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Construção civil desponta como motor de oportunidades no PR

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Dados do Novo Caged, levantados pelo Núcleo de Assessoria Econômica da Fiep, dão conta de que a construção é responsável por manter mais de 183 mil trabalhadores formais empregados nos mais de 26 mil estabelecimentos do gênero no Paraná (RAIS 2024).

Os dados acumulados do Novo Caged, de janeiro a agosto deste ano, apontam que a construção tem se mantido entre os principais empregadores da economia paranaense, contribuindo fortemente para a geração de renda e movimentação do comércio local. A força de trabalho do setor representa 16,5% do total de empregados na indústria paranaense, que soma mais de 1.1 milhão de trabalhadores.

O desempenho positivo no mercado de trabalho, com quase 10 mil novas vagas abertas neste período, se reflete com a retomada gradual de obras públicas e privadas. O setor respondeu por 13,4% do PIB Industrial do Paraná, em 2022, e representou 7% do PIB nacional do segmento no mesmo ano.

“A construção é um dos setores que mais movimentam a economia e reagem rapidamente quando há estímulos à produção e ao crédito. É o primeiro a gerar empregos e um dos que mais impulsionam o consumo local”, explica Ricardo Lora, coordenador do Conselho Setorial da Construção da Fiep. “Mas a sensibilidade do setor à política monetária é um alerta: a queda de juros impacta imediatamente os canteiros de obras, enquanto restrições ao crédito paralisam investimentos”, reforça Lora.

Num cenário de retomada econômica e desafios relacionados ao crédito e à qualificação da mão de obra, a construção tem papel de protagonismo que ganhou relevância ao longo de 2025. Um dos caminhos estratégicos liderados pela Fiep para o setor foi a Rota Estratégica da Indústria da Construção 2040, lançada recentemente, e que define mais de 150 ações prioritárias para impulsionar produtividade, digitalização e desenvolvimento sustentável.

“Com essa iniciativa estamos projetando o futuro do setor com foco em inovação, eficiência e sustentabilidade, estimulando a integração entre indústria, governo e academia. Nosso papel é garantir que os avanços não sejam pontuais, mas estruturantes”, diz Lora.

O projeto, desenvolvido pelo Observatório Sistema Fiep, gera visibilidade para a capacidade transformadora da cadeia produtiva, destacando a atuação de empresas, sindicatos e as frentes estratégicas coordenadas pelo Conselho.

Outro ponto é que estabelece um conjunto de 152 diretrizes para guiar o setor rumo a um novo patamar de competitividade, com soluções para os gargalos, foco em inovação e em conectar a cadeia produtiva para fortalecer o setor.

“O objetivo é fomentar um diálogo qualificado entre os diferentes agentes, aproximando lideranças, empresários, instituições de ensino e formuladores de políticas públicas”, completa o coordenador do Conselho.

Entretanto, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à política de crédito e ao custo de financiamento. A expectativa é que uma eventual redução da taxa Selic impulsione novos investimentos e permita maior expansão do segmento nos próximos meses.

Para o coordenador do Conselho, o papel da Fiep é articular diferentes áreas como indústrias, governo e academia para que o setor continue evoluindo com base no conhecimento e na inovação.

“A construção é uma engrenagem essencial para o Paraná. Quando o setor se movimenta, toda a economia avança. E é essa força que queremos celebrar e fortalecer nesta Semana da Construção”, afirma Ricardo Lora.

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