Economia PR - Etiqueta mal feita pode custar US$ 125 mil por hora

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Etiqueta mal feita pode custar US$ 125 mil por hora

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Foto: DC Studio/magnific

Paradas não planejadas custam em média US$ 125 mil por hora às indústrias, segundo levantamento da ABB intitulado “Value of Reliability” (Valor da Confiabilidade). O estudo mostra que mais de dois terços das empresas sofrem interrupções não programadas pelo menos uma vez por mês, e que 21% delas ainda dependem exclusivamente de manutenção reativa.

Nesse cenário, a identificação correta de equipamentos, circuitos e componentes é apontada como um dos fatores que influenciam a rastreabilidade e a continuidade operacional na indústria. Quando informações sobre ativos estão facilmente acessíveis, equipes de manutenção têm mais agilidade para agir, o que pode reduzir erros e o tempo de parada da produção.

Por que a identificação de ativos ganhou relevância

Segundo especialistas do setor, a identificação e a rastreabilidade de ativos têm papel na eficiência das operações industriais, ao facilitar diagnósticos e intervenções de manutenção.

“A identificação industrial ganhou relevância nos últimos anos porque está diretamente ligada à segurança, à manutenção e à produtividade das operações. Quando uma empresa consegue localizar rapidamente informações sobre um equipamento, um circuito ou um ativo, ela reduz o tempo de intervenção, evita erros e aumenta a eficiência dos processos”, afirma Marco Stoppa, diretor da Reymaster Materiais Elétricos, distribuidora autorizada da Brother.

Etiquetas mais resistentes e sistemas digitais de gestão

Segundo Stoppa, os sistemas de identificação têm evoluído para atender às demandas da indústria. As etiquetas, produzidas com estrutura multicamadas, foram desenvolvidas para suportar condições severas de operação, com resistência à abrasão, umidade, óleo, produtos químicos e desgaste mecânico, de forma a manter as informações legíveis ao longo do ciclo de vida da instalação.

“A durabilidade das identificações é um fator cada vez mais valorizado por empresas que buscam reduzir retrabalho e preservar a integridade das informações técnicas. Não basta identificar um equipamento no momento da instalação, as informações precisam continuar disponíveis e legíveis anos depois. A confiabilidade da identificação é parte importante da gestão dos ativos industriais”, afirma Stoppa.

O acesso às informações também passou a contar com apoio digital. Sistemas de identificação podem ser gerenciados por softwares compatíveis com notebooks, tablets e smartphones, o que reduz etapas de configuração e facilita o uso em campo. Também é possível imprimir etiquetas com QR Codes, tecnologia usada para conectar ativos físicos a informações digitais.

“Por meio do escaneamento das etiquetas, equipes de manutenção e operação podem acessar manuais técnicos, históricos de manutenção, procedimentos operacionais, certificados e demais documentos associados ao equipamento”, diz Stoppa.

Normas de segurança exigem identificação de circuitos e equipamentos

Para Stoppa, a identificação industrial também ganhou relevância em função de exigências de segurança e conformidade.

A NR10, que trata da segurança em instalações e serviços com eletricidade, e a NR12, voltada à segurança no trabalho em máquinas e equipamentos, exigem que circuitos, componentes, dispositivos de proteção e equipamentos estejam devidamente identificados, de forma que trabalhadores possam reconhecer os ativos, compreender riscos e realizar intervenções com segurança.

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