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Economia compartilhada: o novo capítulo do transporte corporativo

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Foto: Jackson David / Pexels

Durante décadas, as empresas vivenciaram diferentes formas de organizar o transporte de pessoas e insumos. Nos anos 50 e 60, predominava a verticalização: frotas próprias, motoristas contratados e tudo sob o mesmo guarda-chuva. Nas décadas seguintes, a terceirização se consolidou como alternativa mais econômica.

A partir de 2010, a chamada “uberização” da economia trouxe flexibilidade, mas também abriu discussões sobre segurança e precarização dos serviços.

Hoje, um novo movimento desponta como resposta a esses desafios: a economia compartilhada no transporte corporativo. Na prática, significa usar os mesmos ativos — veículos, motoristas e tecnologia — para atender diferentes empresas, de forma organizada, transparente e segura.

O resultado é eficiência operacional, redução de custos e otimização de recursos, sem renunciar à qualidade do serviço e à responsabilidade social.

O conceito reflete uma transformação mais ampla na forma de fazer negócios.

“Estamos diante do fim da era do acúmulo e do hiperconsumo. Hoje, o valor está na colaboração, na divisão inteligente dos recursos e na geração de impacto positivo para todos os envolvidos”, explica Leandro Farias, CEO da Autonomoz.

Segundo estudo da PwC, a economia colaborativa já movimenta cerca de US$ 15 bilhões por ano, com projeção de alcançar US$ 335 bilhões em 2025. Além disso, 86% das pessoas afirmam que o modelo oferece maior acessibilidade e economia.

Com quase oito anos de experiência no setor, a Autonomoz foi uma das pioneiras a implementar esse conceito no transporte corporativo brasileiro. Ao conectar 900 motoristas parceiros, empresas e tecnologia em 175 cidades, a companhia cria um ecossistema que beneficia toda a cadeia.

“O mesmo motorista parceiro pode atender diversas empresas, o que reduz quilômetros rodados sem passageiro e otimiza o uso da frota. Isso representa economia para as empresas, maior renda para o motorista e menos emissão de CO₂ para o meio ambiente”, complementa Farias.

Da uberização à colaboração: o transporte que se retroalimenta

Assim como ocorre em outros setores — do agronegócio ao turismo —, a economia compartilhada vem se mostrando um sistema capaz de redefinir cadeias inteiras de produção e serviços. A lógica é simples: o que antes era visto como concorrência, hoje pode ser complementaridade.

“Empresas que antes mantinham frotas ociosas ou terceirizações pouco eficientes estão descobrindo o valor da conexão. O transporte corporativo não precisa ser um centro de custo, mas sim um vetor de inovação, sustentabilidade e bem-estar”, reforça Farias.

Essa visão dialoga com o conceito defendido por especialistas como Tomás de Lara, cofundador da Engage e do Catarse, que descreve o fenômeno como uma retomada de práticas ancestrais de troca e compartilhamento — agora potencializadas pela tecnologia.

A economia compartilhada é, portanto, um novo capítulo da mobilidade corporativa. Esse é um movimento que une eficiência econômica, consciência ambiental e valorização humana. Aliás, ao conectar os motoristas parceiros ao mundo corporativo, a remuneração é melhor.

Eles ainda são monitorados e possuem uma jornada controlada e transportam passageiros conhecidos, elementos que oferecem mais segurança nas viagens.

“Na Autonomoz, acreditamos que tecnologia e propósito caminham juntos. Nosso papel é tornar o transporte corporativo em uma experiência segura, sustentável e colaborativa, que gera valor real para empresas, motoristas parceiros e toda a sociedade”, conclui Leandro Farias.

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