O aumento dos aluguéis acima da inflação tem pressionado o orçamento das famílias. Para quem tem renda estável e acesso ao crédito, a dúvida é se vale mais pagar aluguel ou financiar o primeiro imóvel.
Levantamentos recentes mostram que o custo da locação segue em alta. Ao mesmo tempo, programas habitacionais oferecem mecanismos que podem reduzir o esforço necessário para a compra.
Aluguel acumula alta acima do IPCA
Dados do Índice FipeZAP mostram que os aluguéis residenciais acumulavam alta de 8,68% em 12 meses até maio. No mesmo período, o IPCA registrou 4,72%.
O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), da Fundação Getulio Vargas (FGV), acumulou avanço de 5,09% nos 12 meses encerrados em agosto de 2026. No mês, a alta foi de 0,29%.
Incorporadora vê mais consumidores comparando custos
Na Lyx Participações e Empreendimentos, incorporadora com atuação no segmento do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) no Sul do país, a alta do aluguel tem levado mais consumidores a comparar o custo mensal da locação com as condições de financiamento.
“A primeira pergunta é quanto a família já compromete todos os meses com moradia. A partir daí, é possível verificar renda, FGTS, subsídios e qual seria a prestação de um imóvel próprio. Em alguns casos, essa diferença é menor do que o comprador imaginava”, afirma o vice-presidente comercial da Lyx, Paulo Antônio Kucher.
O que pesa na decisão entre alugar e comprar
A decisão depende de renda familiar, capacidade de pagamento, valor de entrada, prazo de permanência no imóvel e condições de crédito.
Para famílias que se enquadram em programas habitacionais, entram na equação benefícios que podem alterar a capacidade de compra.
FGTS e subsídios entram na conta
No Minha Casa, Minha Vida, famílias que atendem aos critérios podem acessar condições específicas de financiamento. Dependendo da faixa de renda, também há subsídios para a aquisição. O FGTS pode ser usado na compra do imóvel, conforme as regras de enquadramento.
No Paraná, há ainda o Casa Fácil Paraná, programa do Governo do Paraná que concede subsídio para auxiliar famílias no pagamento da entrada. A combinação dos benefícios pode reduzir uma das maiores dificuldades de quem pretende sair do aluguel.
“Muitas famílias fazem uma simulação considerando apenas quanto precisariam juntar para dar de entrada e acabam desistindo antes de conhecer as alternativas disponíveis. Quando entram na conta o FGTS, os subsídios e as condições do financiamento habitacional, o cenário pode mudar”, explica Paulo Antônio Kucher.
“Não existe uma resposta única sobre comprar ou alugar. Mas quem tem renda, pretende permanecer na mesma região e se enquadra nos programas habitacionais deveria fazer essa simulação. O aumento do aluguel torna essa conta ainda mais relevante”, afirma Paulo Antônio Kucher.