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IA exige novo perfil de profissionais de tecnologia

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Foto: Marketing UniBrasil

O avanço da inteligência artificial (IA) vem transformando o mercado de tecnologia e acelerando a criação de novas ferramentas e soluções.

Plataformas capazes de desenvolver códigos, automatizar atendimentos, gerar documentação, editar imagens e vídeos e criar sistemas em poucos segundos passaram a integrar a rotina de diferentes setores, modificando a forma como profissionais executam suas atividades.

Nesse cenário, a demanda por especialistas capazes de desenvolver, integrar e gerenciar essas tecnologias cresce, tornando a formação em Engenharia de Software cada vez mais estratégica. 

A transformação acontece em paralelo ao aumento na demanda por profissionais. Atualmente, cerca de 53 mil pessoas se formam anualmente, mas o setor demanda muito mais, chegando a quase 160 mil vagas, de acordo com dados da Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais,  que reúne dados do setor.

Entre as áreas mais afetadas pelo acúmulo de vagas, estão inteligência artificial, ciência e engenharia de dados.    

À medida que a inteligência artificial transforma o mercado, o perfil dos profissionais buscados pelas empresas também evolui. O domínio técnico continua sendo importante, mas já não é suficiente por si só.

Agora, profissionais capazes de analisar cenários, compreender problemas complexos, tomar decisões e atuar de forma colaborativa ganham destaque, assim como os que buscam desenvolver competências como pensamento crítico, aprendizagem contínua e responsabilidade ética ganham destaque.

Essa mudança amplia os conhecimentos exigidos para além da programação e inclui áreas como arquitetura de sistemas, segurança da informação, engenharia de requisitos, engenharia de prompts e experiência do usuário (UX).  

“O mercado passa a valorizar menos a execução repetitiva e mais a capacidade de pensar, decidir e se comunicar. Isso impacta a formação em Engenharia de Software ao deslocar o foco de uma formação puramente técnica para uma formação integral e sólida em computação, mas também em aspectos humanos, éticos, sociais e empreendedores”, afirma Rodrigo Fiorin, coordenador do curso de Engenharia de Software do UniBrasil Centro Universitário.

Diante da rápida evolução da inteligência artificial, uma pergunta tem surgido entre estudantes e profissionais da área da tecnologia: a IA vai substituir quem trabalha com desenvolvimento de software? Apesar de válidos, os questionamentos não significam que a atuação humana deixará de ser necessária.

Na prática, o avanço da IA tem transformado a forma de desenvolver sistemas e ampliado a demanda por profissionais capacitados para lidar com a tecnologia de forma eficiente e alinhada às normas técnicas e éticas.

Para Fiorin, o cenário não aponta para o desaparecimento da profissão, mas para uma mudança na forma de atuação profissional.

“Com as ferramentas atuais, não faz sentido falarmos de uma substituição. A IA generativa já cria trechos de código, automatiza testes, gera documentação e auxilia na análise de requisitos, mas ela não entende, por si só, o contexto de negócio, as restrições legais, as questões éticas e os impactos sociais de um sistema em produção”.

As ferramentas, plataformas e aplicativos que utilizam inteligência artificial em seu funcionamento passam a ser aliados dos profissionais da tecnologia, pois necessitam de comandos, manutenção e gerenciamento.

“Ela precisa ser comandada, auditada e contextualizada por engenheiros de software bem formados. Sem esse gerenciamento humano, o risco é produzir sistemas tecnicamente sofisticados, porém inseguros, enviesados ou desconectados das necessidades reais da sociedade”, ressalta o professor.

Para acompanhar as mudanças do mercado de trabalho e formar profissionais alinhados às novas demandas, a formação acadêmica também precisa se transformar.

No curso de Engenharia de Software do UniBrasil Centro Universitário, a matriz curricular é trabalhada de forma flexível, permitindo a atualização constante de conteúdos, disciplinas optativas, projetos interdisciplinares e práticas profissionais conforme surgem novas necessidades do setor.

Além da base técnica, os estudantes participam de disciplinas de Práticas Profissionais, desenvolvendo projetos tecnológicos voltados à solução de desafios reais.

A proposta aproxima o aluno do mercado de trabalho desde a graduação e cria oportunidades para aplicar ferramentas de IA no desenvolvimento de soluções para empresas e para a comunidade.

“Programar continua sendo importante, mas já não é suficiente. Quem deseja atuar na área precisa dominar um conjunto mais amplo de conhecimentos”, destaca Rodrigo Fiorin.

A formação também contempla quatro Projetos de Extensão (PROEX) distribuídos ao longo da graduação. Entre eles, o PROEX-4 promove debates sobre os avanços tecnológicos e as aplicações da IA em benefício da sociedade, incentivando os estudantes a refletir sobre questões como ética, responsabilidade social e inovação.

Somam-se a isso metodologias ativas de ensino, projetos de pesquisa e extensão e o uso de laboratórios e tecnologias digitais que aproximam o aprendizado das necessidades do mercado.

Segundo Fiorin, essa estrutura permite que o estudante desenvolva competências que vão além da programação.

“Em vez de escrever tudo ‘linha por linha’, o engenheiro de software passa a planejar sistemas, validar soluções sugeridas pela inteligência artificial e cuidar dos aspectos que a máquina não alcança: contexto humano, ética, segurança e qualidade. Em vez de competir com a IA, o egresso aprende a comandá-la, integrá-la e orientá-la em favor de soluções mais justas, sustentáveis e inovadoras”, explica o professor.

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