Economia PR - Por que comunidades fortes ajudam a construir negócios e cidades mais inovadoras?

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Por que comunidades fortes ajudam a construir negócios e cidades mais inovadoras?

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Foto: Divulgação

Existe uma frase que repito há algum tempo quando converso com empreendedores: ninguém constrói inovação sozinho, nem as startups. 

Ignição! Salvem-se, inovadores de plantão! 

Voltamos, depois de um tempo que precisei para me organizar na minha nova função aqui pelas bandas da Prefeitura. Para quem não sabe, agora estou trabalhando com o desenvolvimento humano, cuidando das políticas sobre drogas. 

Sempre tive as pessoas ao centro do propósito da inovação. Então, lidar diretamente com elas é uma grande responsabilidade. Empresas quebram, negócios acabam, mas o empreendedor sempre pode começar uma nova jornada. Já as pessoas podem não ter uma segunda chance… Vida é só uma!

Mas, enquanto há vida, tem como recomeçar. Continuo contando com essa grande comunidade da inovação para fazer a vida das pessoas mais longas e melhores!

Mas, voltando ao tema da coluna. Pois é isso que querem ler, não é mesmo?!

A trajetória é sua, mas a jornada é mais legal em conjunto!

Você pode ter uma ótima ideia. Pode ter tecnologia. Pode encontrar um problema relevante para resolver. Pode reunir um time competente e até conseguir os primeiros clientes.

Mas, em algum momento da jornada, vai precisar de uma conexão.

Talvez seja com alguém que já enfrentou o mesmo problema. Com um empresário que pode se tornar cliente. Com um investidor. Com um advogado que entenda a lógica de uma startup.

Com uma universidade, um hub, uma aceleradora, um potencial parceiro ou simplesmente com outro fundador disposto a dividir aquilo que aprendeu errando.

É exatamente nesse espaço entre ter um negócio e construir uma empresa capaz de crescer que as comunidades ou associações de startups passam a desempenhar um papel fundamental.

E Curitiba deu um passo importante nessa direção com a CWB Startups. Tive a honra de ser o semeador da ideia com uma rapaziada das startups mais arrojadas do VP em 2024. De lá pra cá, a coisa toda tomou forma e ganhou muita força!

Mais do que uma agenda de eventos ou um grupo de relacionamento entre empreendedores, a CWB Startups nasceu como uma associação civil sem fins lucrativos, autônoma e integrada de maneira colaborativa ao ecossistema de inovação do Vale do Pinhão. Sua missão estatutária é bastante objetiva, como a inovação também exige:

“Apoiar startups, conectando empreendedores, investidores, mentores e parceiros estratégicos por meio de eventos, capacitações e redes de colaboração.”

Isso importa muito mais do que pode parecer: apoio, conexão, capacitação e rede!

Comunidade não é apenas networking

Existe uma certa banalização da palavra networking hoje em dia e tem gente vendendo como se produto fosse. Participar de eventos, trocar cartões, adicionar alguém no LinkedIn ou entrar em mais um grupo de WhatsApp não significa necessariamente pertencer a uma comunidade.

Comunidade pressupõe algo diferente. Pressupõe reciprocidade. Exige uma organização e uma regularidade. É um ambiente no qual as pessoas não estão apenas procurando aquilo que podem retirar da rede, mas também aquilo que podem entregar para que essa rede se torne mais forte.

Quando isso funciona, cria-se um ativo extremamente relevante para qualquer ecossistema empreendedor: capital social. E capital social também produz valor econômico.

Dê uma olhada no storytelling:

Uma jornada conjunta cansa menos e leva mais longe e mais gente! Ilustração gerada por Inteligência Artificial (IA) sob direção criativa de Marlon Cardoso.

Perceba que, em todos esses exemplos, alguma coisa extremamente valiosa aconteceu: o custo da conexão diminuiu. Isso é economia pura, ao passo que gera valor!

Ecossistemas funcionam quando as conexões funcionam

Durante anos trabalhando diretamente com ambientes promotores de inovação e com a construção do ecossistema do Vale do Pinhão, aprendi uma coisa bastante simples: não basta uma cidade possuir startups, universidades, empresas, investidores, governo, aceleradoras, hubs e instituições de apoio.

