A inteligência artificial deixou de ser tratada apenas como inovação nos negócios. A tecnologia se consolida como base operacional em diversos setores, incluindo o food service, e passa a ser encarada como ativo estratégico pelas empresas.
A análise é de Eduardo Ferreira, CCO da ACOM Sistemas, empresa especializada em soluções para o setor de alimentação. Segundo o especialista, empresas que ainda tratam a inteligência artificial como diferencial pontual, e não como infraestrutura, correm o risco de ficar para trás.
“Essas empresas vão operar com custos mais altos que os concorrentes que já incorporaram a IA como base operacional. Também atuarão com menor previsibilidade e mais desperdício. No food service, em que as margens são apertadas, tal ineficiência de gestão compromete a sustentabilidade e a viabilidade do negócio”, adverte Eduardo Ferreira.
IA como infraestrutura foi tema do NRF Retail’s Big Show
Integrar a inteligência artificial às operações do dia a dia, de forma contínua, é apontado por Ferreira como um passo necessário para o setor.
“O futuro do food service não será sobre ‘adotar IA’, mas sobre operar naturalmente com ela, com estratégia”, afirma.
O especialista cita que o tema esteve em pauta na edição deste ano do NRF Retail’s Big Show, realizado nos Estados Unidos e apontado como o maior evento de varejo do mundo. Segundo Ferreira, entre as tendências discutidas para 2026 está o tratamento da IA como infraestrutura, e não mais como inovação.
ACOM prepara nova ferramenta de gestão com IA
A ACOM Sistemas também amplia sua atuação na área. A empresa, que tem no ERP Everest sua principal plataforma de gestão, prepara o lançamento do Everest.IA, tecnologia própria de gestão baseada em inteligência artificial, com interface conversacional.
Empresas brasileiras já priorizam IA, aponta estudo
Levantamento da Bain & Company, de 2025, mostra que 67% das empresas brasileiras já consideram a inteligência artificial uma prioridade estratégica para os negócios. O levantamento inclui empreendimentos do setor de food service, como restaurantes, lanchonetes e bares.
O estudo aponta ainda que organizações que passaram a utilizar ferramentas de IA generativa registraram aumento médio de 14% na produtividade. O resultado é associado à automação de tarefas, à análise de dados operacionais e à melhoria na tomada de decisão.
Em setores intensivos em operação, como alimentação fora do lar, varejo e distribuição, esses ganhos costumam aparecer na gestão de pedidos, no controle de estoque, no planejamento de compras e na organização de rotinas administrativas.