O Grupo LAMOSA no Brasil (Incepa Revestimentos) anunciou um investimento de R$ 150 milhões para atualização tecnológica da planta industrial de São Mateus do Sul, no Paraná. O projeto prevê novos equipamentos e readequações em toda a operação, com início previsto para fevereiro de 2027.
O anúncio foi feito na última sexta-feira, dia 18 de setembro, durante visita à unidade fabril, presente na cidade desde 1989. Participaram o governador em exercício do Paraná, Darci Piana, e sua comitiva, além da prefeita de São Mateus do Sul, Fernanda Sardanha, e outras autoridades do município. O convite foi feito por Sergio Wuaden, country manager do Grupo LAMOSA no Brasil.
O investimento contempla a instalação de novos maquinários e obras civis para realocação de áreas, incluindo estocagem.
“Será um trabalho robusto a ser empenhado dentro de um cronograma muito bem definido que manterá a nossa produção durante os 14 meses previstos para execução”, afirma Wuaden.
O projeto tem como objetivo assegurar a continuidade das operações em São Mateus do Sul no médio e longo prazo, com ganhos de produtividade, segurança operacional e qualidade dos produtos. Segundo a empresa, as mudanças também contribuem para a manutenção dos empregos na região.
“Temos plena ciência de nossa relevância para o município e o Estado do Paraná”, pontua Wuaden.
Mudanças de rota no mercado de exportações
Durante o evento, o country manager informou que a unidade de São Mateus do Sul corresponde a 32% da capacidade total instalada do Grupo LAMOSA no Brasil. O restante da operação está concentrado em duas fábricas localizadas em Campo Largo, também no Paraná.
Wuaden afirmou que o investimento também responde à necessidade de reposicionar a empresa diante da tarifação adicional aplicada pelos Estados Unidos aos revestimentos cerâmicos brasileiros, atualmente em 37,5%.
Segundo ele, antes da medida o mercado estadunidense era o principal destino das exportações da companhia, que se posicionava como a maior exportadora brasileira de revestimentos cerâmicos para aquele país.
“A elevação tarifária comprometeu nossa competitividade e as mudanças previstas serão cruciais para adaptar a operação ao novo cenário comercial e a preservação da capacidade produtiva”, afirma Wuaden.
Contrapartidas solicitadas ao governo do Paraná
O country manager informou que a aprovação do investimento pela LAMOSA, grupo mexicano à frente da operação brasileira desde 2021, está condicionada ao aceite, por parte do governo do Estado, dos pleitos apresentados no âmbito do Programa Paraná Competitivo, que segue em análise.
A empresa também solicita a implementação de condições de infraestrutura para acesso à planta industrial, entre elas a pavimentação da via de acesso à fábrica de São Mateus do Sul.
Segundo Wuaden, essas condições são consideradas premissas para a viabilidade econômica e operacional do investimento.
“Mais do que um incentivo ao investimento, esse apoio é absolutamente fundamental para a sustentabilidade da operação, especialmente diante dos severos impactos decorrentes da tarifação. Nossa experiência anterior dentro do Paraná Competitivo, que ocorreu em 2022, foi determinante para as implementações que promovemos em Campo Largo”, afirma o executivo.