Pesquisar

Negligência com marca expõe empresas a perdas milionárias

negligência marca economia pr
Foto: rawpixel.com

Um caso recente do mercado brasileiro de alto luxo acendeu um alerta vermelho no universo da propriedade intelectual. Uma boutique de roupas — tradicional, lucrativa e reconhecida entre consumidores de alto padrão — quase viu escapar uma venda milionária por um detalhe que costuma ser subestimado: a situação real do seu registro de marca.

A descoberta veio no pior momento possível: durante a due diligence, etapa decisiva que antecede a assinatura do contrato. Ao levantar a documentação, a empresa compradora identificou que o registro da marca estava oficialmente anulado no INPI.

O caso, que correu em segredo de Justiça e por isso não tem nomes revelados, foi acompanhado pelo Sinnema Barbosa, escritório que presta assessoria jurídica a empresas e agentes de propriedade intelectual em todo o país.

As sócias, Karen Sinnema e Renata Barbosa, relatam que a boutique só descobriu a anulação quando já negociava a venda e foi surpreendida pela informação durante o processo de verificação documental

Diante do risco iminente de perder a transação, o Sinnema Barbosa foi acionado às pressas para entender o que havia ocorrido e, principalmente, tentar reverter a situação a tempo.

Segundo as advogadas, ainda havia margem processual para contestar a anulação — e a estratégia funcionou. O registro foi recuperado e o negócio pôde ser concluído, atendendo tanto o interesse da boutique, que desejava realizar a venda, quanto o da empresa compradora, que dependia da marca para seguir com o investimento.

“A marca era o principal ativo da negociação”, afirma Barbosa.

O pedido de anulação tinha sido apresentado por uma empresa de outro segmento, que utilizava o mesmo nome comercial. Embora isso não representasse qualquer infração, conflito de mercado ou prejuízo à boutique, o requerimento foi feito e o INPI acatou.

“O detalhe que agravou o caso é que a marca da boutique era justamente o nome da fundadora original do negócio. Assim, a empresa — já na segunda geração de administradores — nunca imaginou que poderia sofrer um ataque dessa natureza”, explica Karen Sinnema.

Para ela, o episódio evidencia a importância não apenas de registrar marcas e patentes, mas também de monitorar continuamente seu uso, de modo a impedir apropriações indevidas e detectar contestações antes que ganhem força.

A especialista relata ainda, que o registro e o monitoramento cabem a escritórios especializados em propriedade intelectual. Estes, contudo, nem sempre dispõem de equipe jurídica própria.

Isso porque há, no mercado, falta de profissionais de Direito especializados na área. Além disso, a manutenção de um departamento jurídico interno costuma ser onerosa para escritórios de PI.

A saída tem sido a contratação de serviços white label – isto é, a terceirização e estrutura de serviços especializados.

“O acompanhamento de propriedade intelectual muitas vezes exige providências judiciais. Uma advocacia especializada prestadora desse serviço a escritórios de PI consegue identificar e aplicar a melhor estratégia em cada situação”, argumentam as advogadas.

Foi a expertise, aliada à experiência nessa área, que proporcionou ao Sinnema Barbosa construir a defesa adequada para a boutique. Com isso, reverter a perda daquilo que a empresa tinha de essencial: sua marca. Afinal, é pela marca que o empreendimento é reconhecido pelos consumidores e pelo público.

“Tratou-se, enfim, de caso muito representativo sobre a importância do registro de marcas, e de seu acompanhamento pelo nosso escritório”, sublinha Sinnema.

Compartilhe

Leia também

Comércio faciap escala Economia PR

Comércio será um dos setores mais atingidos por mudanças na jornada

Relatório de Tendências indústria Economia PR

Relatório de Tendências impulsiona agenda para lideranças da indústria

Copel região Oeste Economia PR

Copel apresenta investimentos e reforça parcerias no Oeste