O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,63% em Curitiba e Região Metropolitana (RMC) em setembro. No Brasil, a alta foi de 0,82%. No acumulado de 12 meses, a inflação da região chegou a 2,72%, ante 4,58% no país.
Os dados constam de análise da Fecomércio PR, elaborada a partir de números do IBGE.
Inflação em 12 meses fica 1,86 ponto percentual abaixo da média nacional
De outubro de 2025 a setembro de 2026, o IPCA foi de 2,72% em Curitiba e RMC. No Brasil, foi de 4,58%. O índice nacional está acima do limite superior da meta de inflação, de 4,50%.
De janeiro a setembro, a inflação acumulada é de 2,60% na região curitibana e de 3,95% no país.
Habitação e alimentos pressionam preços em setembro
O grupo Habitação subiu 2,41% em Curitiba e RMC, acima dos 2,31% do índice nacional. O resultado local foi o terceiro maior entre as regiões pesquisadas, atrás de Vitória (4,17%) e Salvador (2,50%).
A energia elétrica residencial foi o principal destaque do grupo, com alta de 8,69% no Paraná.
Entre os itens que compõem o IPCA, as maiores altas em Curitiba no mês foram:
- tomate: 45,73%;
- batata-inglesa: 26,17%;
- passagem aérea: 16,30%;
- cebola: 15,70%;
- melão: 14,03%.
Alguns produtos ficaram mais baratos em setembro. As principais reduções ocorreram no repolho (-11,03%), na melancia (-9,52%), no mamão (-7,48%), no frango inteiro (-5,78%) e no emplacamento e licenciamento de veículos (-4,83%).
Alimentação no domicílio acumula alta de 4,67% no ano
Apesar de a inflação geral de Curitiba permanecer abaixo da nacional, a alimentação no domicílio ganhou pressão nos últimos meses.
“Nesse período, a alimentação no domicílio acumulou alta de 4,67% em Curitiba e na RMC, acima dos 3,41% acumulados até agosto”, analisa o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi.
Entre janeiro e setembro, os produtos que mais encareceram em Curitiba e RMC foram:
- tomate: 92,20%;
- cebola: 84,06%;
- batata-inglesa: 64,23%;
- pepino: 59,43%;
- cenoura: 38,76%.
O leite longa vida (33,03%) e o feijão-preto (32,38%) também estão entre os maiores reajustes.
Alguns itens acumulam reduções expressivas em 2026. Emplacamento e licença recuaram 35,95%. O café moído caiu 18,46%, o açúcar cristal 17,71%, a laranja-pera 16,01% e a maçã 15,74%.
Cebola mais que dobra em 12 meses
Os alimentos também aparecem entre as maiores pressões sobre os preços no acumulado de 12 meses. A cebola subiu 103,92% no período. Na sequência estão batata-inglesa (76,11%), tomate (59,35%), passagem aérea (51,93%), feijão-preto (38,06%) e cenoura (35,79%).
No mesmo período, houve quedas em itens como emplacamento e licença (-35,56%), azeite de oliva (-20,31%), açúcar cristal (-19,93%), café moído (-19,46%) e frango inteiro (-15,18%).
“Mesmo com as pressões pontuais observadas em setembro, Curitiba e Região Metropolitana encerraram o mês com inflação acumulada em 12 meses 1,86 ponto percentual abaixo da média brasileira. O resultado mantém o índice local em patamar inferior ao nacional, embora o boletim indique uma leve alta da inflação acumulada em 12 meses na passagem de agosto para setembro, após a trajetória de desaceleração observada desde o início de 2026”, avalia Lucas Dezordi.