A RDias ICF – Sistemas Construtivos inaugurou em Curitiba um Centro de Experiências de 600 m² dedicado ao sistema ICF (Insulated Concrete Forms). O espaço fica no Jockey Plaza Shopping e recebeu investimento de R$ 1,2 milhão. A tecnologia usa formas de EPS, popularmente conhecido como isopor, preenchidas com armadura de aço e concreto.
O local reúne uma casa-modelo e soluções voltadas a consumidores, construtoras, incorporadoras e profissionais da construção civil. A proposta é transformar o endereço em um hub de negócios do setor.
Cursos, eventos e novos serviços
Além da exposição das soluções construtivas, a empresa pretende promover cursos de capacitação de mão de obra. Também estão previstos eventos para profissionais da construção civil e da arquitetura.
Para os próximos meses, a empresa prevê coworking, podcast sobre construção civil e parcerias com empresas de pisos, acabamentos e tecnologias sustentáveis.
“Queremos que as pessoas possam conhecer o sistema, entender como funciona e enxergar suas possibilidades antes de decidir pela construção. Ao mesmo tempo, queremos aproximar profissionais e empresas e contribuir para a capacitação da mão de obra”, afirma Roberto Dias, fundador da RDias.
Como funciona o sistema ICF
No ICF, as formas modulares de EPS recebem armadura e concreto, formando uma estrutura monolítica associada ao isolamento. A tecnologia reúne forma, armadura, concreto e isolamento em uma única solução.
Dependendo das características do projeto, do planejamento e da execução, o sistema pode proporcionar até 50% mais velocidade. A necessidade de mão de obra pode cair até 50% em determinadas etapas.
Segundo a RDias ICF, uma equipe de quatro pessoas pode executar a obra cinza de uma casa de 150 m² em cerca de 60 dias úteis.
Controle de custos e materiais
A geometria das formas permite trabalhar com quantitativos mais precisos de concreto e aço. Isso aumenta o controle sobre insumos e orçamento. O sistema também reduz determinadas etapas tradicionais, o uso de madeira e a geração de resíduos no canteiro.
“O custo pode ser semelhante ao de uma construção convencional de mesmo padrão, mas conseguimos ter muito mais precisão na obra cinza. Sabemos quanto será necessário de formas, concreto e aço, o que reduz perdas e surpresas durante a execução”, explica Roberto Dias.
Os materiais são de fabricação própria, desenvolvidos pela empresa e produzidos em parceria com fabricantes locais. Segundo Dias, a estratégia permitiu reduzir em até 50% o custo de alguns insumos. O valor chegou a ser semelhante ao de uma construção convencional.
Trajetória de 26 anos com EPS
Roberto Dias trabalha com EPS há 26 anos. A RDias nasceu há 20 anos, fornecendo recortes, enchimentos para pisos, sancas e outros materiais em EPS para a construção civil.
Um novo caminho surgiu após uma viagem da esposa de Dias à Alemanha, onde ela conheceu edificações com tecnologia semelhante. Em 2013, ele desenvolveu seis modelos de formas. Construiu o primeiro sobrado no sistema, com mais de 200 m², em São Francisco do Sul (SC).
Anos depois, Dias decidiu retomar o projeto e transformar a experiência com EPS em uma nova frente de negócios. Em 2024, durante um curso em São Paulo, conheceu Emerson Batiuk, que soma 36 anos de atuação na construção civil e se tornou sócio da empresa.
“Temos experiências muito complementares. O Roberto traz um conhecimento de décadas sobre o EPS e eu venho de uma longa trajetória na construção. O Centro nasce dessa união entre conhecimento do material, experiência de obra e novas tecnologias”, afirma Batiuk.
Planos de expansão
Os planos incluem ampliar a atuação no interior do Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Futuramente, a empresa pretende levar o modelo do Centro de Experiências para outras cidades.
“Esse é o primeiro centro, mas queremos criar um ecossistema em torno de uma construção mais eficiente, reunindo tecnologia, capacitação e parceiros em um mesmo lugar. A ideia é que, no futuro, esse modelo possa chegar a outros mercados”, completa Dias.