O município de Rio Negro, realiza em 4 de novembro, às 17h, o IV Fórum Rionegrense de Inovação. O evento ocorre no espaço Casa da Ana, com o tema “Ideias que transformam, inovação que conecta”. As inscrições são gratuitas.
O fórum integra as ações do Inova Rio Negro, ecossistema local de inovação que reúne representantes de diferentes setores. A articulação entre empresários, instituições de ensino, entidades de apoio e poder público é uma das estratégias para ampliar as oportunidades de inovação no município.
Ecossistema foi reorganizado em 2025
Em 2025, o Inova Rio Negro passou por uma reorganização. A iniciativa elaborou um planejamento estratégico e passou a realizar reuniões periódicas para definir prioridades e ações de desenvolvimento empresarial.
Em 2026, o trabalho incluiu encontros com empresários e reuniões mensais da governança. Também houve iniciativas para incentivar a participação de jovens no desenvolvimento de ideias inovadoras.
Para a consultora do Sebrae/PR, Fernanda Filipak Dantas, a organização da governança ampliou o envolvimento dos pequenos empresários.
“Avançamos com o fortalecimento do ecossistema e o envolvimento de mais empresários. Construímos um planejamento estratégico da governança com objetivos de curto, médio e longo prazo para o desenvolvimento das ações”, afirma Fernanda.
Prefeitura quer política pública permanente
O secretário de Indústria e Comércio de Rio Negro, Luiz Henrique Gradiz Alves, afirma que a atuação conjunta deve contribuir para a construção de políticas públicas de desenvolvimento empresarial.
“Mais do que promover um evento, queremos construir uma política pública permanente, capaz de criar um ecossistema favorável ao desenvolvimento, à criação de novas empresas, novos negócios e soluções inovadoras”, afirma Alves.
Inovação não exige grandes investimentos
Para Marcelo Santiago, da área de relacionamento do Sistema Fiep, inovar não exige necessariamente grandes investimentos em tecnologia. Além de inteligência artificial e robotização, mudanças na gestão e nos processos podem melhorar a produtividade.
Santiago cita como exemplo o programa Jornada da Produtividade, desenvolvido pelo Senai em empresas da região.
“É possível, sim, fazer a inovação sem ter grandes investimentos. É um paradigma a ser quebrado”, afirma Santiago.
Remembeer, de Rio Negro, atende mercados no exterior
Fundada em 2016 por Jean Moro, a Remembeer é uma empresa de Rio Negro que desenvolve tecnologia e atende mercados fora do País. Especializada em soluções de autosserviço de bebidas, mantém no município a fábrica e parte da estrutura tecnológica. Os equipamentos atendem operações no Brasil e projetos internacionais.
Para ampliar a atuação, a empresa integrou fabricação, software, pagamentos e modelo de negócios. Também profissionalizou a gestão e padronizou processos.
“Não bastava desenvolver um equipamento interessante. Precisávamos criar tecnologia confiável, padronizar a produção, estruturar processos, desenvolver um modelo de negócios sustentável”, explica Moro.
A aproximação com o ecossistema local começou no Fórum de 2025. Desde então, o empresário integra o grupo de Lideranças de Inovação do município, ao lado de representantes do Sebrae, da Prefeitura, de universidades e de entidades empresariais.
Segundo Moro, a participação ampliou o relacionamento com outros empreendedores e instituições. Ele relata que a Remembeer contratou profissionais e passou a trabalhar com fornecedores locais.
“O Fórum é importante justamente por provocar essas conexões e mostrar que inovação também pode acontecer fora dos grandes centros”, afirma Moro.
Participação empresarial é o próximo desafio
O Inova Rio Negro busca ampliar a participação dos empresários nas iniciativas do ecossistema. Para Santiago, é preciso demonstrar os benefícios concretos dessa articulação para os negócios locais.
“Precisamos mostrar como o ecossistema é importante pro empresário, como ele faz a diferença, como o network, essas parcerias, podem desenvolver um município”, afirma Santiago.
Outra frente é aproximar estudantes das demandas do mercado e estimular novos projetos e negócios. Na avaliação de Alves, a continuidade do trabalho depende de ações que levem conhecimento e orientação aos empreendedores.
“A continuidade desse trabalho passa por capacitações, orientação empresarial e pela estruturação de políticas municipais de incentivo à inovação”, afirma Alves.
Indicadores vão medir avanços
A evolução do ecossistema poderá ser acompanhada por indicadores. Entre eles estão o número de empresas participantes, parcerias, capacitações, projetos desenvolvidos e novos negócios criados. Os dados poderão orientar as próximas ações.