Economia PR - Quatro tendências que definem quem fica para trás em 2026

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Quatro tendências que definem quem fica para trás em 2026

Tendências fica pra trás 2026 Economia PR
Foto: Divulgação

O comportamento do consumidor em 2026 será marcado por escolhas mais conscientes, menos impulsivas e fortemente influenciadas por confiança, autenticidade e experiência.

É o que revela a mais recente pesquisa de tendências globais da Euromonitor, analisada por Aline Kalinoski e por Paula Kodama, respectivamente CEO e CMO da Nowa Company – ecossistema de marcas, marketing e vendas que conecta estratégia e crescimento para empresas.

De acordo com o estudo, quatro grandes tendências devem orientar as decisões de compra no próximo ano e já exigem atenção imediata das marcas, especialmente de pequenos e médios empresários.

A primeira delas é o modo cautela. Com consumidores mais atentos ao orçamento e ao valor real do que consomem, o processo de compra se torna mais racional e pesquisado.

“As pessoas estão comparando mais, buscando referências e escolhendo marcas que transmitam segurança e credibilidade. Quem não constrói confiança dificilmente converte”, analisa Aline Kalinoski.

Para Paula Kodama, esse movimento exige uma comunicação mais clara e estratégica.

“Não é sobre convencer, é sobre reduzir a insegurança do consumidor em cada ponto de contato com a marca”, afirma.

A segunda tendência é a vida sem filtro, que reforça a rejeição a discursos excessivamente perfeitos. Marcas humanizadas, que mostram bastidores, desafios, a rotina de funcionários e a presença ativa dos fundadores nas redes sociais, ganham relevância.

“O consumidor quer verdade. Mostrar só o lado bonito já não funciona. É a autenticidade que cria conexão”, afirma Aline.

Paula complementa que essa transparência precisa ser consistente.

“Quando a marca mostra quem realmente é, ela cria identificação e constrói relacionamento, não apenas alcance”, destaca.

O bem-estar reprogramado aparece como a terceira força de consumo. Mais do que estética ou luxo, o conceito passa a envolver economia de tempo, redução do estresse e aumento da qualidade de vida.

“Não basta dizer que promove bem-estar. É preciso provar, comunicar com clareza e mostrar como a marca facilita a vida do cliente”, destaca Aline Kalinoski.

Segundo Paula Kodama, marcas que não traduzem isso em experiência perdem relevância.

“Se o bem-estar não é percebido na prática, ele vira apenas discurso”, afirma.

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