Se esses atores não conversarem entre si, temos apenas organizações dividindo o mesmo território, sombreando-se e deixando de aproveitar tudo que um ecossistema de inovação realmente oferece.

Um ecossistema surge quando começam a existir fluxos permanentes entre essas organizações. E são vários os fluxos: de conhecimento; de talentos; de investimentos; de oportunidades; de tecnologia; de negócios; e, principalmente, de confiança.

Por isso, comunidades empreendedoras cumprem uma função tão estratégica. Elas reduzem a distância entre pessoas que deveriam estar conversando.

Costumo dizer que uma das funções de uma boa governança de inovação é provocar aquilo que talvez demorasse anos para acontecer espontaneamente. Colocar a pessoa certa diante do problema certo, no momento certo. Uma comunidade madura faz exatamente isso.

Para o founder, existe algo ainda mais importante

Empreender pode ser uma atividade surpreendentemente solitária. E quem nunca fundou uma empresa talvez tenha dificuldade de compreender isso. 

Colaborador não quer dizer companhia, no sentido de amizade. 

No final do dia, quem paga as contas sempre se sente mais só do que parece estar.

Existem decisões que somente quem está sentado na cadeira do fundador conhece. 

As perguntas saltam como pipocas em panela com óleo quente numa panela sem tampa… 

Ilustração gerada por Inteligência Artificial (IA) sob direção criativa de Marlon Cardoso.


São decisões empresariais, jurídicas, financeiras e, frequentemente, emocionais.

Ter ao lado pessoas que já percorreram parte desse caminho encurta curvas de aprendizado. Não elimina erros, até porque startups continuarão errando porque inovação envolve incerteza, mas pode evitar alguns dos erros mais caros. E isso faz muita diferença!

Conhecimento compartilhado também é vantagem competitiva

Existe um fenômeno muito comum nos ambientes de inovação: uma experiência adquirida individualmente pode rapidamente se transformar em aprendizado coletivo.

Ilustração gerada por Inteligência Artificial (IA) sob direção criativa de Marlon Cardoso

É uma das razões pelas quais grandes ecossistemas empreendedores produzem repetidamente novos negócios. É a tal da trajetória virtuosa, onde há o compartilhamento, numa espécie de jornada conjunta:

Ilustração gerada por Inteligência Artificial (IA) sob direção criativa de Marlon Cardoso.

É esse movimento que torna um ecossistema progressivamente mais sofisticado. E é aí que uma comunidade ajuda, justamente para conectar e acelerar essa circulação.

Na CWB Startups, por exemplo, já existem iniciativas voltadas a encontros entre empreendedores, conexão com investidores, divulgação de oportunidades, benefícios por meio de parcerias, programas voltados às fundadoras e atividades como Sprint Talks Confratech e Perrengue Day. 

A CWB é mais do que uma comunidade, se tornou uma associação de fundadores de negócios inovadores. A turma já entendeu que no final o que importa é pessoa por trás do CNPJ!

São cerca de 100 startups associadas e dezenas de eventos realizados e participações e apoio em diversos eventos promovidos pelo ecossistema.

O número é relevante de associados a uma comunidade ou associação pode parecer importante. Mas, existe algo mais importante que o número. É a densidade das relações criadas entre essas pessoas. E isso não é uma mensalidade que dimensiona. No final, o benefício é muito maior!

Quando startups crescem, a cidade também ganha

Aqui está outro ponto que considero fundamental. Comunidade de startups não interessa apenas aos founders. Interessa à economia da cidade.

 Ilustração gerada por Inteligência Artificial (IA) sob direção criativa de Marlon Cardoso

Startups são capazes de criar produtos, gerar empregos qualificados, contratar fornecedores, desenvolver propriedade intelectual, atrair investimento e introduzir tecnologias em setores tradicionais. Quando algumas delas escalam, o efeito econômico se multiplica, numa espiral ascendente.

Esse fenômeno ajuda a explicar por que determinados territórios conseguem criar sucessivas gerações de empresas inovadoras, tal qual a cidade de Curitiba, que vem sendo reconhecida sucessivamente na última década no ambiente mundial de cidades e comunidades tecnológicas, inteligentes e inovadoras.

