Economia PR - Ricardo Maciel: Tecnologia e conteúdo como ativos de marcas em setores tradicionais

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Ricardo Maciel: Tecnologia e conteúdo como ativos de marcas em setores tradicionais

Câmbio de Ideias_ Ricardo Maciel
Foto: Divulgação

Conteúdo, tecnologia e inteligência artificial podem ajudar empresas de setores tradicionais a construir autoridade, fortalecer relacionamentos e melhorar a eficiência dos negócios. Para isso, porém, a adoção de novas ferramentas precisa estar conectada a uma estratégia clara e às necessidades reais da operação.

Essa é uma das reflexões de Ricardo Maciel, sócio-diretor da Exon Imóveis, no sétimo episódio do Câmbio de Ideias, podcast do Economia PR.

Em conversa com Letícia Lichacovski, CEO e editora-chefe do portal, ele compartilha aprendizados sobre inovação, posicionamento de marca e transformação digital a partir de sua experiência no mercado imobiliário.

Um dos pontos centrais da conversa é a evolução do conteúdo dentro das empresas. O que começou como uma iniciativa para divulgar a imobiliária levou Ricardo a perceber o potencial de compartilhar informações relevantes, ajudar consumidores a compreender o mercado e construir uma relação de confiança com a audiência.

A discussão também passa pelo uso da inteligência artificial no desenvolvimento de ferramentas internas, pela necessidade de avaliar o retorno dos investimentos em tecnologia e pelos movimentos de transformação em setores tradicionais da economia.

“Tecnologia não substitui estratégia. Ela pode acelerar o que você faz, mas também pode acelerar o caminho errado.”

Quer ouvir a conversa completa? Dê o play no episódio abaixo.

https://open.spotify.com/episode/76U7a5EzHokJLdNVEPD6re?si=iASVeb66SnKU_xBxDjyHsg

O que você vai encontrar neste episódio do Câmbio de Ideias?

  • Como transformar conteúdo em um ativo estratégico de marca
  • A relação entre autoridade, audiência e confiança
  • O papel dos podcasts na comunicação empresarial
  • Por que produzir conteúdo exige conhecer o público
  • Como a inteligência artificial pode apoiar a operação e a gestão
  • A diferença entre adotar tecnologia e inovar com estratégia
  • Como identificar ferramentas que realmente geram eficiência
  • O que considerar antes de investir em conteúdo e tecnologia
  • Os desafios de inovação no mercado imobiliário
  • As transformações econômicas e regulatórias que exigem preparação das empresas
  • A percepção de Ricardo sobre o ambiente de inovação em Curitiba e no Paraná

Perguntas e respostas sobre conteúdo, tecnologia e inovação nos negócios

Como empresas tradicionais podem inovar sem mudar completamente seu modelo de negócio?

A inovação não precisa começar por uma transformação radical do modelo de negócio. Na conversa, Ricardo Maciel explica que mudanças relevantes também podem surgir da análise dos processos internos, da identificação de ineficiências e da adoção de soluções mais adequadas à operação.

Na experiência da Exon Imóveis, a dificuldade de aproveitar todo o potencial de um sistema de gestão levou a empresa a buscar outro caminho: desenvolver ferramentas próprias, com apoio da inteligência artificial, para atender às necessidades do negócio.

A proposta é utilizar a tecnologia para compreender melhor a operação, identificar pontos que precisam de melhoria e tomar decisões com mais informações. Em alguns casos, inovar pode significar expandir. Em outros, pode representar a redução de custos, a simplificação de processos e o uso mais eficiente dos recursos disponíveis.

Quando o conteúdo deixa de ser divulgação e se torna um ativo de marca?

Segundo Ricardo, essa mudança acontece quando a produção de conteúdo ultrapassa o objetivo de dar visibilidade à empresa e passa a oferecer informações úteis ao público, contribuindo para a construção de autoridade e confiança.

Ele relata que o podcast criado para divulgar a imobiliária ganhou uma função mais ampla: ajudar pessoas a entender como funciona o mercado imobiliário, quais fatores considerar na compra ou venda de um imóvel e como se preparar para essas decisões.

O conteúdo também permite demonstrar conhecimento adquirido na prática. Ao compartilhar experiências, explicar processos e abordar problemas recorrentes, uma empresa pode fortalecer sua posição como referência em seu segmento.

Esse tipo de construção não produz necessariamente uma venda imediata. É um investimento de longo prazo, que pode preparar a empresa para aproveitar oportunidades e enfrentar desafios futuros.

