O setor de food service nunca faturou tanto: foram R$ 495 bilhões consolidados no último ano, segundo a Abrasel. Mas, por trás desse crescimento, existe um desafio que preocupa: cerca de 40% dos bares e restaurantes brasileiros ainda operam sem lucro.
A saída para esse cenário, apontam especialistas, pode estar na tecnologia. Segundo o relatório Radar Tech Foodservice Brasil 2025, da Galunion, 86% das empresas que investiram em tecnologia registraram resultados diretos em áreas como operação, atendimento e eficiência do negócio.
Sistemas capazes de apoiar a gestão, controlar custos, estoques, compras, fluxo de caixa e acompanhar mudanças fiscais tornaram-se decisivos para garantir sustentabilidade aos estabelecimentos.
ACOM apresenta nova geração de sua plataforma
Foi de olho nessa demanda que a ACOM Sistemas apresentou ao mercado o EVEREST 4.0, nova geração de sua plataforma de gestão, já referência entre negócios do food service.
Fundada há mais de duas décadas, a ACOM é especializada em tecnologia voltada à gestão de restaurantes e demais operações do setor de alimentação fora do lar.
Atualmente, mais de 300 grupos utilizam o EVEREST 3.0, carro-chefe da empresa, conectando mais de 2.500 CNPJs. As soluções da ACOM atendem desde operações independentes até grandes redes do setor, como Di Paolo, Grupo Piselli, Vinil Burger e Grupo Maní.
Segundo o CEO Carlos Drechmer, mais do que uma atualização tecnológica, o EVEREST 4.0 representa uma mudança na forma como os gestores interagem com as informações do negócio. A plataforma foi redesenhada para oferecer mais agilidade, usabilidade e estratégia na tomada de decisões, com a inteligência artificial permeando toda a experiência.
“O setor de food service vive uma nova fase. Hoje não basta apenas registrar operações. É preciso transformar dados em decisões rápidas, precisas e rentáveis. O EVEREST 4.0 foi desenvolvido justamente para responder a essa nova realidade”, afirma Drechmer.
A evolução do sistema é resultado de um trabalho iniciado em 2025, quando as primeiras funcionalidades passaram a operar em caráter piloto.
“O EVEREST 4.0 não é apenas uma nova interface. Promovemos uma transformação na lógica de gestão dos estabelecimentos, tornando o acesso às informações mais rápido, inteligente e alinhado às necessidades do negócio”, destaca o CEO.
Conciliador bancário e cadastro de produtos entre as novidades
Entre as principais novidades está o novo Conciliador Bancário, desenvolvido para automatizar uma das tarefas mais críticas da gestão financeira. A funcionalidade se conecta diretamente às contas bancárias, importa extratos online e realiza automaticamente a conciliação das movimentações financeiras, reduzindo erros operacionais e eliminando atividades manuais.
Outra novidade é o Cadastro de Produtos, reformulado para simplificar a gestão das informações utilizadas por compras, estoque e operação, com o objetivo de reduzir inconsistências cadastrais e facilitar a manutenção das bases de dados.
O EVEREST 4.0 também traz uma nova gestão de relatórios inteligentes, gerados de forma mais rápida e dinâmica. Na prática, gestores poderão interagir com a plataforma utilizando linguagem natural para solicitar relatórios, montar apresentações e gerar análises específicas.
“Todas as informações da plataforma podem ser acessadas de forma conversacional. A inteligência artificial está presente em toda a solução, compreendendo o contexto da operação e respondendo de forma intuitiva às necessidades dos gestores”, afirma Drechmer.
A nova versão também incorpora recursos voltados à adaptação das empresas à reforma tributária, entre eles mecanismos que já trazem configuração de cenários fiscais, reduzindo a necessidade de parametrizações manuais.
Liberação gradual ao longo de 2027
O EVEREST 4.0 será liberado de forma gradual ao longo de 2027. Neste processo, os clientes que já utilizam a versão 3.0 serão migrados para a nova plataforma de forma natural e sem impactos para as operações em andamento. A expectativa é de que, até o final de 2027, todos os clientes já estejam utilizando a nova versão do sistema.
“Nosso objetivo foi permitir que os gestores dediquem menos tempo à consolidação de informações e mais tempo à análise estratégica do negócio. Queremos que a tecnologia assuma as tarefas repetitivas e operacionais para que as equipes possam focar naquilo que realmente gera resultado: pessoas, estratégia e crescimento”, conclui o executivo.