O SAMU do Consórcio Intermunicipal do Campos Gerais (CIMSAMU) inicia testes de geolocalização das chamadas ao número 192, a partir de 19 de outubro. É a primeira vez que o serviço usa essa tecnologia no Paraná. O consórcio atende 28 municípios.
Ferramenta localiza ligações de fixo, celular e VoIP
A ferramenta contempla ligações feitas por telefone fixo, celular ou VoIP. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a implantação. Com isso, o consórcio se torna o primeiro serviço SAMU do estado com a funcionalidade.
“Todas as chamadas recebidas pelo 192 têm suas informações de localização encaminhadas pelas operadoras e redes de telefonia autorizadas pela Anatel. Com essa tecnologia, poderemos utilizar esses dados para identificar a origem das ligações e auxiliar no direcionamento do atendimento às ocorrências”, explica Emanuelle de Matos Schuck, diretora-geral do CIMSAMU.
Fase de testes avalia uso na rotina do serviço
A tecnologia amplia os recursos para identificar a localização de quem aciona a emergência. Ela pode contribuir para o direcionamento do atendimento.
“Estamos iniciando uma fase de testes para avaliar o funcionamento da ferramenta e sua aplicação na rotina do serviço. É um avanço tecnológico importante para qualificar os recursos disponíveis no atendimento às chamadas de emergência”, explica o diretor-geral da SMB Gestão em Saúde, operadora do SAMU em diversas regiões do PR.
Anúncio será feito em seminário em Ponta Grossa
A novidade será anunciada oficialmente em 20 de outubro, durante o seminário SAMU 192 em Rede, em Ponta Grossa. O evento reunirá profissionais e representantes da rede de urgência e emergência. Eles vão discutir a atuação e a abrangência dos serviços, os marcos regulatórios, a operacionalização da rede e os protocolos de regulação do SAMU 192.
O seminário será das 8h30 às 17h, na Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG). O endereço é Avenida Visconde de Taunay, 1855, bairro Ronda.
“A programação inclui palestras e atividades práticas sobre reanimação cardiopulmonar pediátrica, uso de máscara laríngea e equipamentos de suporte avançado de vida”, conta Emanuelle de Matos Schuck.