Não existe ecossistema relevante construído exclusivamente por decreto. Política pública ajuda. Universidade ajuda. Capital ajuda. Infraestrutura ajuda. Mas empreendedores precisam encontrar empreendedores. Precisam criar sua própria rede.

Nesse sentido, organizações lideradas pela própria comunidade empreendedora são um sinal de maturidade do ecossistema. A CWB Startups é um fruto direto da mesma “araucária” que gerou o Vale do Pinhão. Quanto mais se desenvolver, mais o legado do ecossistema entregará.

Vale do Pinhão: governo não precisa fazer tudo

Esse tema também dialoga diretamente com algo que defendo há muito tempo na governança de ecossistemas. 

O poder público pode — e deve — atuar como articulador, indutor e comprador de inovação. Pode criar legislação favorável. Pode estimular ambientes de inovação. Pode aproximar universidades e empresas. Pode fomentar programas. Pode desenvolver infraestrutura.

Pode utilizar instrumentos previstos no Marco Legal das Startups e nas legislações de inovação. Mas existe um momento em que o próprio ecossistema precisa assumir protagonismo. Aliás, esse é um dos melhores indicadores de maturidade.

Quando empresários, startups, universidades, investidores, entidades e comunidades passam a criar suas próprias conexões, iniciativas e mecanismos de governança, o ecossistema deixa de depender exclusivamente da agenda pública.

Foi exatamente essa filosofia que sempre esteve por trás do Vale do Pinhão: governança compartilhada. O Vale não é um prédio. Não é uma secretaria. Não é um evento. Não é uma organização isolada.

É a conexão entre os diferentes atores que constroem inovação em Curitiba. A CWB Startups passa a integrar justamente essa engrenagem.

Existe também uma função de representação

Outra dimensão frequentemente esquecida é a capacidade de representação coletiva.

Uma startup isolada possui pouca capacidade institucional. Dezenas de startups organizadas conseguem identificar problemas comuns e participar de discussões importantes, que tem a ver com tributação, regulação, contratação pública de inovação, capital, formação de talentos, narco regulatório, internacionalização, ambiente de negócios, incentivos. Essas agendas afetam diretamente empresas inovadoras.

Uma associação possibilita transformar percepções individuais em pautas coletivas. Não significa criar um ambiente corporativista. Significa organizar interlocução.

O próprio estatuto da CWB Startups prevê, entre suas finalidades, a integração das organizações que compõem o ecossistema e a representação dos associados perante terceiros. Para uma cidade que deseja fortalecer sua economia baseada em conhecimento, essa interlocução é bastante saudável.

Mas existe uma condição: participar

Comunidade nenhuma funciona apenas porque existe. E talvez esse seja o ponto mais importante deste artigo. Não adianta pagar uma associação e desaparecer. Não funciona assim. 

O verdadeiro retorno vem da participação. Vá aos encontros. Apresente sua startup. Conte o seu problema. Escute outros founders. Ofereça uma conexão. Compartilhe uma oportunidade. Apresente um fornecedor. Ajude alguém que está alguns passos atrás na jornada. Converse com quem está alguns passos à frente.

Comunidade é um ativo cujo valor aumenta proporcionalmente ao nível de interação entre seus integrantes. Quanto mais conexões qualificadas existem, mais poderosa se torna a rede.

Curitiba não precisa apenas criar startups. Precisa fazer startups durarem.

Tenho insistido muito nesse ponto. O desafio de um bom ecossistema não é produzir o maior número possível de CNPJs inovadores. É ajudar bons negócios a sobreviver, crescer e ganhar mercado.

Startup criada é apenas o começo. Precisamos de mais startups vendendo. Mais startups contratando. Mais startups exportando, captando, fornecendo para grandes empresas, vendendo para o governo, crescendo a partir de Curitiba. E unicórnios sempre são bem vindos!

Para isso, capital importa. Tecnologia importa. Política pública importa. Talento importa. Segurança jurídica importa. Mas, pessoas importam mais do que tudo! Por isso, conexão também importa — e muito!

