Economia PR - Juros do crédito livre para PJ chegam a 25,3% ao ano

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Juros do crédito livre para PJ chegam a 25,3% ao ano

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Empresas devem avaliar custo, prazo e finalidade antes de escolher uma linha de crédito para capital de giro. A orientação é de Gustavo Caciatori, COO e especialista em Home Equity do Bari.

A taxa média de juros do crédito livre para pessoas jurídicas chegou a 25,3% ao ano em abril de 2026, segundo o Banco Central. A alta foi de 1,1 ponto percentual em 12 meses.

Juros altos aumentam o peso da escolha

Em um cenário de juros elevados, escolher a linha de crédito apenas pela rapidez de acesso pode elevar o custo da operação. A decisão também pode comprometer o fluxo financeiro do negócio.

Segundo o Banco Central, o custo médio do crédito livre para empresas avançou no período. Modalidades como o cheque especial tiveram aumento expressivo nas taxas.

Para quem precisa de recursos por mais tempo, Caciatori recomenda separar a necessidade emergencial de caixa daquela que pode ser planejada. Cheque especial, cartão PJ e antecipação de recebíveis podem resolver demandas pontuais. Esses produtos podem ficar caros quando usados de forma recorrente ou para financiar despesas estruturais.

“O crédito precisa estar alinhado à finalidade do recurso. Se a empresa tem uma necessidade que será resolvida em poucos dias, uma linha de curto prazo pode fazer sentido. Mas utilizar uma modalidade emergencial para financiar uma necessidade que vai durar meses pode pressionar o caixa e aumentar desnecessariamente o custo da operação”, afirma Gustavo Caciatori.

Quando cada modalidade pode fazer sentido

Segundo o executivo, a escolha da linha deve partir da finalidade e do prazo da necessidade financeira. Ele aponta os cenários a seguir.

Cheque especial

Pode ser usado em uma necessidade pontual de liquidez. O uso recorrente pode elevar rapidamente o custo financeiro da empresa.

Cartão PJ

Pode ser útil para despesas operacionais e compras de curto prazo, desde que a empresa quite a fatura dentro do planejado. O problema surge quando o crédito passa a financiar despesas recorrentes. Também ocorre quando o saldo é carregado por vários ciclos.

Antecipação de recebíveis

Transforma vendas futuras em caixa imediato. Pode ser adequada quando há descasamento entre recebimentos e pagamentos. O empresário precisa comparar o custo da antecipação com a margem da operação.

Capital de giro estruturado

Pode ser mais indicado quando a empresa precisa de recursos por um período definido. Entre os usos estão estoque, expansão, reorganização financeira e outras necessidades de médio prazo.

Home Equity

Pode ser considerado por empresas ou empresários que têm imóvel e precisam de maior volume de recursos e prazo mais longo. Como envolve garantia imobiliária, exige análise cuidadosa da capacidade de pagamento.

Prazo do crédito deve acompanhar o retorno do caixa

Mais do que evitar determinada modalidade, o objetivo é evitar o descasamento entre o prazo do crédito e o prazo para o dinheiro retornar ao caixa, segundo Caciatori. Uma empresa que usa dívida de curtíssimo prazo para financiar um investimento que só gerará receita meses depois pode criar pressão financeira desnecessária.

“O crédito mais barato nem sempre será automaticamente o melhor, assim como o crédito mais rápido não necessariamente será o mais adequado. A decisão precisa considerar o conjunto da operação: custo, prazo, garantia, finalidade e capacidade de pagamento. O empresário precisa olhar para o crédito como parte da gestão financeira, e não apenas como uma solução para apagar um incêndio”, conclui Caciatori.

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