Economia PR - Fintech Keepay mostra R$ 718 mi em recebíveis livres de varejistas

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Fintech Keepay mostra R$ 718 mi em recebíveis livres de varejistas

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Foto: Divulgação

Um em cada dois varejistas que compram de um grande distribuidor tem, em vendas já feitas no cartão, valores que podem viabilizar novas compras. A conclusão é de um estudo da Keepay, plataforma B2B para gestão de operações com recebíveis de cartão.

O levantamento analisou mais de 6 mil lojistas clientes de um dos maiores atacadistas distribuidores do país. Os recebíveis previstos para os 120 dias seguintes somaram R$ 718 milhões livres de comprometimento em outras operações financeiras.

Esses valores podem ser usados como garantia ou forma de pagamento na negociação com fornecedores. Com isso, ampliam-se as possibilidades de compra dos lojistas.

Laufran Wosniak, CEO do Grupo Vellore, avalia que soluções que facilitam o acesso a recursos para a compra de mercadorias são importantes para manter o abastecimento. Segundo ele, elas também ampliam as oportunidades de negócio. O grupo é um dos investidores da fintech por meio da Vellore Ventures.

“Quando o varejista consegue utilizar os valores que tem a receber das vendas no cartão para negociar com fornecedores, ganha uma alternativa para viabilizar novas compras. Isso pode ajudar especialmente os lojistas que precisam reforçar o estoque, mas têm limitações de caixa”, avalia Laufran Wosniak.

Como o recebível vira poder de compra?

A solução da Keepay funciona por uma jornada digital. O representante comercial envia um link ao cliente, que autoriza a consulta da sua agenda de recebíveis.

Após a avaliação, o fornecedor propõe uma condição de compra. Os recebíveis também podem servir como garantia de uma venda a prazo.

A decisão de crédito continua com quem vende. A Keepay cuida da organização, da autorização, da proposta, da formalização e do acompanhamento da operação.

“O fornecedor muitas vezes recusa um pedido sem saber que o cliente já tem, nas vendas do cartão, o dinheiro para pagar aquela compra. A agenda de recebíveis mostra a operação real do varejista, considerando o hoje. Quando ela entra na análise, a venda que seria perdida pode virar uma venda com garantia”, conta Vinicius Leonart, CEO da Keepay.

Quais empresas já usam a Keepay?

A fintech já opera com fornecedores como Tambasa, Grupo Vellore e Diferpan. Em 2026, lançou o Keepay.app, desenvolvido em parceria com o CESAR, centro de inovação do Recife.

O CESAR coinvestiu na startup junto com a Vellore Ventures. A plataforma tem capacidade para 500 mil lojistas ativos e 1 bilhão de unidades de recebíveis processadas (URs) por dia.

O que é a Rekeep?

A Keepay integra um conjunto de soluções de tecnologia para desafios do varejo e da indústria, que faz parte do Grupo Keep. Outra ferramenta do portfólio é a Rekeep.

A Rekeep usa inteligência artificial para auditar as taxas cobradas nas vendas com cartão. Ela cruza informações de extratos e contratos para identificar divergências entre as condições negociadas e os valores efetivamente cobrados. Os estabelecimentos recebem um diagnóstico gratuito.

Desde 2017, a Rekeep já atendeu mais de 8 mil estabelecimentos. Em testes com seis grupos empresariais dos setores de supermercados, hotelaria, moda e materiais de construção, a plataforma processou mais de R$ 12 bilhões em vendas. Foram cerca de 300 milhões de transações.

Qual é a estratégia da Vellore Ventures?

Segundo o material, as duas soluções resultam da estratégia da Vellore Ventures de apoiar tecnologias com aplicação prática nos negócios. A Keepay busca ampliar as possibilidades de compra dos lojistas a partir dos recebíveis de cartão. A Rekeep atua no início da jornada, usando IA para identificar custos que podem passar despercebidos na rotina financeira.

Gustavo Faria, CEO da Vellore Ventures, afirma que soluções de tecnologia devem partir de problemas reais das empresas para gerar resultados concretos.

“No varejo, isso significa tanto encontrar novas formas de viabilizar compras e melhorar o fluxo financeiro quanto identificar custos que afetam a rentabilidade. Nosso papel é apoiar iniciativas que transformem essas necessidades em soluções escaláveis, aproximando inovação, indústria e comércio para fortalecer toda a cadeia de negócios”, conclui Gustavo Faria.

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