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Go Coffee, nascida em Curitiba, aposta em collabs e lojas to stay

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Foto: Divulgação

A Go Coffee ampliou o modelo coffee to go com franquias, collabs e novos formatos de loja. A rede foi fundada em Curitiba, em 2017. Segundo a empresa, a marca está presente em todos os estados brasileiros.

A proposta inicial combinava café especial, conveniência e identidade visual. Na época, o modelo coffee to go ainda ganhava espaço no mercado brasileiro. Com o tempo, a rede ampliou a proposta e os pontos de contato com o público.

Café além do balcão

O café passou a integrar uma estratégia que envolve alimentação, arquitetura, produtos para consumo doméstico, campanhas, collabs e lançamentos ligados à cultura e ao entretenimento. A empresa diz ter formado uma comunidade de consumidores que se identifica com a marca. Segundo a rede, esse movimento permitiu crescer sem depender só do produto original.

“O café sempre foi e continua sendo o centro da Go Coffee, mas entendemos cedo que uma marca não se constrói apenas pelo que vende. Ela se constrói pela relação que consegue criar com as pessoas. Por isso, nosso crescimento foi acompanhado por uma busca constante por novos produtos, formatos e experiências que mantivessem a Go Coffee presente em diferentes momentos da vida do consumidor”, afirma André Henning, cofundador da Go Coffee.

Collabs aproximam café de entretenimento e cultura

Nos últimos dois anos, a Go Coffee criou produtos exclusivos associados a Barbie, Marvel, Smurfs e Wicked: Parte 2. Houve ainda uma parceria com a Fini. As ações usam lançamentos temporários e experiências temáticas.

Para Henning, a estratégia vai além de estampar personagens ou marcas em embalagens. O objetivo é transformar a parceria em uma nova ocasião de consumo.

“Os licenciamentos fazem parte de uma estratégia que une inovação, relevância cultural e experiência. Cada collab nasce para ampliar o valor da experiência de consumo. Não se trata apenas de lançar uma bebida diferente, mas de criar um contexto completo que surpreende o cliente, gera engajamento e fortalece a percepção da Go Coffee como uma marca conectada ao seu tempo”, destaca André Henning.

A estratégia também permite dialogar com públicos que chegam à marca por interesses além do café. Segundo a empresa, as ações criam novos pontos de identificação e ampliam a interação com quem acompanha os lançamentos.

“Uma collab pode ser a primeira porta de entrada de alguém para a Go Coffee. O consumidor chega porque se identifica com aquele filme, personagem ou marca e, a partir daí, conhece nosso produto e nossa experiência. Existe uma troca muito interessante nesse processo: levamos o café para outros universos e, ao mesmo tempo, trazemos novos públicos para dentro da cafeteria”, explica André Henning.

Do “to go” ao “to stay”

Embora tenha ganhado espaço com o coffee to go, a rede ampliou a permanência nas lojas. Os ambientes agora atendem também encontros, trabalho, estudo e refeições. Em 2026, a rede passou a reforçar o conceito to stay.

A iniciativa inclui o Breakfast Club, chamado de “Café da Manhã Sem Hora Marcada”. O cardápio incorporou opções de brunch para diferentes momentos do dia. Ele acompanha mudanças na arquitetura das unidades.

Os formatos vão de quiosques a lojas de até 200 metros quadrados. Podem incluir lounges, áreas infantis e salas de reunião. A unidade-conceito da empresa tem áreas de permanência e ambientação contemporânea, com a identidade visual e a praticidade operacional mantidas.

“Nós nascemos com uma proposta muito forte de conveniência, mas o comportamento do consumidor evoluiu. Hoje, a mesma pessoa pode querer pegar um café e seguir o caminho em cinco minutos ou permanecer na loja para conversar, trabalhar e fazer uma refeição. Não precisamos escolher entre o ‘to go’ e o ‘to stay’. O desafio é criar formatos capazes de atender a essas diferentes ocasiões”, afirma André Henning.

Linha Home leva o café para casa

Em 2026, a Go Coffee reforçou a Linha Home. Ela reúne cafés especiais, produtos para preparo, acessórios e kits para consumo doméstico.