Porque grandes ecossistemas não são formados apenas por grandes empresas. São formados por grandes relações. No final das contas, comunidade é exatamente isso: transformar uma coleção de empreendedores em uma rede capaz de produzir oportunidades que talvez nenhum deles conseguisse produzir sozinho.

Curitiba já possui talento, universidades, empresas, ambientes de inovação, investidores, políticas públicas e uma marca reconhecida nacionalmente por sua vocação inovadora.

Quanto mais conectarmos essas forças, maior será nossa capacidade de transformar inovação em negócios, negócios em desenvolvimento econômico e desenvolvimento econômico em oportunidades para as pessoas.

É assim que ecossistemas amadurecem.

E é assim que uma cidade deixa de apenas falar sobre inovação para, efetivamente, viver dela.

Então vale a pena se associar?

Para quem está construindo uma startup em Curitiba e Região Metropolitana, minha provocação é bastante objetiva: não empreenda isolado! Procure ambientes nos quais existem pessoas enfrentando desafios semelhantes aos seus.

O estatuto da CWB Startups estabelece que o associado efetivo é a pessoa que ocupa cargo de direção em uma startup com sede fiscal em Curitiba ou Região Metropolitana. O interessado pode solicitar diretamente seu ingresso, que passa pela deliberação da Diretoria da associação.

O site oficial disponibiliza a opção “Quero me associar”, além do Termo de Adesão, Estatuto Social, agenda de atividades e os canais de contato da comunidade. O termo prevê participação em iniciativas, eventos, capacitações e redes de colaboração e estabelece os direitos e deveres decorrentes da associação.

Minha recomendação para quem tem uma startup é ainda mais simples: conheça primeiro as pessoas. Participe. Converse. Veja quem está construindo. Descubra o que você pode aprender. E, principalmente, pense no que também pode entregar à rede.

Porque uma comunidade não é um balcão de benefícios. É uma construção coletiva.

Recadinhos da Inovação!

Vamos “de empreendedor para empreendedor” ou “startupero para startupero”, onde associados da CWB Startups falam sobre suas experiências, motivações e impressões!

“Fazer parte da CWB Startups tem sido uma experiência extremamente valiosa para mim e para a trajetória da PlanejaDin. Mais do que uma associação, a CWB cria conexões reais entre empreendedores que estão vivendo desafios semelhantes e buscando construir soluções inovadoras para transformar a sociedade. Ao longo dessa jornada, tive acesso a oportunidades que nem sabia que existiam, como editais de subvenção econômica fundamentais para o desenvolvimento de inovação. Além disso, a associação abriu portas importantes para apresentar o trabalho da PlanejaDin a Secretarias da Prefeitura Municipal de Curitiba, ampliando nossa visão sobre impacto social e possibilidades de atuação. Mas, sem dúvida, um dos maiores diferenciais está na troca com outros empresários e founders. Compartilhar experiências, dificuldades, aprendizados e estratégias com pessoas que vivem o “campo de batalha” do empreendedorismo diariamente gera um crescimento muito acelerado, tanto profissional quanto pessoal. Curitiba possui um ecossistema de inovação cada vez mais forte, e a CWB Startups tem um papel importante em conectar pessoas, oportunidades e propósito.” Danielle Serradilla, Fundadora e CEO da PlanejaDin e Segunda Diretora Financeira da CWB Startups

“Sobre resultados positivos da CWB, apesar de não estarem ainda refletidos em contratos fechados, tem sido extremamente positivo pra mim pela proximidade que a associação me permitiu ter com órgãos públicos e privados como Secretarias Municipais, hubs de aceleração e investidores para poder apresentar minha solução e estar conectado a oportunidades. Fazer parte da CWB tem sido um grande aprendizado pra mim, me mantêm conectado e com sensação de acolhimento ao ecossistema Curitibano. Além disso, um grande ganho direto com a CWB foi a parceria conquistada com a Lovable que me permitiu uma economia direta de mais de 15 mil Reais e cerca de 6 meses de trabalho que eu iria investir com um desenvolvedor front end, o que ajudou a acelerar o desenvolvimento do nosso produto. Isso tudo sem contar as trocas de grande valor que tenho com outros fundadores em fases e segmentos semelhantes que ajudam a evitar alguns erros, aprender e ampliar as conexões/visão/oportunidades”. Marcio H. B. de Oliveira, Founder/CEO da Reakti e Segundo Diretor Administrativo da CWB Startups

Agora, um “risca-faísca” com o Presidente da Associação CWB Startups, o “atleta da inovação” Gustavo de Paula, que é atual detentor do recorde de corrida com barreiras, mas agora “saltando outras barreiras”:

Por que a CWB Startups foi importante para você?

