A incorporadora AGL, que atua há 16 anos exclusivamente em Curitiba, anunciou uma nova linha de empreendimentos residenciais compactos batizada de Moní. O primeiro edifício está em construção no bairro Alto da Glória e a empresa prevê o lançamento de mais dois empreendimentos da rede entre 2026 e 2027.
Os projetos têm em comum a localização em áreas com alto índice de caminhabilidade, projetos arquitetônicos autorais e infraestrutura completa nas áreas comuns.
Demanda por apartamentos compactos motiva nova linha
Segundo o sócio e diretor-executivo da AGL, Luiz Antoniutti, a decisão considerou a alta demanda por apartamentos voltados a moradores sozinhos e famílias pequenas, além da consolidação de Curitiba como destino de investidores imobiliários.
“A cidade foi novamente eleita a capital com maior qualidade de vida do país e passa por um momento de crescente valorização imobiliária. Com os novos ‘jeitos de morar’, Curitiba teve um boom de lançamentos de estúdios e ultracompactos, mas ainda tem uma demanda ascendente de pessoas que buscam imóveis compactos para viver com conforto e conveniência, com comércio e serviços por perto”, avalia Antoniutti.
Localização é definida por índice de caminhabilidade
A incorporadora seleciona os terrenos dos empreendimentos em regiões com os maiores índices de “walk score” da cidade, métrica internacional que mede a facilidade de realizar tarefas do dia a dia sem depender de carro.
Segundo o gerente de Incorporação da AGL, Lucas Poletto, o cálculo considera a proximidade de serviços e comércio, a infraestrutura viária e o desenho urbano. A empresa também leva em conta iluminação pública e segurança na escolha dos endereços.
“Quando falamos da linha Moní, o principal pilar é a localização. Daí vem nosso lema, ‘essencial é estar perto’. Buscamos locais onde teremos tudo que o morador precisa por perto”, afirma Poletto.
Perfil de moradores solteiros cresce em Curitiba
De acordo com dados do IBGE, Curitiba registrou um aumento inédito de pessoas que moram sozinhas, superando a média nacional. Atualmente, ao menos 25% dos domicílios da capital são ocupados por apenas um morador.
Com essa mudança no padrão urbano, apartamentos compactos deixaram de ser opção majoritariamente de estudantes e visitantes do turismo de eventos e negócios da cidade. A ampliação do público interessado em estúdios e apartamentos de um quarto, como casais sem filhos, gerou demandas que não são atendidas por micro apartamentos, segundo a empresa.
“O mercado de ultracompactos está próximo da saturação em Curitiba. E os imóveis com metragens muito reduzidas não servem à moradia e sim estadia. Pensando nisso, definimos para a linha Moní a oferta de apartamentos apropriados para investidores interessados na rentabilidade das locações flexíveis, e também para quem quer morar bem. As plantas são pensadas para serem eficientes, trazendo um valor de venda atrativo, mas sem perder o conforto”, explica Poletto.
Primeiro edifício tem 85% das unidades vendidas
O primeiro empreendimento da marca, batizado de Moní Origin, tem plantas a partir de 27 m² e unidades a partir de R$ 400 mil. Segundo a AGL, 85% das unidades já foram vendidas, e a entrega está prevista para fevereiro de 2027.
Entre as áreas comuns do condomínio estão coworking, espaço pet, lavanderia compartilhada, bicicletário, academia, espaço gourmet com churrasqueira e sports bar no rooftop.
O projeto arquitetônico é assinado por Sabrina Slompo, da SASIS Arquitetura, e o paisagismo é da Urbideias. O empreendimento terá fachada ativa e espaço de circulação aberto inspirado no antigo boulevard da João Gualberto.
Trio de lançamentos soma R$ 225 milhões em VGV
O segundo edifício da linha será lançado pela AGL ainda em 2026, também no Alto da Glória, vizinho ao primeiro empreendimento. Ambos terão gestão profissional de locações flexíveis.
O trio de estreia da rede soma R$ 225 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) e inclui ainda um terceiro empreendimento previsto para uma região de grande fluxo de pessoas no bairro Portão.