Economia PR - Marketing pessoal para líderes: presença ou posicionamento?

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Marketing pessoal para líderes: presença ou posicionamento?

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Foto: pressfoto/freepik

A marca pessoal virou estratégia de negócio. Só que ninguém contou isso direito aos donos de empresa

Durante anos, marketing foi tratado como departamento. Uma área. Um custo (sim, essa dói). Algo que se terceirizava quando a empresa crescia o suficiente para “se dar ao luxo”.

Essa lógica está sendo desmontada; não por tendência, mas por resultado.

O que está mudando não é o volume de investimento em marketing. É o objeto desse investimento. Cada vez mais, o ativo que está sendo construído não é a empresa. É a pessoa por trás dela. Chamo isso de uma das mudanças mais silenciosas (e mais rentáveis) dos últimos anos.

O mercado global de personal e executive branding cresce com dois dígitos ano após ano. No Brasil, o setor publicitário movimentou R$ 26,3 bilhões em 2024 e chegou a R$ 28,9 bilhões em 2025, acima do PIB pelo segundo ano consecutivo.

Mas crescimento de mercado não é o ponto: é para onde esse dinheiro está indo e o que ele está entregando de volta.

Porque aqui está o problema que poucos falam abertamente: a maior parte das soluções disponíveis hoje entrega presença. Entrega post, mas não posicionamento. Tem frequência, mas não tem estratégia. Não tem identidade, não tem direção.

Parece que ligaram o modo randômico só para garantir o @ .

O resultado é quase óbvio: donos de empresa que postam há meses sem saber exatamente o que aquilo está construindo de fato.

Com a popularização das ferramentas de IA, produzir conteúdo deixou de ser obstáculo. Qualquer pessoa consegue gerar posts, artigos e roteiros em minutos (e muita gente está fazendo exatamente isso, o que explica boa parte do que você lê por aí).

Quando todo mundo tem acesso à produção fácil, o que diferencia não é mais o conteúdo em si. É a capacidade de sustentar uma narrativa com consistência, profundidade e direção própria. Quem vende produção entra em guerra de preço. Quem trabalha no nível estratégico entra em outro jogo.

Empreendedores que se posicionam publicamente não ganham apenas visibilidade. Ganham credibilidade transferível; e isso significa ciclos de venda mais curtos, negociações que partem de outro patamar e parcerias que chegam sem prospecção.

Nos Estados Unidos, consultoras como Brand Builders Group faturam construindo a reputação de executivos como se fossem ativos corporativos. Na Europa, o LinkedIn já é tratado como canal estratégico de geração de negócios por C-levels de empresas listadas em bolsa. Por aqui, ainda estamos descobrindo que isso existe.

Nos próximos anos, não serão todos os donos de empresa que se tornarão referência no seu setor. Serão poucos; e a lógica por trás disso é simples.

De acordo com o relatório da The Borden Group, tomadores de decisão gastam, em média, menos de uma hora por semana consumindo thought leadership.

  • Ou seja: quando uma pessoa (ou empresa) se torna referência pública em um assunto específico; não por autopromoção, mas por consistentemente compartilhar perspectivas relevantes, análises e pontos de vista que educam ou provocam o mercado.
  • Na prática: é o executivo que, quando fala sobre determinado tema, o mercado para para ouvir. Não porque ele pagou por isso, mas porque construiu autoridade real ao longo do tempo. Steve Jobs, Elon Musk, Luiza Trajano, Flávio Augusto são alguns nomes fáceis de trazer como exemplos.

Quem não ocupa o espaço de referência fica invisível. E 44% do valor de mercado de uma empresa já está, segundo a Weber Shandwick, diretamente atrelado à reputação de quem está no comando. Não é mais sobre quantidade. É sobre ser a voz que esse mercado passou a reconhecer.

A pergunta que fica não é se vale investir na sua marca pessoal. Isso já está dado confirmado.

A pergunta é: você está investindo em presença ou em posicionamento? E tem alguém do seu lado que sabe a diferença entre os dois?

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Editora-chefe do Economia PR. Fundadora da BASIS Comunicação. Community Manager. Acelerada Camila Renaux. Consultoria em Comunicação Estratégica. Prêmio Sangue Bom de Jornalismo (SINDIJOR PR 2014)

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