“A CWB Startups foi importante para mim porque reforçou algo em que sempre acreditei: empreender não precisa ser uma jornada solitária. A comunidade me permitiu estar próximo de outros founders, compartilhar desafios, aprender com experiências diferentes e construir conexões que muitas vezes se transformam em oportunidades reais de negócio. Mais do que networking, encontrei um ambiente de colaboração, pertencimento e troca genuína. Quando estamos cercados de pessoas que vivem desafios semelhantes, conseguimos evoluir mais rápido e tomar decisões melhores.”

Como se sente com a responsabilidade de ser presidente da primeira associação dessa natureza no Paraná e Curitiba?

“Assumir a presidência da CWB Startups representa, ao mesmo tempo, uma grande honra e uma enorme responsabilidade. Estamos falando de uma comunidade formada por empreendedores que acreditam na inovação e que estão diariamente construindo empresas, gerando empregos e buscando soluções para problemas reais. Meu papel é contribuir para que essas pessoas encontrem cada vez mais oportunidades dentro da associação. Quero exercer essa função com muita escuta, proximidade e espírito colaborativo, porque uma comunidade como a nossa não pertence a uma pessoa ou a uma diretoria: ela é construída por todos os associados.”

Quais são os planos de futuro da associação?

“O nosso objetivo é fortalecer cada vez mais a CWB Startups como uma comunidade de referência para os empreendedores de Curitiba e Região Metropolitana. Queremos ampliar o número de associados, criar mais conexões entre startups, investidores, empresas, universidades, poder público e demais atores do ecossistema, além de desenvolver eventos, capacitações e oportunidades concretas de geração de negócios. Também queremos ampliar a representatividade das startups nas discussões que impactam o setor e aproximar ainda mais a comunidade do Vale do Pinhão. O futuro da CWB Startups passa por crescer sem perder aquilo que está na nossa essência: proximidade, colaboração e founders ajudando founders.” Gustavo de Paula, Founder/CEO da Chavi e Presidente da CWB Startups

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Marlon Alves Cardoso é consultor de inovação e especialista em gestão de ambientes promotores de inovação, design de produtos e negócios inovadores, inovação aberta e inovação aplicada à gestão pública. É uma das principais lideranças do ecossistema e foi propositor do premiado modelo de governança do ecossistema Vale do Pinhão (Curitiba), com experiência prática na articulação entre startups, governo, universidades, setor produtivo e investidores. Bacharel em Direito (FESP) e advogado inscrito na OAB/PR, é especialista em Gestão de Ambientes Promotores de Inovação (UNICENTRO) e exerce a função de Secretário da Comissão de Tecnologia, Inovação e Inteligência Artificial da OAB/PR – SJP. Publicou artigo no IASP (Beijing, 2025), referência global em ecossistemas e parques de inovação. Designado com a comenda de Embaixador da Inovação do Paraná, em 2025. Servidor público municipal concursado, soma 32 anos de experiência em gestão de programas públicos de alta complexidade, com atuação em áreas como defesa civil, segurança pública com cidadania, administração pública e gabinete executivo. Na coluna, escreve com foco em estratégia e governança de ecossistemas, startups e nova economia, inovação no setor público, tendências tecnológicas com aplicação real e modelos práticos para transformar ideias em produtos, negócios e políticas públicas — com linguagem direta, visão de campo e compromisso com resultado. Temas recorrentes: inovação aberta, GovTech, políticas públicas de inovação, venture building, hubs e parques tecnológicos, cidades inteligentes, métricas e governança, contratação pública de inovação, IA aplicada ao serviço público.

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