Economia PR - Hemerson Ravaneda: Londrina e o novo ciclo da inovação no PR

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Hemerson Ravaneda: Londrina e o novo ciclo da inovação no PR

Câmbio de Ideias Hemerson Ravaneda Londrina Economia PR
Foto: divulgação

Londrina foi apontada em julho pelo LinkedIn como uma das 10 cidades brasileiras em alta para contratação e atração de profissionais de tecnologia. Para Hemerson Ravaneda, empreendedor e embaixador do Estação 43 Hub de Inovação, o resultado é fruto de quase 20 anos de construção — e não de acaso.

Hemerson foi o convidado de estreia do Câmbio de Ideias, novo podcast do Economia PR em conversa com Letícia Lichacovski.

Ele contou como o ecossistema da cidade nasceu ainda em 2006, com os arranjos produtivos locais de tecnologia da informação, e hoje reúne 14 governanças setoriais e 48 ambientes de inovação ativos, entre hubs, coworkings, fab labs e parques tecnológicos.

Na conversa, ele também compara a realidade de Londrina com a de Curitiba na hora de atrair investimento, explica por que cada vez mais profissionais formados na UEL estão optando por ficar na cidade, e dá um spoiler: o Estação 43 está desenvolvendo um marketplace de startups para conectar empreendedores a investidores.

“O ecossistema são pessoas. Não são instituições, não são empresas. Inovação é gente.”

Quer ouvir a conversa completa? Dê o play no episódio abaixo.

O que você vai encontrar neste episódio do Câmbio de Ideias?

  • Como começou o ecossistema de inovação de Londrina
  • Por que 2006 é um marco para a trajetória de inovação da cidade
  • Como as governanças setoriais ajudam a estruturar o ecossistema
  • Por que Londrina se tornou um polo de atração de profissionais de tecnologia
  • O papel das instituições de ensino na formação de talentos
  • Por que profissionais formados em Londrina estão mais propensos a permanecer na cidade
  • As diferenças entre Londrina e Curitiba no acesso a investimentos
  • Quantos ambientes de inovação existem atualmente em Londrina
  • Por que pessoas são mais importantes que instituições na construção de um ecossistema
  • Como funciona o projeto de marketplace de startups do Estação 43
  • Por que inovação precisa gerar valor e negócios
  • Em que estágio de maturidade está o ecossistema de inovação de Londrina
  • Quais setores econômicos apresentam oportunidades para inovação na região

Perguntas e respostas sobre o ecossistema de inovação de Londrina

Quando começou o ecossistema de inovação de Londrina?

A estruturação do ecossistema remonta a 2006, quando foram criados os primeiros arranjos produtivos locais ligados à tecnologia da informação. Segundo Hemerson Ravaneda, Londrina começou a desenvolver seu ambiente de inovação antes mesmo de o termo “inovação” ganhar a dimensão que tem atualmente. A partir da tecnologia da informação, outras governanças setoriais foram sendo incorporadas ao ecossistema.

Como as governanças setoriais contribuem para o ecossistema de Londrina?

As governanças aproximam diferentes atores dos setores econômicos e ajudam a criar conexões entre empresas, instituições, academia, poder público e empreendedores. Londrina conta atualmente com 14 governanças setoriais, algumas transversais e outras diretamente relacionadas a setores econômicos. Para Hemerson, essa articulação é parte fundamental da construção do ecossistema.

Por que Londrina entrou no radar para profissionais de tecnologia?

A cidade desenvolveu ao longo dos anos uma estrutura de formação e geração de oportunidades na área de tecnologia. Hemerson destaca que Londrina possui 14 instituições de ensino superior e mais de 55 cursos relacionados às áreas de engenharia. Ao mesmo tempo, empresas de tecnologia passaram a escolher a cidade para instalar suas sedes, aumentando a demanda por profissionais especializados.

Londrina consegue reter profissionais formados na cidade?

