Economia PR - Indústria de alimentos do PR aposta em tecnologia para produzir mais

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Indústria de alimentos do PR aposta em tecnologia para produzir mais

Foto: Gelson Bampi

A indústria de alimentos e bebidas do Paraná amplia o uso de tecnologia, automação e inovação para aumentar a produtividade e aperfeiçoar processos. O movimento também responde à dificuldade de encontrar mão de obra qualificada para determinadas atividades.

O tema ganha destaque no Dia Mundial da Alimentação, em 16 de outubro.

Peso do setor na economia do PR

Em 2024, dado mais recente, alimentos e bebidas responderam por 35,8% do PIB industrial paranaense, segundo o IBGE.

Em 2025, o setor tinha 5.985 estabelecimentos no estado, conforme a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), levantada pelo Núcleo de Assessoria Econômica da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Até agosto de 2026, cerca de 265,9 mil trabalhadores estavam empregados no setor, segundo o Novo Caged.

Exportações

Em 2025, as exportações do segmento ultrapassaram US$ 8,6 bilhões, de acordo com o Comex Stat. Os produtos são destinados aos mercados brasileiro e internacional.

“A indústria de alimentos tem uma participação muito relevante na economia do Paraná e, para continuar crescendo de forma competitiva, precisa investir permanentemente em produtividade. Automação, digitalização e inovação permitem aprimorar processos, reduzir perdas, ampliar a qualidade e produzir mais, ao mesmo tempo em que transformam o perfil dos profissionais demandados pelas empresas”, afirma o coordenador do Conselho Setorial de Alimentos e Bebidas da Fiep, Daniel Kummel.

Tecnologia nas fábricas

A tecnologia está presente em diferentes etapas da produção. Entre elas estão seleção e preparação de matérias-primas, processamento, controle de temperatura, envase e embalagem. Também entram inspeção de qualidade, armazenamento e movimentação interna.

Essas etapas podem incorporar equipamentos automatizados, sensores e sistemas de monitoramento. A digitalização permite acompanhar indicadores de produção e ampliar o controle dos processos.

Mão de obra e qualificação

Empresas de diferentes segmentos encontram dificuldades para contratar profissionais qualificados. A automação ajuda a suprir parte dessas necessidades, especialmente em atividades repetitivas ou que exigem maior precisão.

Ao mesmo tempo, cria demandas por trabalhadores preparados para operar, supervisionar e fazer a manutenção de equipamentos e sistemas.

“Quando a indústria investe em tecnologia, ela não está apenas modernizando uma linha de produção. Está criando condições para ser mais eficiente, competitiva e sustentável. Ao mesmo tempo, surgem novas funções e aumenta a necessidade de qualificação profissional. Tecnologia e pessoas precisam avançar juntas para que o setor aproveite todo o seu potencial”, acrescenta Kummel.

Cadeia produtiva do setor

Entre a produção da matéria-prima e o produto que chega ao consumidor estão fornecedores de máquinas e equipamentos, embalagens, energia, logística, tecnologia, serviços e distribuição.

A indústria transforma matérias-primas agropecuárias do Paraná em produtos de maior valor agregado. Carnes, peixes, grãos, leite e outros insumos passam por processos industriais antes de chegar aos mercados brasileiro e internacional.

Alimentação animal e alimentos funcionais

O setor também inclui a alimentação animal, que abastece desde o mercado de pets até a produção pecuária. O segmento participa da cadeia ligada ao agronegócio e à produção de proteínas animais no estado.

Outro segmento citado é o de alimentos funcionais, ligado à busca dos consumidores por produtos associados a saúde, bem-estar, praticidade e qualidade.

“Quando falamos em indústria de alimentos, estamos falando de uma cadeia muito diversa, que está presente na rotina das pessoas e, ao mesmo tempo, tem enorme impacto econômico. É uma indústria que valoriza as origens do Paraná, transforma matérias-primas, gera empregos, incorpora tecnologia e leva produtos do estado para consumidores no Brasil e no mundo”, destaca o coordenador do Conselho, Daniel Kummel.

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