O 5º ELI Summit será realizado de 24 a 26 de novembro de 2026, em Londrina, no norte do Paraná. O encontro nacional reunirá atores dos Ecossistemas Locais de Inovação (ELIs) para discutir como a articulação entre instituições pode gerar desenvolvimento nos territórios.
O evento é promovido pelo Sebrae Nacional e pelo Sebrae/PR, com o tema “Inovação que vira legado”. As atividades ocorrerão no Parque Governador Ney Braga.
Evento passa a ser itinerante
O encontro segue uma nova proposta: ser itinerante e conectar as cinco regiões do Brasil. As três primeiras edições foram realizadas em Pernambuco, a quarta no Rio Grande do Norte e a quinta chega ao PR.
A proposta é ampliar o debate para além de tecnologia e startups. Governança, conhecimento, ambientes de inovação, políticas públicas, capital e atuação conjunta entram na discussão sobre a transformação dos territórios.
A lógica dos ecossistemas é aproximar quem produz conhecimento, quem empreende, quem investe e quem formula políticas públicas. Assim, iniciativas e recursos deixam de atuar de forma isolada.
Pacto de inovação será construído durante o evento
Um dos principais objetivos desta edição é construir, durante o próprio evento, um pacto de inovação pelo Brasil. O documento reunirá aprendizados e contribuições dos participantes.
A intenção é que ele sirva de referência para o desenvolvimento de territórios e estados por meio da inovação. O texto partirá de experiências de diferentes realidades brasileiras e respeitará as características e vocações de cada região.
Números dos ecossistemas no Brasil e no PR
Atualmente, o Brasil conta com 260 ELIs, que envolvem cerca de 300 municípios. No PR, são 44 ELIs em 46 municípios, além de 14 Sistemas Regionais de Inovação, que alcançam 150 municípios.
“Cada vez mais, queremos aproximar e unir os atores que trabalham com inovação para somar esforços e pensar o empreendedorismo de ponta a ponta: desde quem deseja começar e transformar uma ideia em negócio até quem já pensa em internacionalização e expansão”, afirma o coordenador de Inovação Territorial do Sebrae Nacional, Marcus Vinicius Bezerra.
Programação tem seis vertentes temáticas
A programação será organizada em seis vertentes: Governança, Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIs), Ambientes de Inovação, Programas e Ações, Políticas Públicas e Capital. Os temas representam as frentes que precisam atuar de forma conectada para a inovação avançar nos territórios.
Estão previstos três palestrantes internacionais e 36 especialistas distribuídos pelas vertentes. Também haverá 24 apresentações de casos de sucesso de ELI, 18 especialistas em painéis e 24 oficinas práticas.
O evento terá ainda encontros de conexão, expositores institucionais e uma Vila de Soluções, voltada à apresentação de produtos e serviços para os ecossistemas. Haverá também um espaço dedicado a produtos do PR com Indicação Geográfica (IG).
“Londrina e o Paraná fazem parte da origem dessa construção e, agora, recebem ecossistemas de diferentes regiões do Brasil para discutir o futuro. O ELI Summit será uma oportunidade de trocar experiências, conhecer soluções e construir caminhos para que a inovação gere resultados que permaneçam nos territórios. É isso que queremos dizer quando falamos em inovação que vira legado”, afirma o coordenador de Inovação do Sebrae/PR, Alan Debus.
Visitas técnicas apresentam ecossistema de Londrina
Os participantes poderão conhecer como o ecossistema de inovação de Londrina está estruturado. Serão 24 visitas técnicas, em oito rotas por dia, que incluem governanças, ambientes de inovação e empresas.
As rotas envolvem empresas, universidades, centros de pesquisa e ambientes ligados a inteligência artificial, agronegócio, saúde, cidades inteligentes, construção civil, educação e economia criativa. As atividades levam parte da programação para fora do espaço do evento.
PR tem três vencedores no Prêmio Nacional de Inovação
Em 2026, três iniciativas paranaenses venceram o Prêmio Nacional de Inovação (PNI). Os Sistemas Regionais de Inovação do Norte Pioneiro e do Sudoeste do Paraná foram reconhecidos na categoria Ecossistema. A empresa Nilo & By Lysis venceu entre os pequenos negócios.
O estado teve seis finalistas nacionais. Além dos vencedores, chegaram à etapa final o Estação 43, de Londrina, na categoria de ecossistemas de grande porte, e as empresas TecnoSpeed e Protium Dynamics, de Maringá.
“Com a atuação dos ecossistemas locais, o Sebrae/PR é um exemplo para o Brasil. É o estado com o maior número de ecossistemas, conquistou o maior número de prêmios no PNI e é um importante parceiro na articulação de estratégias nacionais e de metodologias que podem ser replicadas nas cinco regiões do Brasil”, afirma Bezerra.
Londrina está na origem da metodologia ELI
A escolha de Londrina tem relação com a trajetória dos ELIs. A experiência da cidade esteve na origem da metodologia no PR, que depois ganhou escala em outras regiões do estado e do País.
Nesse processo, a articulação entre setores ajudou a ampliar a estrutura local de apoio à inovação. Também organizou uma atuação conjunta em torno das vocações e dos desafios do território.
O presidente do Conselho de Administração do Instituto Estação 43, Lúcio Kamiji, considera que sediar esta edição reconhece o papel de Londrina na construção da metodologia, da qual vê a cidade como o berço.
“Graças a este trabalho de criar uma rede articulada e integrada, Londrina tem um ecossistema robusto, em que os diferentes integrantes falam a mesma língua. O ecossistema local reúne 12 governanças, que representam 13 setores e trabalham por um bem comum, com apoio dos setores público e privado e das instituições de ensino. A gente vê isso traduzido em conquistas e em números. Em 2017, partimos de dois ambientes de inovação e hoje temos 36 ativos. Londrina respira inovação. Está no DNA da cidade”, afirma Kamiji.