Como o podcast pode contribuir para o posicionamento de uma empresa?

A experiência de Ricardo mostra que o podcast pode funcionar como um canal de educação de mercado, relacionamento e demonstração de conhecimento.

Inicialmente, a intenção era divulgar a imobiliária e ampliar sua presença no mercado. Durante o desenvolvimento do projeto, porém, ele percebeu que o formato também permitia explicar questões importantes para quem compra, vende ou aluga imóveis.

O objetivo passou a incluir a oferta de informações que ajudem o público a tomar decisões com mais segurança. Em um ambiente com grande volume de conteúdo e informações fragmentadas, esse trabalho pode contribuir para construir confiança.

A experiência também reforça que o valor de um canal não está apenas em sua audiência, mas na relevância do conteúdo para as pessoas que a empresa deseja alcançar.

Qual é a relação entre autoridade e audiência na estratégia de conteúdo?

Para Ricardo, autoridade e audiência precisam caminhar juntas. Ter conhecimento sobre um assunto é importante, mas também é necessário conseguir alcançar as pessoas que podem se beneficiar desse conhecimento.

Ele destaca que uma empresa pode manter um canal no YouTube ou um podcast e, ainda assim, não obter resultados relevantes se o conteúdo não estiver alinhado aos interesses do público.

Por isso, a estratégia precisa considerar não apenas o que será publicado, mas também para quem a informação será produzida e de que forma poderá ser útil.

Na avaliação do empresário, o objetivo é construir uma audiência qualificada, capaz de reconhecer a relevância do conteúdo e aplicar o conhecimento compartilhado em suas decisões e atividades.

Como a inteligência artificial pode ajudar empresas tradicionais?

A inteligência artificial pode ampliar a capacidade das empresas de analisar informações, desenvolver soluções e melhorar processos. Na Exon Imóveis, Ricardo relata que a empresa está utilizando essas tecnologias no desenvolvimento de ferramentas internas para gestão e análise do negócio.

A proposta inclui ir além do acompanhamento dos resultados atuais. A empresa busca desenvolver recursos que ajudem a compreender pontos fortes da operação, identificar oportunidades de melhoria e avaliar cenários futuros.

Ricardo também ressalta que a tecnologia deve contribuir para que as pessoas concentrem seus esforços em atividades nas quais a capacidade humana continua sendo importante.

O potencial dessas ferramentas, portanto, depende da maneira como são aplicadas às necessidades concretas da empresa.

Por que tecnologia não substitui estratégia?

Na avaliação de Ricardo, a tecnologia pode tornar uma atividade mais rápida e eficiente, mas não garante que a decisão por trás dela seja a correta.

Uma empresa pode investir em ferramentas avançadas e continuar executando processos inadequados. Nesse caso, a tecnologia apenas acelera uma atividade que talvez precise ser revista.

O empresário resume essa ideia ao afirmar que tecnologia não resolve falta de estratégia. Antes de escolher uma ferramenta, é necessário compreender o que a empresa pretende alcançar, qual problema precisa resolver e quais resultados espera obter.

A partir dessa definição, fica mais fácil avaliar quais soluções fazem sentido e como integrá-las à operação.

Como identificar se uma tecnologia realmente gera valor para o negócio?

Ricardo recomenda avaliar se a ferramenta contribui para melhorar os resultados ou se apenas adiciona controles e complexidade à rotina.

Ele cita como exemplo um sistema de gestão contratado pela empresa que, apesar de oferecer muitos recursos, era complexo demais para que a equipe aproveitasse todo o seu potencial. A experiência levou à busca por uma solução mais alinhada ao tamanho, ao momento e às necessidades da operação.

O caso ilustra a importância de considerar a adequação da tecnologia ao negócio. Uma ferramenta mais completa nem sempre é a mais eficiente para determinada empresa.

A avaliação deve considerar o problema que precisa ser resolvido, os recursos necessários para implementar a solução e os ganhos esperados em eficiência, custos e capacidade de decisão.

O que uma empresa deve fazer antes de investir em conteúdo e tecnologia?

Ricardo recomenda começar pelo estudo e pelo planejamento. Antes de contratar ferramentas, produzir conteúdo ou direcionar recursos para novas iniciativas, é importante compreender o mercado, buscar informações confiáveis e avaliar as necessidades da empresa.

