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Plataforma disputa mercado de IA conversacional no WhatsApp

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Foto: Divulgação

A Moskit, plataforma brasileira de CRM e consolidada no mercado mid-market, anuncia oficialmente sua transformação em Ollow, nova marca focada em estratégias conversacionais com inteligência artificial para vendas e marketing via WhatsApp.

A mudança marca um reposicionamento estratégico da empresa, que deixa de atuar apenas como CRM tradicional para disputar uma nova categoria no mercado brasileiro: plataformas de estratégias conversacionais com IA focada no WhatsApp.

A Ollow nasce com 10 mil usuários ativos, operação em breakeven e um histórico de mais de 150 milhões de conversas movimentadas pela extensão Moskit Boost no WhatsApp. A empresa projeta alcançar R$ 100 milhões em receita até 2028 e anunciou um investimento de R$ 10 milhões em pesquisa e desenvolvimento focados em inteligência artificial, automação e infraestrutura conversacional nos próximos três anos.

Além disso, a empresa disponibilizará R$ 5 milhões em campanhas de WhatsApp para clientes que aderirem à nova proposta conversacional da plataforma, para provar que o novo modelo apresentado pela empresa ao mercado funciona de fato.

“A mudança do Moskit para a Ollow é um reposicionamento estratégico motivado principalmente pela evolução do comportamento de consumo no Brasil. Percebemos que o modelo tradicional de CRM e de funil de vendas não acompanhou a evolução de que o WhatsApp é o centro da jornada de compras atualmente”, afirma Daniel Semaan, CEO e cofundador da Ollow.

Segundo o executivo, a decisão também acompanha a transformação provocada pela inteligência artificial no mercado de software.

“Os modelos de linguagem e os agentes inteligentes abriram um novo horizonte onde o software deixa de ser uma ferramenta passiva e passa a agir junto com o vendedor. E isso só faz sentido quando os dados estão dentro da conversa, que é exatamente onde a Ollow vai estar”, diz.

A aposta da companhia acompanha a consolidação do WhatsApp como principal canal de relacionamento comercial no Brasil. Dados citados pela empresa mostram que 70% das empresas brasileiras já utilizam o WhatsApp em estratégias de marketing e vendas, enquanto o canal registra taxa média de sucesso de 70% no contato com leads, número acima de visita presencial (32%) e telefone (31%).

“O WhatsApp não é mais um canal alternativo. Ele é onde a venda acontece”, afirma Eduardo Rodrigues, COO e cofundador da Ollow.

Para a empresa, o CRM tradicional perdeu aderência à dinâmica atual do mercado brasileiro.

“O CRM tradicional foi construído para um mundo que não existe mais no Brasil. O vendedor está no WhatsApp fechando negócio e gerando relacionamento. A maioria das ferramentas respondeu a isso de forma errada: pegou um CRM que nasceu para outro mundo e adicionou WhatsApp como feature”, diz Rodrigues.

A proposta da Ollow é inverter essa lógica: em vez de levar o vendedor para dentro do sistema, a plataforma opera dentro da conversa. 

“Se o vendedor já vende pelo WhatsApp, a plataforma tem que estar dentro do WhatsApp e não o contrário. O dado deixa de depender de preenchimento manual e passa a emergir naturalmente da conversa”, completa.

A nova estratégia da empresa também passa pela criação de uma infraestrutura de IA capaz de conectar diferentes modelos de linguagem ao contexto comercial das empresas.

A companhia está desenvolvendo um MCP (Model Context Protocol), protocolo que permitirá integrar os dados conversacionais da Ollow com modelos como GPT, Claude e Llama.

“Estamos construindo um ecossistema onde a inteligência artificial não é só uma funcionalidade do produto, é o motor que multiplica o valor entregue sem crescimento proporcional de custo”, afirma Rodrigues.

Entre as apostas da empresa está também o chamado “Vibe Coding”, sistema onde clientes e parceiros poderão descrever funcionalidades em linguagem natural para que a própria IA construa fluxos, automações e operações dentro da plataforma.

“A personalização que antes levava semanas vai levar horas ou até minutos”, diz Semaan.

Com a mudança, a Ollow também amplia o perfil de empresas atendidas. Antes concentrada majoritariamente em serviços, a plataforma agora mira varejo, indústria e e-commerce. Segundo a empresa, existem hoje 115 mil empresas mid-market brasileiras com perfil conversacional apenas no setor de serviços, representando um mercado endereçável de R$ 4,14 bilhões anuais.

No varejo, a aposta está no avanço do comércio conversacional.

“O diferencial competitivo vai deixar de ser a ferramenta e vai passar a ser o contexto. Quem tiver os dados certos, na hora certa, dentro do canal onde a venda acontece, vai sair na frente”, finaliza Rodrigues.

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