A BairrU iniciou a ocupação ativa do PARC Autódromo, na região metropolitana de Curitiba, ainda durante a implantação do empreendimento, um movimento que aponta para uma mudança relevante no mercado imobiliário brasileiro: a antecipação do uso como estratégia de geração de valor, redução de risco e aceleração da absorção.
Ao transferir cerca de 80 colaboradores para dentro do projeto, a empresa transforma o espaço em um ambiente real de uso urbano, reduzindo a distância entre planejamento e experiência concreta. A iniciativa marca também o início do Pista Innovation Hub, estrutura voltada à conexão entre empresas, startups, universidades e poder público, com foco na nova economia regional.
Mais do que um movimento operacional, a decisão reflete uma tendência crescente no setor: empreendimentos deixam de ser lançados apenas como promessa futura e passam a ser ativados previamente, criando percepção de valor tangível para investidores e compradores.
“O PARC foi concebido para ser um bairro vivo desde o primeiro momento. Ao instalar nosso escritório dentro do projeto, mostramos que ele já está em funcionamento, mesmo durante sua implantação”, afirma Fernando Bau, CEO da BairrU.
O projeto incorpora ainda diretrizes de construção de baixo impacto, incluindo o uso de sistemas construtivos em madeira engenheirada, que reduzem a emissão de carbono em comparação a métodos convencionais.
O masterplan também alcançou a maior pontuação já registrada na certificação LEED for Communities: Plan and Design, reforçando suas diretrizes de sustentabilidade e planejamento urbano em larga escala.
Com VGV estimado em R$ 5 bilhões, o PARC Autódromo, assinado pelo urbanista Jaime Lerner, ocupa a área do antigo Autódromo Internacional de Curitiba. O projeto prevê 130 mil m² de áreas verdes e de lazer e foi concebido para integrar moradia, trabalho, serviços e convivência em uma lógica de proximidade.
As obras do parque têm conclusão prevista para maio, com abertura ao público programada para o segundo semestre. A ativação antecipada também dialoga com modelos internacionais de desenvolvimento urbano, nos quais o placemaking e a ocupação progressiva são utilizados como ferramentas estratégicas para valorização territorial e dinamização econômica.
Nesse contexto, o movimento da BairrU reforça uma mudança de paradigma: o mercado imobiliário passa a competir não apenas por produto, mas por experiência real e ativação do território desde sua origem.