A Quality Digital (QUSW3) estruturou o Traction, modelo que combina inteligência artificial (IA), processos estruturados, conhecimento de domínio e validação humana. A empresa afirma que a proposta é ampliar a capacidade de entrega em operações digitais sem perder qualidade e controle.
O modelo se apoia em 37 anos de atuação da companhia no Brasil. Segundo a empresa, a combinação reduz prazo, custo e retrabalho.
Resultados em projetos de VTEX FastStore
Em projetos de VTEX FastStore, uma entrega que levava cerca de três semanas passou a ser feita em aproximadamente quatro horas. A empresa informa redução de 60% no prazo e de 40% no custo total, além de zero retrabalho após o lançamento no caso analisado.
“Com o Traction, não se trata apenas de colocar IA para executar uma tarefa. É transformar conhecimento, processo e experiência em capacidade de entrega”, afirma Luiz Guilherme Priolli, Architect Manager da Quality Digital.
O desafio da adoção de IA
Segundo a empresa, a velocidade, por si só, não garante resultado. O modelo tradicional depende de mais pessoas e horas para ganhar escala. A IA usada sem metodologia pode acelerar a execução, mas aumentar riscos de inconsistência e retrabalho.
O Traction busca unir a velocidade dos agentes de IA à consistência de processos, especialistas e conhecimento acumulado.
Conhecimento de domínio na operação da IA
Na frente de FastStore, a Quality Digital estruturou 49 skills de domínio. Elas foram desenvolvidas a partir da experiência de profissionais que implantaram e migraram um grande volume de lojas na plataforma.
Esse conhecimento é combinado a um codebase de referência, documentação, decisões e histórico de projetos, além de agentes especializados por disciplina. Antes da execução, cada demanda passa por contextualização e especificação. Durante o processo, há validações e gates de qualidade. A decisão sobre a publicação fica sob controle humano.
O Traction também é aplicado em acessibilidade, enriquecimento de catálogo, SEO e GEO, CRO, inteligência de dados e mídia.
Como o modelo funciona
A cada execução, o Traction combina contexto, especificação, execução, validação e registro. Isso cria uma base que pode ser reutilizada nos ciclos seguintes.
Com isso, a experiência acumulada deixa de ficar restrita às pessoas que participaram de um projeto e passa a fazer parte da operação. A estrutura da companhia reúne mais de 37 anos de experiência, mais de 2 mil especialistas e 49 skills de domínio para operações FastStore.
“A IA pode acelerar uma execução, mas velocidade sem contexto não garante qualidade. O que fazemos com o Traction é colocar conhecimento de domínio, processos e critérios de validação dentro da operação. Assim, os agentes ganham capacidade de execução sem que a empresa perca o controle sobre o resultado”, explica Priolli.
No modelo, os agentes podem observar ambientes, identificar demandas, avaliar riscos e prioridades, executar tarefas, testar resultados e realimentar a base de conhecimento. O especialista fica concentrado na decisão mais crítica: a aprovação de mudanças irreversíveis em produção.