Passagem aérea, pacote turístico e hospedagem ficaram mais baratos em agosto para quem está em Curitiba e Região Metropolitana. Os produtos e serviços que compõem a Cesta de Consumo do Turismo registraram deflação de 1,64% no mês, queda superior à média brasileira, de 0,98%.
O resultado veio após sucessivas altas nos preços da cesta regional ao longo do ano.
Como é calculado o indicador
O indicador é elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), a partir dos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE. Ele reúne produtos e serviços relacionados à atividade turística.
A redução de preços no turismo foi mais intensa do que a deflação geral registrada em Curitiba e Região Metropolitana, que apresentou um IPCA geral de -0,64%.
Passagem aérea puxa queda nos preços
A passagem aérea teve papel importante nesse alívio. Depois de subir 6,76% em julho, o preço das passagens caiu 15,34% em agosto em Curitiba e Região Metropolitana, a maior redução entre os itens pesquisados.
Pacotes turísticos ficaram 2,87% mais baratos e a hospedagem recuou 2,76%. Também apresentaram queda ônibus interestadual (-1,67%), estacionamento (-0,89%) e sorvete (-0,60%).
Na outra ponta, cinema, teatro e concertos tiveram alta de 0,90% no mês, seguidos por lanche (+0,38%), cerveja (+0,35%), refrigerante e água mineral (+0,26%) e refeição (+0,12%).
Inflação acumulada segue elevada
Apesar do recuo de agosto, os preços relacionados ao turismo ainda carregam as altas acumuladas nos meses anteriores. De janeiro a agosto, a Cesta do Turismo registra inflação de 1,85% em Curitiba e Região Metropolitana, ligeiramente acima da média nacional, de 1,79%.
Nos últimos 12 meses, a inflação do turismo chega a 6,62% na região, ante 6,41% no Brasil.
Análise do assessor econômico da Fecomércio PR
Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, a queda de agosto representa um alívio após a pressão recente sobre os preços do setor.
“A deflação registrada em agosto é positiva, especialmente porque alguns dos principais gastos associados às viagens, como passagens aéreas, hospedagem e pacotes turísticos, apresentaram redução. Ainda assim, a inflação acumulada da Cesta do Turismo permanece elevada, refletindo principalmente a pressão dos serviços ao longo dos últimos meses”, analisa Lucas Dezordi.