O episódio aponta uma mudança em relação ao comportamento observado durante anos, quando profissionais formados em Londrina frequentemente deixavam a cidade em busca de oportunidades em outros mercados. A expansão do trabalho remoto também contribuiu para essa mudança. Profissionais passaram a trabalhar para empresas de outras localidades sem necessariamente precisar deixar Londrina. Segundo Hemerson, características como qualidade de vida e custo de vida em comparação com grandes capitais também contribuem para a permanência desses profissionais.

Londrina tem dificuldade para atrair investimentos em comparação com Curitiba?

Sim. Hemerson reconhece que Londrina enfrenta maior dificuldade de acesso a aportes quando comparada a Curitiba. Uma das explicações apresentadas está na concentração de grandes empresas e indústrias na Região Metropolitana de Curitiba, que cria um ambiente mais favorável para investimentos em inovação aberta. Empresas de grande porte que investem em inovação também ajudam a estimular novos negócios e oportunidades no ecossistema.

Quantos ambientes de inovação existem em Londrina?

Segundo o cadastro do Separtec citado por Hemerson no episódio, Londrina possui 48 ambientes de inovação ativos. A relação inclui hubs, coworkings, fab labs e parques tecnológicos, entre outros espaços.

O que torna o ecossistema de Londrina forte?

Para Hemerson, o principal diferencial está nas pessoas e na capacidade de conexão entre elas. O ecossistema não é formado apenas por instituições ou empresas. Ele é composto pelas pessoas que atuam nas empresas, instituições, poder público e academia. O convidado também cita mais de 400 pessoas trabalhando voluntariamente em diferentes setores do ecossistema de inovação de Londrina.

Em que estágio está o ecossistema de inovação de Londrina?

Na avaliação de Hemerson, Londrina vive atualmente uma fase de consolidação do ecossistema. Depois de períodos dedicados à disseminação do conceito de inovação, à criação de estruturas e à institucionalização das iniciativas, o desafio passa a ser gerar resultados concretos. Isso significa conectar empresas e empreendedores a problemas reais dos setores econômicos e desenvolver soluções que possam chegar ao mercado.

Por que inovação precisa gerar valor?

Para Hemerson, inovação não pode se limitar a eventos, conceitos ou à adoção de tecnologias apenas porque são novas. A inovação precisa resolver problemas, gerar negócios ou produzir algum tipo de valor para alguém. Por isso, o ecossistema de Londrina estaria avançando para uma etapa em que os problemas dos setores econômicos passam a orientar a busca por soluções.

Como o ecossistema de Londrina pode evoluir nos próximos anos?

A próxima etapa, segundo Hemerson, está relacionada à capacidade de transformar a estrutura já construída em soluções para problemas concretos da economia. Em vez de desenvolver soluções primeiro e procurar posteriormente um problema para elas, o movimento discutido no episódio propõe aproximar empreendedores dos desafios reais de empresas e setores econômicos. O exemplo citado é uma iniciativa do Hospital do Câncer para buscar soluções para problemas concretos da área da saúde.

Quais setores têm força no ecossistema de Londrina?

A conversa aponta tecnologia da informação, serviços, comunicação e saúde como setores mapeados desde a formação do ecossistema. Hemerson também destaca uma transformação de Londrina em polo logístico, com a chegada de grandes empresas, operadores logísticos e centros de distribuição.

Ou assista ao episódio completo em:

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Câmbio de Ideias, do Economia PR, é um espaço de conversas sobre negócios, inovação, tecnologia, liderança e as transformações que movimentam o Paraná. Em cada episódio, o Economia PR recebe empreendedores, executivos, especialistas e lideranças para trocar ideias sobre os desafios do presente, as oportunidades do futuro e os caminhos para transformar conhecimento em impacto. Mais do que entrevistas, o Câmbio de Ideias busca conectar diferentes perspectivas e colocar em pauta as pessoas, estratégias e movimentos que estão ajudando a construir uma nova economia no Paraná.

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