Ele relata que decisões tomadas com pressa já levaram a empresa a precisar rever caminhos e refazer parte do trabalho. Por isso, recomenda dedicar tempo à preparação e, quando necessário, buscar orientação especializada.

No caso do conteúdo, isso envolve entender o público e definir o que a empresa pretende comunicar. Na tecnologia, significa identificar os problemas da operação e avaliar quais ferramentas podem contribuir para resolvê-los.

O empresário também destaca que esses investimentos exigem recursos financeiros, tempo e envolvimento das pessoas. Sem planejamento, a empresa corre o risco de gastar energia em iniciativas que não produzem o resultado esperado.

Como conteúdo e tecnologia contribuem para a construção de confiança?

A confiança está relacionada à capacidade de demonstrar conhecimento, consistência e compreensão dos problemas que o público enfrenta.

Ricardo diferencia o conhecimento obtido pela leitura daquele construído pela experiência cotidiana. No mercado imobiliário, por exemplo, a vivência com clientes, negociações e situações concretas permite identificar o que funciona, quais dificuldades aparecem e como determinados problemas podem ser resolvidos.

Quando a empresa compartilha esse conhecimento de maneira útil, pode demonstrar sua capacidade de atuação e fortalecer sua credibilidade.

A tecnologia, por sua vez, pode apoiar esse processo ao melhorar a qualidade das informações disponíveis, organizar a operação e ampliar a capacidade de atender às necessidades do público.

Como empresas de setores tradicionais podem acompanhar as transformações do mercado?

Na conversa, Ricardo destaca que os setores tradicionais precisam acompanhar mudanças tecnológicas, econômicas e regulatórias que podem alterar suas operações.

No mercado imobiliário, ele cita a reforma tributária como uma transformação que exige atenção e preparação dos empresários. Para ele, mudanças dessa dimensão não devem ser tratadas como detalhes, porque podem afetar a estrutura dos negócios.

O empresário também observa que diferentes segmentos do Paraná estão desenvolvendo iniciativas relacionadas a conteúdo, tecnologia e estratégia, embora não considere que esse movimento aconteça de maneira uniforme em toda a economia estadual.

Sua avaliação é que as empresas precisam acompanhar as mudanças de seu próprio mercado e identificar quais adaptações são necessárias para continuar competitivas.

Como Ricardo Maciel avalia o ambiente de inovação em Curitiba e no Paraná?

Ricardo observa movimentos de transformação em segmentos específicos da economia e percebe empresas mais dispostas a olhar para outros mercados, conhecer novas soluções e buscar oportunidades além de seus limites geográficos.

Em relação a Curitiba, ele avalia que a cidade vem ampliando sua atenção a modelos de negócio e iniciativas que já acontecem em outros lugares, ao mesmo tempo em que desenvolve soluções próprias.

O empresário ressalta, porém, que sua percepção está ligada aos setores e ambientes com os quais tem contato, e não representa uma avaliação uniforme de toda a economia paranaense.

Para ele, o avanço da inovação exige que as empresas reconheçam as mudanças do ambiente de negócios e se movimentem para acompanhar as oportunidades e os desafios que surgem.

Qual é o principal aprendizado para empresas que desejam inovar?

A experiência compartilhada por Ricardo aponta para a combinação entre conhecimento, planejamento e aplicação prática. Produzir conteúdo ou adotar novas tecnologias pode abrir possibilidades, mas os resultados dependem da clareza sobre os objetivos e da capacidade de executar uma estratégia consistente.

Antes de investir, a empresa precisa compreender o problema que pretende resolver, estudar as alternativas disponíveis e avaliar como a iniciativa contribuirá para o negócio.

O mesmo princípio vale para a construção de marca: autoridade, confiança e relacionamento não surgem de uma ação isolada, mas da continuidade de um trabalho que conecta conhecimento, experiência e relevância para o público.

Dê o play e acompanhe a conversa completa.

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Câmbio de Ideias, do Economia PR, é um espaço de conversas sobre negócios, inovação, tecnologia, liderança e as transformações que movimentam o Paraná. Em cada episódio, o Economia PR recebe empreendedores, executivos, especialistas e lideranças para trocar ideias sobre os desafios do presente, as oportunidades do futuro e os caminhos para transformar conhecimento em impacto. Mais do que entrevistas, o Câmbio de Ideias busca conectar diferentes perspectivas e colocar em pauta as pessoas, estratégias e movimentos que estão ajudando a construir uma nova economia no Paraná.

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