupla materialidade, ferramenta que orienta as prioridades da agenda ESG.
O processo considerou 670 respostas obtidas em consultas a diferentes públicos. Entre eles estão colaboradores, estudantes, educadores, pacientes, parceiros e fornecedores.
“O ESG precisa estar incorporado às decisões da organização, e não funcionar como uma agenda paralela. Isso significa entender quais impactos realmente importam, estabelecer prioridades e acompanhar resultados. Nenhuma organização tem todas as respostas, por isso conhecer experiências, desafios e soluções que estão sendo testadas por outras empresas também é uma forma de amadurecer essa agenda”, afirma a diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo Marista, Carmem Murara.
Quem participa do ESG em Movimento
Entre os convidados estão o diretor de ESG do Grupo Boticário, Luis Meyer, e a gerente de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da Neodent, Helena Schweinberger. Também participa a fundadora e consultora de Sustentabilidade e Diversidade & Inclusão (D&I) da Gaia – Negócios de Impacto, Fernanda Paraná.
Para o especialista em ESG do Grupo Marista, Rafael Finatti, promover esse intercâmbio também contribui para a evolução da agenda da instituição.
“Abrir esse espaço de diálogo é uma oportunidade de trocar experiências com quem já está fazendo, aprender com diferentes perspectivas e, juntos, avançarmos na construção de práticas cada vez mais consistentes”, destaca Rafael Finatti.