Entre os itens estão cafés com diferentes perfis sensoriais, Drip Coffee em sachês individuais, chocolate quente, frappé cappuccino e xícaras da marca. A ideia é manter a relação com a marca quando o consumidor prepara a bebida em casa.

“A cafeteria é um ponto de contato muito importante, mas não é o único lugar em que o café faz parte da vida das pessoas. Ele está no começo da manhã, no trabalho, na pausa da tarde e nos encontros dentro de casa. Quando ampliamos nosso portfólio para esses momentos, também ampliamos a relação do consumidor com a marca”, explica André Henning.

Cardápio acompanha momentos do dia

O portfólio da rede reúne opções doces e salgadas. Há sanduíches, waffles, pães de queijo, croissants, cookies, muffins e brownies. Os itens podem variar conforme o formato e a localização das unidades.

Em junho, a marca ampliou o cardápio com uma linha de bolos inspirada em receitas da cultura alimentar brasileira. Os sabores são cenoura com calda de chocolate, fubá com goiabada, laranja e banana bread. A proposta é aproximar o consumo de café de referências de conforto e memória afetiva.

“O consumidor não vive o café de uma única maneira. Existem ocasiões de consumo muito diferentes e o cardápio precisa acompanhar essa diversidade. Inovar não significa abandonar aquilo que é familiar. Às vezes, a inovação está justamente em pegar uma referência que todo brasileiro conhece e apresentá-la dentro de uma experiência contemporânea de cafeteria”, avalia André Henning.

Campanha usa o vira-lata caramelo

A campanha “Caramelo Sempre Acompanha” conecta a linha de caramelo da Go Coffee ao vira-lata caramelo, figura da cultura popular brasileira. Segundo a empresa, essa linha é a mais vendida da rede e representa mais de 9% do faturamento.

A campanha também apresentou o Cookie de Caramelo Salgado. O produto havia registrado boa aceitação em testes anteriores da marca.

“Quando pensamos no conceito da campanha, percebemos que existia uma conexão natural entre aquilo que oferecemos e algo que faz parte do imaginário brasileiro. O caramelo já tinha relevância comercial para a rede, mas queríamos transformar esse dado em uma história com significado. É essa combinação entre produto, comportamento e cultura que torna uma campanha capaz de gerar identificação”, explica André Henning.

Desenvolvimento de produtos fica na própria estrutura

A Go Coffee mantém parte do desenvolvimento de produtos e processos na própria estrutura. A área de produtos é liderada pelo cofundador Elói Ferreira. Os lançamentos passam por etapas de desenvolvimento e testes antes de chegar à rede.

O cookie da marca ficou cerca de oito meses em desenvolvimento. Ele precisou atingir parâmetros de sabor, textura, conservação e viabilidade logística. A cadeia de pesquisa, desenvolvimento, produção e controle de qualidade é centralizada em Curitiba e na Região Metropolitana.

Segundo Henning, a capacidade de inovar precisa andar junto com a consistência. Isso vale especialmente para uma operação de franquias com presença nacional.

“Quanto mais uma marca cresce, maior é o desafio de continuar reconhecível. Uma collab pode durar alguns meses, um produto pode ser lançado e uma loja pode ter um formato diferente, mas todos esses pontos precisam carregar a mesma identidade. Nosso desafio é continuar criando novidade sem perder aquilo que fez o consumidor reconhecer a Go Coffee desde o início”, afirma André Henning.

Próximo ciclo mira presença na rotina

Ao completar oito anos em 2026, a rede chega a uma nova fase, segundo a empresa. Expansão territorial, inovação e construção de marca caminham juntas. Para Henning, o próximo ciclo está menos ligado a aumentar o número de pontos de venda e mais a ampliar a presença da marca na rotina das pessoas.

“Crescer não é apenas estar em mais endereços. É conseguir ser relevante em mais momentos. Queremos que o consumidor encontre a Go Coffee quando precisa de praticidade, quando quer permanecer em uma cafeteria, quando experimenta uma collab ou até quando prepara o café em casa. É essa presença em diferentes ocasiões, mantendo uma identidade única e uma relação próxima com a nossa comunidade, que queremos continuar construindo”, conclui André Henning.

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