O Porto de Paranaguá respondeu por 65,1% do crescimento das exportações brasileiras de carne de frango congelada entre janeiro e setembro de 2026. Dos 451,9 mil toneladas adicionais embarcadas pelo país em relação ao mesmo período de 2025, 294 mil passaram pelo porto paranaense.
No total, o Brasil embarcou 3,98 milhões de toneladas do produto por via marítima no período. Os dados são do Comex Stat, sistema do Governo Federal sobre o comércio exterior, e do Centro de Estatísticas da Portos do Paraná.
Paranaguá respondeu por 47% das exportações de frango
O porto respondeu por 47% das exportações brasileiras de carne de frango entre janeiro e setembro. Foram 1,87 milhão de toneladas embarcadas, volume 18,7% superior ao de 2025, quando o porto exportou 1,57 milhão de toneladas.
Somente em setembro, foram 199,2 mil toneladas. O volume é 12% maior que o de setembro de 2025, quando foram exportadas 177,8 mil toneladas.
Segundo a Portos do Paraná, o desempenho mantém Paranaguá como o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do Brasil e do mundo.
“A Portos do Paraná é referência mundial na movimentação de frango congelado, especialmente em razão dos investimentos em infraestrutura que ampliaram capacidade de armazenagem e de exportação de contêineres frigorificados. Essa estrutura fortalece a competitividade agropecuária do Paraná, que se destaca como o maior produtor de frango do Brasil”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
China lidera destinos do frango embarcado no porto
A China foi o principal destino do produto embarcado em Paranaguá, com 198,4 mil toneladas entre janeiro e setembro. As importações chinesas passaram de 325 mil toneladas em todo o ano de 2025 para 450 mil toneladas nos nove primeiros meses de 2026. O aumento ocorreu devido à maior demanda no mercado interno do país.
O país asiático encerrou 2025 como o quinto maior comprador de frango brasileiro. Em 2026, assumiu a liderança do ranking.
Para o diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, o aumento da demanda pela carne brasileira é global.
“Essa alta em 2026 ocorre muito por conta da demanda e um cenário favorável no mercado mundial, que levam ao incremento de investimentos na produção da proteína. Como temos uma infraestrutura de qualidade no estado, adequada para o produto, esse aumento significativo de volume é uma consequência”, assegura Gabriel Vieira.
Frango é o 11º produto mais exportado
A carne de frango é o 11º produto mais exportado. O produto representa 5,5% das 33,9 milhões de toneladas exportadas pela Portos do Paraná neste ano
No acumulado do ano, a movimentação de cargas embarcadas e desembarcadas pela Portos do Paraná chegou a 52,1 milhões de toneladas. Desse total, 18,2 milhões de toneladas foram de importações, o equivalente a 35% do volume.
Óleo de soja cresce 63% nas exportações
O óleo de soja também teve destaque. Foram exportadas 1,24 milhão de toneladas, ante 760,6 mil toneladas no mesmo período de 2025, alta de 63%.
Paranaguá respondeu por mais de 82% do aumento das exportações brasileiras do derivado. O volume exportado pelo Brasil cresceu 586,6 mil toneladas em relação a 2025, enquanto o porto registrou aumento de 486,3 mil toneladas.
Das 1,75 milhão de toneladas exportadas pelo país, 70% foram embarcadas por Paranaguá.
“A capacidade de produção de farelo de soja e de óleo de soja aqui no Paraná fizeram com que houvesse uma produção e um escoamento superior ao que nós vimos nos anos passados. Como o óleo de soja e o farelo de soja passam por um controle de qualidade rigoroso antes de serem embarcados, nossos portos se tornaram uma referência no selo de qualidade internacional”, detalha Gabriel Vieira.
Soja em grão lidera exportações e contêineres crescem 4%
A soja em grão foi o principal produto exportado pelos portos paranaenses. Entre janeiro e setembro, foram embarcadas 13,29 milhões de toneladas, 9% acima das 12,2 milhões de toneladas de 2025. O produto representou 39,1% do volume exportado pelo porto.
A movimentação de contêineres passou de 1,22 milhão para 1,27 milhão de TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), alta de 4%.
Em toneladas, as exportações subiram 6%, de 7,01 milhões para 7,44 milhões. As importações passaram de 5,62 milhões para 5,96 milhões de toneladas.