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Empresa lança ferramenta para bancos aumentarem segurança

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Foto: Divulgação

A Conviso, empresa especializada em segurança de aplicações, anuncia o lançamento de uma solução de pentest autônomo com inteligência artificial no mercado brasileiro. A tecnologia opera de forma contínua, simulando ataques cibernéticos reais para identificar vulnerabilidades em ambientes digitais em ritmo compatível com a velocidade atual de desenvolvimento de software.

Nesse cenário, o pentest, tradicionalmente realizado de forma pontual, passa a integrar a estratégia de segurança das empresas, acompanhando a crescente exigência regulatória por controles mais robustos, monitoramento contínuo e evidências técnicas de proteção.

“O ambiente de ataques muda toda semana. Os criminosos já usam automação e inteligência artificial para escanear ambientes em larga escala. Um teste feito há três meses pode não refletir mais o risco atual. Ou seja, se o ataque é contínuo, a validação de segurança também precisa ser”, afirma Wagner Elias, CEO da Conviso.

Nesse cenário, o pentest autônomo com IA criado pela Conviso executa simulações reais de ataque de forma recorrente, como um especialista que observa continuamente o ambiente e acompanha, quase em tempo real, as mudanças no código, nas integrações e na infraestrutura.

Diferente das varreduras tradicionais, a abordagem é orientada por ataque. A solução analisa o comportamento real da aplicação, identifica endpoints, rotas, APIs expostas, parâmetros e estruturas de requisição. A partir desse mapeamento, conduz a exploração de forma progressiva, adaptando decisões conforme as respostas do sistema.

Durante a execução, são avaliadas configurações de servidor, políticas de segurança, autenticação, autorização e possíveis falhas como injeções, Cross-Site Scripting (XSS), Path Traversal e vulnerabilidades do OWASP Top 10. O modelo também permite a construção de attack chains, cadeias de exploração que conectam múltiplas falhas para demonstrar caminhos reais de comprometimento.

Cada vulnerabilidade identificada passa por validação prática no próprio ambiente testado, com geração de evidências técnicas reproduzíveis, facilitando a priorização com base em impacto real.

Os resultados são centralizados na Conviso Platform, que registra escopo, ativos testados, severidade, encadeamento de falhas e histórico de execuções.

“Isso permite acompanhar a evolução do risco ao longo do tempo e conectar a exploração ofensiva diretamente à governança e gestão de vulnerabilidades”, destaca o CEO.

Segundo Elias, a solução chega em um momento em que o mercado brasileiro ainda depende fortemente de ferramentas estrangeiras para testes de intrusão.

“Desenvolvemos uma tecnologia nacional, pensada para o contexto local e integrada ao ciclo de desenvolvimento das empresas”, afirma.

Entre os principais benefícios do modelo contínuo está a redução do tempo entre o surgimento de uma vulnerabilidade e sua identificação. Falhas que antes poderiam levar meses para serem detectadas passam a ser encontradas em dias ou até horas.

A cobertura também se amplia, com monitoramento constante de aplicações, APIs, integrações em nuvem e outros ativos digitais. Os testes seguem critérios padronizados e as falhas são classificadas automaticamente por nível de risco, direcionando esforços para o que realmente importa.

Outro ganho está na possibilidade de reexecução sob demanda.

“Após correções ou novos releases, o mesmo escopo pode ser validado novamente sem necessidade de reiniciar o processo, o que reduz custo operacional e aumenta a eficiência”, explica.

Além disso, a geração de evidências técnicas detalhadas fortalece a auditoria e facilita a comprovação perante o regulador, além de melhorar a comunicação entre equipes técnicas e gestão.

A execução ocorre dentro de escopo autorizado, respeitando parâmetros de governança para evitar impactos no ambiente produtivo. Ainda assim, o papel do especialista permanece essencial.

“A IA acelera a detecção e amplia a cobertura, mas o olhar humano continua indispensável para interpretar risco e entender o contexto de negócio”, afirma Elias.

Os números reforçam a relevância do tema. Segundo a IBM, o custo médio global de uma violação de dados chegou a US$ 4,44 milhões, enquanto no Brasil atingiu R$ 7,19 milhões em 2025, com setores como financeiro entre os mais impactados.

Além disso, 97% das empresas que sofreram incidentes relacionados à IA relataram falhas em controles de acesso, evidenciando lacunas importantes de governança.

Mesmo com esse cenário, 91% das empresas admitem lançar aplicações com vulnerabilidades conhecidas, segundo o Future of AppSec Report, da Checkmarx.

Outro dado chama atenção: empresas com maior número de ferramentas de segurança apresentam mais incidentes. Enquanto 64% das organizações com até duas ferramentas relataram problemas, o índice sobe para 90% entre aquelas que utilizam de seis a nove soluções.

A fragmentação também impacta. Equipes que utilizam ferramentas separadas para AppSec e CloudSec têm 50% mais chances de sofrer incidentes, e 93% relatam dificuldades de integração.

Diante desse cenário, o mercado de segurança segue em expansão. Segundo o Gartner, os investimentos globais devem alcançar US$ 240 bilhões em 2026, com crescimento anual de cerca de 12,5%.

No segmento específico de pentest, a previsão é de US$ 4,16 bilhões em 2026, enquanto o modelo de Penetration Testing as a Service (PTaaS) deve crescer de US$ 141,83 milhões em 2025 para US$ 165,46 milhões em 2026, segundo a 360iResearch.

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